<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919</id><updated>2012-01-16T12:17:20.464-08:00</updated><title type='text'>Ars Diluvian</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>153</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-48511969856166297</id><published>2011-12-14T07:31:00.000-08:00</published><updated>2011-12-14T07:31:20.215-08:00</updated><title type='text'>FÉRIAS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-q5CLy3I3NlI/TujBIEqYZPI/AAAAAAAAAbs/KUeHO9sHXK4/s1600/ferias.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-q5CLy3I3NlI/TujBIEqYZPI/AAAAAAAAAbs/KUeHO9sHXK4/s320/ferias.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Meus amigos: o Blog Ars Diluvian entrou de férias. As postagens voltarão em fevereiro de 2012.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Um grande abraço e até lá.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-48511969856166297?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/48511969856166297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/12/ferias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/48511969856166297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/48511969856166297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/12/ferias.html' title='FÉRIAS'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-q5CLy3I3NlI/TujBIEqYZPI/AAAAAAAAAbs/KUeHO9sHXK4/s72-c/ferias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-1673373967528731321</id><published>2011-12-07T11:41:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T11:48:43.209-08:00</updated><title type='text'>Comentários Cotidianos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8FExAfGSf1k/Tt_A_cLjs-I/AAAAAAAAAbk/VGwKShont10/s1600/O+NASCIMENTO+DA+FILOSOFIA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="279" mda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-8FExAfGSf1k/Tt_A_cLjs-I/AAAAAAAAAbk/VGwKShont10/s320/O+NASCIMENTO+DA+FILOSOFIA.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Tradição, sabedoria e bem-estar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;O nascimento de um filho é, para a maioria das pessoas, um acontecimento único e extraordinário. Assim aconteceu com o nascimento de Pedro Henrique, filho do meu grande amigo cearense Chico Borges. Chico, um hedonista crítico por excelência e natureza, decidiu comemorar de modo dionisíaco a vinda de seu filho. Ele convidava um casal de amigos a cada final de semana. Esta artimanha, além de estender o período de celebração por um evento tão maravilhoso, acentuava ainda mais a força que uma nova vida pode ter. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;No sábado em que fui para o apartamento de Chico, eu e minha esposa fomos recepcionados por meu amigo – eufórico e transbordando alegria – e por Kátia, uma mãe extremamente coruja – e não poderia ser diferente tamanha era a simpatia e beleza de Pedro Henrique. Minha esposa se derreteu com o menino e eu entendia que ali estava um divisor de águas para o velho cearense, mas um divisor de águas sempre para o melhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Chico, um amante do rum e do whisky, abrira mão de sua preferência a favor de minha paixão pela cerveja. Sempre considerei os assírios e os egípcios uma grande civilização por inventarem e aperfeiçoarem essa maravilha da criação humana. A cerveja não apenas representava um elemento sanitário – modo de purificar a água – mas também possuía elementos míticos: a cor do deus sol e a espuma do Nilo. Além do mais, diversos cultos no Egito Antigo eram celebrados em estado de embriaguez como modo de atingir uma esfera mais profunda de nossa mente, prática essa que surgiria na Grécia Antiga como culto ao deus Dionisius.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Seja como for, Chico havia comprado diversas cervejas importadas e algumas nacionais (incluindo aí uma de fabricação cearense, é claro). Passamos o dia bebendo cerveja – ou apreciando as diferenças de sabor de uma cerveja para outra. Cerveja, tábua de frios e muito papo sobre cultura, literatura, música, amizade, vida e morte, amor, conhecimento e filosofia foram a tônica do dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;À noite, saímos para comer algo. Na verdade, queríamos comer comida japonesa – essa tal de pós-modernidade tem lá suas coisas boas – mas tivemos que nos contentar com comida chinesa mesmo, já que o restaurante japonês perto da casa de Chico estava fechando. O jantar no restaurante foi terrível: yakisoba com talharim (aí está o lado negativo e trágico da pós-modernidade). Entretanto, resolvemos o problema dessa pequena digressão parando na frente da piscina do prédio de Chico. Abrimos uma garrafa de vinho do porto e pegamos alguns charutos cubanos (novamente, o lado bom da pós-modernidade). Eu, Chico e seu cunhado (ainda jovem e tentando nos acompanhar em nossa intensidade para beber e pensar) nos sentamos tranquilamente e continuamos a celebração. Chico trouxe seu violão e toquei uma peça de Villa-Lobos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Quando a madrugada já ameaçava nos vencer, entramos e decidimos onde cada um iria dormir. Foi aí que percebi uma coisa que achei muito singular: Chico dormia numa rede.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Quando os colonizadores chegaram aqui no Brasil se depararam com essa sabedoria: dormir &lt;personname productid="em redes. Os" w:st="on"&gt;em redes. Os&lt;/personname&gt; índios, assim acredito, não deveriam sofrer com um problema tão próprio ao homem ocidental: dor nas costas. O Nordeste manteve esse costume que se arraigou em nossa cultura e tomou parte em nossas vidas. Em todos os estratos sociais, por aqui, é possível se deparar com pessoas que tiram uma soneca na rede ou lêem um livro ou simplesmente dormem na tranquilidade dessa tecnologia de ponta que foi criada para o bem-estar do ser humano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Depois de algum tempo, decidi comprar uma rede para mim. Incrivelmente, os problemas crônicos que sofria de coluna começaram a desaparecer. Somos tão atacados cotidianamente por nossa falta de postura adequada – algo que o Aikido começou a me educar de modo mais racional e claro – que terminamos por sofrer desse mal sem saber exatamente a causa: uso excessivo do computador, o modo como dirigimos ou ficamos sentados nos bancos dos ônibus, etc. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Essa tecnologia indígena muitas vezes é subestimada simplesmente porque o nosso processo de colonização – de caráter acentuadamente católico – terminou por soterrar as outras culturas de que somos originários. Estabeleceu-se um padrão equivocado de entendimento sobre as culturas não brancas: devem ser inferiores e só podem melhorar na medida em que se aproximação da civilização branca. No Nordeste, felizmente, creio que essa dicotomia imposta a ferro e fogo não conseguiu atingir totalmente seu intento. A nossa intelectualidade está tão voltada para esse solo ocidental que quase sempre não conseguimos enxergar as dimensões mais profundas e coerentes de outras culturas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Interessantemente, foram brancos como Frazer, Malinowski e Lévi-Strauss que nos ajudaram a desconstruir esse mito ou essa ignorância. Estruturas profundas e tão complexas quanto a nossa estão presentes em todas as culturas conhecidas. De fato, o hibridismo cultural nunca foi um acontecimento isolado dentro da pós-modernidade. Marco Pólo assim o pode confirmar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;De qualquer modo, fiquei duplamente feliz com aquela experiência na casa de meu grande amigo. Primeiramente, porque pude reconquistar um hábito a muito perdido e que restabeleceu minha saúde. Segundo, porque, sem saber, o pequeno Pedro Henrique, na inocência e poder de sua vida, havia me dado uma grande lição: é a própria vida que faz tudo acontecer. Esse rumo, assim pude entender, era como uma dádiva, algo novo e transformador. Senti-me mais jovem, mais perto de mim mesmo e das pessoas; e isso, não havia dúvidas, me bastava. O nascimento, então, havia me dado mais um outro grande sentido para tudo. Um brinde ao pequeno Pedro Henrique!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-1673373967528731321?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/1673373967528731321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/12/comentarios-cotidianos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1673373967528731321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1673373967528731321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/12/comentarios-cotidianos.html' title='Comentários Cotidianos'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8FExAfGSf1k/Tt_A_cLjs-I/AAAAAAAAAbk/VGwKShont10/s72-c/O+NASCIMENTO+DA+FILOSOFIA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-1792981550731363060</id><published>2011-12-07T11:38:00.001-08:00</published><updated>2011-12-07T11:38:31.966-08:00</updated><title type='text'>Meus Poemas</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;A praia&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Um mar de assombros se abre gravemente&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;onde o horizonte desenha mais um dia&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;aberto, esplendidamente aberto para o sol&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;que eterniza o vôo das gaivotas&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;e fulmina de luz o branco das areias&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;das espumas e dos maiôs das crianças.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Odor volumoso de peixe assando&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;com muito alho e cebolas novas&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;transportando tudo à esfera do paladar&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;para que possamos nos consagrar&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;diante da própria eternidade&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;que se deita diante de nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Aqui, é um grito mais antigo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;que se faz ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Sigo com o amargo da cerveja&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;que sorvo com parcimônia&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;pois não há pressa na praia&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;trafegada por navios silentes&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;que cortam os mares em desalinho&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;em um aviso aos mortos e aos vivos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Assombro e luz culminam na existência&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;daquilo que somos e que não podemos negar&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;nem mesmo uma linha que seja&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;talvez cansados de tentarmos roubar&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;das nuvens um pouco de lucidez&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;e da terra um descanso derradeiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Aqui, é um grito mais antigo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;que se faz ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Algumas pessoas transitam em silêncio&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;num atalho que não pude tomar&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;cheio de uma esperança nova&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;que logo me abandona –&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Leste de tudo e de todos&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;anunciando o que já sabíamos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Então, subitamente, o mar se eleva&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;as nuvens correm e o grito das gaivotas&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;cessa de modo abrupto, sem hiatos –&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;e mar e terra, deuses e mortais&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;abrem-se para o jogo dos castelos imaginários&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;outrora erigidos pelas crianças.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Aqui, é um grito mais antigo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;que se faz ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;E parti.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-1792981550731363060?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/1792981550731363060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/12/meus-poemas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1792981550731363060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1792981550731363060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/12/meus-poemas.html' title='Meus Poemas'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-3609963657643351336</id><published>2011-12-07T11:37:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T11:51:56.949-08:00</updated><title type='text'>Uma questão teológica</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JlAyT-79J08/Tt_AP_MWm8I/AAAAAAAAAbc/kct6mQBVuaA/s1600/cristianismo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" mda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-JlAyT-79J08/Tt_AP_MWm8I/AAAAAAAAAbc/kct6mQBVuaA/s320/cristianismo.jpg" width="315" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;O cristianismo é uma religião que afirma ser uma religião do amor. Jesus aparece como o mestre amoroso. Além disso, o deus cristão é entendido como um deus de amor: o amor em sua plenitude e Jesus é seu servo bem-amado (Mt 12:18). Quando perguntado sobre o perdão, Jesus afirmou que se deveria perdoar setenta vezes sete vezes (Mt 18:22). Essa expressão parece indicar que se deve perdoar &lt;em&gt;indefinidamente&lt;/em&gt;. Estranhamente, essa exortação ao perdão feita aos humanos possui um tratamento diferente quando se trata do próprio deus cristão, já que é o próprio Jesus quem afirma que seu deus, na figura do Juízo e na presença do próprio Jesus, julgará aos homens e a uns levará para os céus e outros serão condenados&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;ao “fogo eterno que foi preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25: 41). No Juízo Final não haverá um perdão que se articula no modo de setenta vezes sete. Esse deus irascível e juiz parece não reconhecer mais a regra que ele mesmo divulgou. O problema que quero trazer tem como raiz uma discussão de Santo Agostinho sobre os futuros contingentes, ou seja, se o deus cristão é criador do céu e da terra e é onisciente, então há espaço para a liberdade humana, para o livre-arbítrio? Se deus é onisciente, então parece que ele, ao criar mundo, já deveria saber que Adão e Eva iriam pecar, daí ser impossível haver um julgamento divino posterior àquilo que ele mesmo criou. Teríamos, então, um deus onisciente que não saberia a essência daquilo que ele mesmo criou. O livro do Gênesis ainda acrescenta que o deus hebraico pergunta a Adão e Eva o que eles fizeram (Gn 3:11-13). Se formos levar ao pé da letra essa mitologia, então a contradição é evidente. Outro ponto crítico está no livro do Apocalipse. Ali se fala sobre o julgamento e se afirma que os que não forem eleitos, os que não estiverem inscritos no livro da vida, serão precipitados no lago de fogo (Ap 20:15). O fogo do inferno é eterno, ou seja, há uma pena eterna para algo que, mesmo que haja algo como pecado, foi cometido numa temporalidade finita e humana. A questão dos futuros contingentes reaparece aqui: se o deus cristão é um deus de amor, criador do mundo e onisciente, então ele criou o mundo, os homens e saberia que os mesmos agiriam desse ou daquele modo, invalidando qualquer possibilidade de livre-arbítrio, já que qualquer decisão humana deveria ter sido conhecida previamente por esse deus onisciente. Ao criar mundo, esse deus também criou o pecado e, portanto, todos aqueles que arderão eternamente no inferno (Calvino chega mesmo a falar nos predestinados ao inferno). Sendo assim, só haveria diabo, inferno e sofrimentos eternos porque esse deus amoroso decidiu criar um mundo, o homem, o pecado e o próprio inferno. Logo, só há inferno não por causa do diabo, mas por causa desse deus amoroso. Em sua onisciência, ele já saberia quais homens estariam eternamente no inferno, o que implica que ele criou o mundo numa dicotomia entre aqueles que ele escolheu em sua criação para estar no céu e aqueles que estarão no inferno. Nestes termos, parece plausível questionar se há, realmente, amorosidade nesse deus ou se sua essência não é, em termos dados por sua própria existência, demoníaca. Talvez devêssemos meditar sem medo sobre essa questão que, assim me parece, não é definitiva e que está ainda longe de ser resolvida e que implica em entender se o cristianismo é realmente uma religião do amor. Não seria, ao contrário, uma religião da ameaça e do medo? O impulso aqui dado precisa ser questionado se quisermos entender a questão de modo lúcido e claro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-3609963657643351336?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/3609963657643351336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/12/uma-questao-teologica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/3609963657643351336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/3609963657643351336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/12/uma-questao-teologica.html' title='Uma questão teológica'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-JlAyT-79J08/Tt_AP_MWm8I/AAAAAAAAAbc/kct6mQBVuaA/s72-c/cristianismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-8277570538266562010</id><published>2011-12-07T11:36:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T11:36:07.110-08:00</updated><title type='text'>Escrito dos Amigos</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Crônica de saudades das coisas simples do meu Recife&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 4;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;por Gustavo Pedrosa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Elegante&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O dia resplandece sob o som dos Dj´s&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Prossecos gotejam o último gole&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Táxis abrem às portas trôpegas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O filme termina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A cortina inibe a sensação de dia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A noite mais uma vez queimou o cérebro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;De forma nada elegante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A TV negra suga as forças que restam&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;O táxi branco toca The&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Black Eyed Peas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Um motel vermelho luminoso o recebe&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Um corpo nu, pesado, revira-se na cama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A banheira de hidromassagem cuida do jovem casal&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;The Doors abrevia o breakfast de mais uma noite sem fim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Aninha me espera no mercado da Madalena&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Macaxeira com charque.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Estou na Vila Romana,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Aipim com carne seca&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;No mercado da Lapa,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;E Aninha?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Dois táxis saem daquele motel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;São brancos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Não há mais maquiagem nem brilho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A mesma cor da tela de TV daqui&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Uma criança negra com dentes brancos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Sorrir para um deles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Só eu vejo, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Com a boca cheia de aipim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;E cadê tu Aninha?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Tua música?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Teu sorriso contagiante?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-8277570538266562010?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/8277570538266562010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/12/escrito-dos-amigos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/8277570538266562010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/8277570538266562010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/12/escrito-dos-amigos.html' title='Escrito dos Amigos'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-1675885300275852507</id><published>2011-12-07T11:34:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T18:26:18.345-08:00</updated><title type='text'>Artes Visuais</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-h5tLmWXc7OE/Tt-_bG-DwGI/AAAAAAAAAa8/VId3NOfar44/s1600/2006_HeadOn_1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="176" mda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-h5tLmWXc7OE/Tt-_bG-DwGI/AAAAAAAAAa8/VId3NOfar44/s320/2006_HeadOn_1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-xi-awhNGCIg/Tt-_nQkHVaI/AAAAAAAAAbU/VNMnampvKos/s1600/Cai-Guo-Qiang-sculpture-on-Metropolitan-Museum-roof.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" mda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-xi-awhNGCIg/Tt-_nQkHVaI/AAAAAAAAAbU/VNMnampvKos/s320/Cai-Guo-Qiang-sculpture-on-Metropolitan-Museum-roof.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RPf2wkgclt8/Tt-_kxxY7zI/AAAAAAAAAbM/b6gYg-qTNJk/s1600/rt_Cai_Guo-Qiang_07_080222_ssh.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="248" mda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-RPf2wkgclt8/Tt-_kxxY7zI/AAAAAAAAAbM/b6gYg-qTNJk/s320/rt_Cai_Guo-Qiang_07_080222_ssh.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-742Fd1CEx3o/Tt-_fAwNgII/AAAAAAAAAbE/dBUKg_Tbatg/s1600/2006_site_06.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" mda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-742Fd1CEx3o/Tt-_fAwNgII/AAAAAAAAAbE/dBUKg_Tbatg/s320/2006_site_06.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;personname productid="Cao Guo-Qiang" w:st="on"&gt;Cao Guo-Qiang&lt;/personname&gt; é um artista chinês contemporâneo que extrapola os limites da arte minimalista, pós-minimalista e da Land Art. Apesar de tomar parte no grupo de artistas que seguem a preocupação ecológica da Land Art, Guo-Qiang desenvolveu um trabalho radicalmente inovador – inclusive atingindo a obsessão pela morte de Damian Hirst – e que nos fala das diversas matizes que habitam nosso cotidiano: consumo, distanciamento da Natureza que passa a ser encarada apenas como fonte de recursos, bioética, tecnologia e humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;O trabalho de Guo-Qiang pode parecer, num primeiro olhar, mais apelativo ou exagerado do que deveria ser. Contudo, creio que essa sensação inicial se esvai quando trafegamos por suas obras despojados de qualquer entendimento estabelecido; especialmente se o mesmo estiver carregado de uma visão canhestra sobre questões ecológicas ou de bioética. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Apontando para a morte, entendo que as obras de Guo-Qiang falam sobre a vida, ou melhor, sobre a real dimensão de nossa vida diante da Natureza. O vínculo que o homem possui com a Natureza – vínculo de amor e cuidado – torna-se cada vez mais tênue numa sociedade em que tudo se agita ao sabor da objetificação, do pensamento que a tudo calcula e que só pode pensar em termos de lucro, controle e poder.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Não se pode negar a importância do lucro, do controle e do poder, mas é preciso entender a dimensão mais profunda dessas esferas e atingir um olhar claro sobre as mesmas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;O século XXI, parece querer dizer Guo-Qiang, pode se arvorar em diversos direitos, mas não lucrar, controlar e ter poder sobre a vida. É a vida a fonte dessas dimensões e não o contrário. A tecnociência não pode ser a dominadora do homem – a arte, aqui, expressa essa linha entre a vida e a morte e o modo como nós encaramos essa ruptura através de um olhar antropocentrado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;A angústia, tão própria de uma cultura antropocentrada, pode não surgir numa cultura biocentrada. A arte de Guo-Qiang demonstra essa junção entre a ação humana e o fazer da Natureza. Há um desespero em suas obras que se traduz por um desespero eminentemente nosso. Não é um apelo da Natureza, mas sim um apelo a partir da Natureza. As flechas, então, estão apontadas para nós e apenas isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-1675885300275852507?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/1675885300275852507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/12/artes-visuais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1675885300275852507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1675885300275852507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/12/artes-visuais.html' title='Artes Visuais'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-h5tLmWXc7OE/Tt-_bG-DwGI/AAAAAAAAAa8/VId3NOfar44/s72-c/2006_HeadOn_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-5095307890775556974</id><published>2011-12-07T11:32:00.000-08:00</published><updated>2011-12-11T05:31:36.090-08:00</updated><title type='text'>Filmes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5DXGYMvV-Jw/Tt-_EIg1jhI/AAAAAAAAAa0/cytSIM7dFME/s1600/le-mepris-original.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" mda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-5DXGYMvV-Jw/Tt-_EIg1jhI/AAAAAAAAAa0/cytSIM7dFME/s320/le-mepris-original.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Para quem realmente aprecia cinema e literatura, o filme &lt;i&gt;O Desprezo&lt;/i&gt; (Le Mepris) de Jean-Luc Godard é imperdível. Não apenas por trazer uma Brigite Bardot deslumbrante e na melhor fase de sua juventude – ou um Jack Palance vigoroso – mas por alinhar diversas linguagens e discursos numa única película.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;O filme trata, inicialmente, de um casamento &lt;personname productid="em ru￭nas. O" w:st="on"&gt;em ruínas. O&lt;/personname&gt; existencialismo inicial de Godard é aqui novamente acentuado, mas de um modo mais maduro e bem resolvido. A trama gira em torno do roteirista Paul que quer filmar a Odisséia de Homero. O diretor do filme, Fritz Lang (um gênio do cinema alemão) aparece interpretando a sim mesmo – uma sacada genial de Godard. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Os problemas começam quando o produtor Prokosh (Jack Palance) descarrega toda a sua arrogância em cima de Paul. Conflitos ideológicos surgem quando é preciso tomar decisões sobre a película: arte, entendimento, poder e indústria cultural trafegam nesse banquete grotesco.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Além do mais, Paul está em crise com sua linda esposa Camille (Brigite Bardot). Ela despreza o marido e as discussões intermináveis dos dois em nada ajudam a situação do casal. Paul ainda sente que a ama e seu isolamento diante de um amor que começa a naufragar acentua sua crise existencial.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Godard nos coloca a todo instante diante de paradoxos que a vida pode nos conduzir. Esses paradoxos não nascem apenas de nossas escolhas, mas estão presentes no seio da estrutura existencial mesma – uma dimensão própria do lado irracional de nossas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Mas, voltando ao contexto do filme, há uma cena que bem pode traduzir a junção entre cinema e existência. Numa audição, Lang é questionado sobre o que será visto e este responde: “Cada filme deve ter uma razão crítica. Aqui, temos a luta do indivíduo contra as circunstâncias. O velho problema dos gregos...”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Noutra cena, &lt;personname productid="em que Bardot" w:st="on"&gt;em que Bardot&lt;/personname&gt; toma banho numa banheira, ela discute com o marido e diz: “Necessito silêncio, escuro. De hoje em diante, quero dormir sozinha”. A distância se instaura em definitivo entre o casal e o tom mais existencial dá ao filme um caráter denso que se une às belas imagens – aliás, a fotografia é outro atrativo à parte.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Por muitos admiradores de Godard, esse filme não é considerado um dos seus melhores filmes - o que pode ser controverso. Mas, seja como for, vale a pena conferir. Godard alinhou elementos novos nessa produção e Lang, Bardot e Palance merecem ser vistos juntos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Eis o link para baixar o filme:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.mnemocine.com.br/oficina/desprezomonica.htm"&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;http://www.mnemocine.com.br/oficina/desprezomonica.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-5095307890775556974?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/5095307890775556974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/12/filmes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/5095307890775556974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/5095307890775556974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/12/filmes.html' title='Filmes'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5DXGYMvV-Jw/Tt-_EIg1jhI/AAAAAAAAAa0/cytSIM7dFME/s72-c/le-mepris-original.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-4507372116649997074</id><published>2011-12-07T11:31:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T11:31:07.491-08:00</updated><title type='text'>Citações</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-h9j_EUnoaWQ/Tt--0AZOVCI/AAAAAAAAAas/P8Ba_916x5U/s1600/soren-kierkegaard-a.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" mda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-h9j_EUnoaWQ/Tt--0AZOVCI/AAAAAAAAAas/P8Ba_916x5U/s320/soren-kierkegaard-a.jpg" width="283" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Sem pecado, nada de sexualidade, e sem sexualidade, nada de História.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Soren Kierkegaard&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Em ciência lê os livros mais novos, em literatura lê os mais antigos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Edward Bulwer-Lytton&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Se você pegar no mais ardente dos revolucionários, e der poder absoluto a ele, dentro de um ano ele será pior do que o próprio czar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Mikhail Bakunin &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana , os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Jean-Paul Sartre&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Falam da dignidade do trabalho. Bah! A dignidade está no ócio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Herman Melville&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Quem tem a sorte de nascer personagem vivo, pode rir até da morte. Não morre mais... Quem era Sancho Panza ? Quem era Dom Abbondio ? E, no entanto, vivem eternamente, pois - vivos embriões - tiveram a sorte de encontrar uma matriz fecunda, uma fantasia que soube criá-los e nutri-los, fazê-los viver para a eternidade!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Luigi Pirandello&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-4507372116649997074?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/4507372116649997074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/12/citacoes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/4507372116649997074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/4507372116649997074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/12/citacoes.html' title='Citações'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-h9j_EUnoaWQ/Tt--0AZOVCI/AAAAAAAAAas/P8Ba_916x5U/s72-c/soren-kierkegaard-a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-4220977440990726418</id><published>2011-10-14T07:45:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T07:45:51.045-07:00</updated><title type='text'>Contemporâneas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-f7jhIY_fu3k/TphLErszFtI/AAAAAAAAAZ0/CZ3d5pHIii4/s1600/umberto_eco_wideweb__470x3140.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-f7jhIY_fu3k/TphLErszFtI/AAAAAAAAAZ0/CZ3d5pHIii4/s320/umberto_eco_wideweb__470x3140.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Recentemente fui a uma livraria procurar alguma literatura contemporânea interessante. Vasculhei pacientemente todas as estantes e, subitamente, fiquei espantado. A literatura do século XXI quase que se resume a quatro itens básicos: 1. Literatura histórica onde encontramos narrativas canhestras sobre cavaleiros templários, sacerdotes e sábios do Egito Antigo, pensadores medievais, etc.; 2. Vampiros e suas absurdidades tratadas como mitologia profunda e reveladora de nosso tempo; 3. Romances policiais que para quem conhece Dashiell Hammett, Friedrich Dürrenmatt e Raymond Chandler, por exemplo, parecem coisas de criança e 4. Romances que alinham fantasia e seres imaginários como se estivessem tratando das coisas mais importantes do mundo. Não me espanta que, aqui no Brasil, José Saramago seja tão lido. Diante de um quadro tão deplorável desses, recolhi-me à minha insignificância de leitor e procurei os clássicos. Terminei comprando &lt;i&gt;Gente de Hëmso&lt;/i&gt; de Strindberg e um livro de Filosofia, &lt;i&gt;Hinos de Hölderlin&lt;/i&gt; de Heidegger. Tenho que admitir: fiquei com uma grande saudade do tempo em que livro bom contemporâneo era como &lt;i&gt;O Nome da Rosa&lt;/i&gt; de Umberto Eco. Paciência.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-4220977440990726418?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/4220977440990726418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas_14.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/4220977440990726418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/4220977440990726418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas_14.html' title='Contemporâneas'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-f7jhIY_fu3k/TphLErszFtI/AAAAAAAAAZ0/CZ3d5pHIii4/s72-c/umberto_eco_wideweb__470x3140.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-2670086934225294299</id><published>2011-10-14T07:44:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T07:44:43.608-07:00</updated><title type='text'>Contemporâneas I</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-gH_rj_j-iuA/TphK0AbjWQI/AAAAAAAAAZs/ElUDN6QaXwM/s1600/inconsciente.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-gH_rj_j-iuA/TphK0AbjWQI/AAAAAAAAAZs/ElUDN6QaXwM/s1600/inconsciente.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Muitas vezes creio que mais importante do que “o que é” algo, é saber o “porquê” desse algo. Desde Kant, Schopenhauer e Nietzsche que a questão do inconsciente humano é discutida. Freud surgiu para resolver muito dos problemas suscitados pela questão e nos legou uma estrutura – depois seguida por Lacan e Winnicott, por exemplo – em que trata do inconsciente e seus desdobramentos no aparelho psíquico humano: o Id, Ego e Superego. Entretanto, a questão até agora estava centrada em explicar o que realmente é o inconsciente. Filósofos com base fenomenológica como Husserl, Merleau-Ponty e Heidegger trouxeram novas contribuições para o debate, mas a perspectiva permanecia a mesma: “O que é”. Creio que o porquê da existência do inconsciente – em sua dinâmica psicológica – se deve a uma sabedoria própria da natureza. Ao mesmo tempo em que o desconhecido nos atemoriza, ele também nos fascina. Somos naturalmente atraídos para esse limite de nosso conhecimento e é nessa atração que reside nossas buscas religiosas, místicas, artísticas, filosóficas ou científicas. Sempre queremos ir além. Mas imagine um universo em que tudo já estivesse presente em nossa consciência. Não restaria nenhum mistério e tudo estaria definitivamente resolvido. Logo, qual seria a força impulsionadora de nossa existência? Morreríamos aos milhões e a humanidade como a conhecemos hoje não existiria. Creio que não existiria humanidade nenhuma. O mistério toma parte em nossa existência e nos impulsiona... para o bem&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;ou para o mal. O “porquê” do inconsciente reside num mecanismo natural para evitar o tédio. Entediados continuamente, já que nada haveria para ser descoberto, nossa existência perderia o sentido. Assim, a natureza colocou o maior mistério de todos bem ao nosso alcance: nós mesmos. Impossível se entediar diante de uma tarefa tão gigantesca e infindável.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-2670086934225294299?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/2670086934225294299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas-i_14.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/2670086934225294299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/2670086934225294299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas-i_14.html' title='Contemporâneas I'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-gH_rj_j-iuA/TphK0AbjWQI/AAAAAAAAAZs/ElUDN6QaXwM/s72-c/inconsciente.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-6210797957404190705</id><published>2011-10-14T07:43:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T07:43:04.010-07:00</updated><title type='text'>Contemporâneas II</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-E_L4f2Nj7Oc/TphKaV-tUtI/AAAAAAAAAZk/NzT7oXgLgIg/s1600/Thanatos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215" src="http://1.bp.blogspot.com/-E_L4f2Nj7Oc/TphKaV-tUtI/AAAAAAAAAZk/NzT7oXgLgIg/s320/Thanatos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dor de amor é algo até compreensível. Que as lamúrias se transformem em poesia, música, raiva ou revanche, é extremamente aceitável. Mas quando o sofrimento descamba para a autocomiseração, para a pena de si mesmo, então algo está muito errado com essa pessoa. Pena de si mesmo é tão danoso quanto culpa. A culpa possui como alvo de destruição a própria pessoa que a sente, assim como a pena de si mesmo. Nestes casos, apenas o tratamento de choque parece dar resultado, já que a bajulação só tende a aumentar esse sentimento. Creio que é esse mesmo sentimento subterrâneo de culpa que acontece diante do luto. Penso que o passado serve como medida para nos avaliarmos constantemente e para nos conhecermos mais profundamente – tarefa incessante e sempre gratificante. O futuro, por seu turno, deve servir apenas como ponto de referência para a elaboração de metas concretas e palpáveis. (Certa vez, um amigo semi-analfabeto me disse que o pastor de sua igreja havia dito que através do poder de Deus nós podemos tudo, basta acreditar. Ele me disse que iria se tornar juiz de direito. Eu lhe perguntei: “Você tem 2º grau? Sabe que terá que terminar o 2º grau, depois fazer faculdade de direito, depois passar na OAB e por fim passar num concurso para juiz?”. Ele caiu na real e abandonou a igreja). Assim, resta-nos apenas viver com intensidade o nosso presente, já que o passado passou e o futuro sempre chega. Viver com intensidade a pena de si mesmo ou a culpa é apontar para um sentimento de autodestruição que, em minha opinião, deve ser evitado. Eros e Ananke, Thánatos e Zoé: forças descomunais que nos guiam e que a todo o momento cobram seus tributos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-6210797957404190705?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/6210797957404190705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas-ii_14.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/6210797957404190705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/6210797957404190705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas-ii_14.html' title='Contemporâneas II'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-E_L4f2Nj7Oc/TphKaV-tUtI/AAAAAAAAAZk/NzT7oXgLgIg/s72-c/Thanatos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-293814817414828509</id><published>2011-10-14T07:41:00.001-07:00</published><updated>2011-10-14T07:41:25.803-07:00</updated><title type='text'>Meus Poemas</title><content type='html'>&amp;nbsp;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Diálogos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;Duas &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;crianças&lt;/st1:verbetes&gt; brincavam no &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;cimo&lt;/st1:verbetes&gt; da &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;montanha&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;o &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;mar&lt;/st1:verbetes&gt; da Grécia &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;era&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;mar&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;mundo&lt;/st1:verbetes&gt; e dos &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;homens&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;e &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;elas&lt;/st1:verbetes&gt;, esquecidas de &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;tudo&lt;/st1:verbetes&gt;, perdiam-se &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;seus&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;risos.&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;Um&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;céu&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;tempestades&lt;/st1:verbetes&gt; elevou-se &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;fortemente&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;e &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;seus&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;olhos&lt;/st1:verbetes&gt;, centrados &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;suas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;brincadeiras&lt;/st1:verbetes&gt;,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;silenciaram-se &lt;st2:dm w:st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:hm w:st="on"&gt;escutar&lt;/st2:hm&gt; a &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;fúria&lt;/st1:verbetes&gt; dos &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;trovões.&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;“Será &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;Deus&lt;/st1:verbetes&gt; existe?” – perguntou uma das&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;crianças&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;olhos&lt;/st1:verbetes&gt; amedrontados e &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;plenos&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;de &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;admiração&lt;/st1:verbetes&gt;, uma &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;devoção&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;branca&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;catedrais.&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;“&lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;Claro&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt;” – respondeu a &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;outra&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;criança&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;ainda&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt; amedrontada. &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;Seus&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;olhos&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;esparsos&lt;/st1:verbetes&gt;,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;profundos&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;, refletiam o &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;branco&lt;/st1:verbetes&gt; e a &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;revolta&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;mar.&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;“&lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;Como&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm w:st="on"&gt;você&lt;/st2:dm&gt; pode &lt;st2:hdm w:st="on"&gt;provar&lt;/st2:hdm&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;ele&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; existe?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;“&lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;Eu&lt;/st1:verbetes&gt; sei &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;ele&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; existe e &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;isso&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;me&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;basta&lt;/st1:verbetes&gt;!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;Seus&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;lábios&lt;/st1:verbetes&gt; calaram-se e uma &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;luz&lt;/st1:verbetes&gt; prenunciou-se&lt;span&gt;.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;Um&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;trovão&lt;/st1:verbetes&gt; estrondou &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;nos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;céus&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;fúria&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;e &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;Dialética&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;Razão&lt;/st1:verbetes&gt; calaram-se &lt;st2:dm w:st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:hm w:st="on"&gt;admirar&lt;/st2:hm&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;toda&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt; a &lt;st2:dm w:st="on"&gt;magnificência&lt;/st2:dm&gt; do &lt;st2:dm w:st="on"&gt;espetáculo&lt;/st2:dm&gt; da &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;Natureza.&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-293814817414828509?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/293814817414828509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/meus-poemas_14.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/293814817414828509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/293814817414828509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/meus-poemas_14.html' title='Meus Poemas'/><author><name>J. C. 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C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-139451526963731208</id><published>2011-10-14T07:37:00.002-07:00</published><updated>2011-10-14T07:37:55.140-07:00</updated><title type='text'>Contemporâneas III</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-T7SQHlIN808/TphJNpuezQI/AAAAAAAAAZc/Gelb-DHpF48/s1600/michelangelo_adao_detalhe.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-T7SQHlIN808/TphJNpuezQI/AAAAAAAAAZc/Gelb-DHpF48/s320/michelangelo_adao_detalhe.jpeg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Creio que qualquer pessoa com bom senso trataria uma pessoa esquizofrênica e delirante de modo reservado, seja de maneira afetuosa ou não. Do mesmo modo, essa mesma pessoa não levaria muito a sério o que essa pessoa afirmasse como sendo uma revelação máxima de uma verdade profunda. Sendo assim, por que ainda insistimos em acreditar em contos de fadas bem estruturados e que, na verdade, não possuem qualquer evidência? Nossa mente, me parece, precisa da fantasia assim como um bebê precisa de sua mamadeira: alimento e prazer andam de mãos dadas. Só que agora dizemos “alimento para a alma”. Delirantes coletivos não sabem que estão delirando e teimam em acreditar fortemente na natureza de seu delírio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-139451526963731208?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/139451526963731208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas-iii_14.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/139451526963731208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/139451526963731208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas-iii_14.html' title='Contemporâneas III'/><author><name>J. C. 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O mais intrigante, contudo, ocorre quando o comportamento avaliado é o meu. Creio que a velhice está me deixando impaciente com as pessoas e o mau humor começa a aparecer aqui e ali. Certos comentários vazios de pessoas vazias, atitudes infantis em adultos, crenças absurdas e sem sentido, medos idiotas e histerias desnecessárias me exasperam. Julgo severamente a mim mesmo e digo que preciso controlar meu mau humor, já que o mesmo não parece ser digno de uma pessoa que se acredita equilibrada. A desculpa da velhice é fajuta e começo a acreditar que não sou tão equilibrado assim. Eis que o espírito da Filosofia vem em meu socorro e ponho tudo numa balança para análise. Neste sentido, mau humor significa uma agressividade direcionada a um ponto objetivamente dado e bem delimitado. Meço esse ponto e percebo que só há duas situações possíveis, deixando de lado, é claro, qualquer traço de moral medieval: 1. Ou descer a porrada, o que não é do meu feitio ou 2. Ficar mal humorado, já que também não é do meu feitio xingar as pessoas (nesse ponto, deveria ter aprendido mais com meu amigo Pietro Wagner). O mau humor está atrelado, em seu sentido negativo, à crença medieval cristã na superioridade dos mansos. Mansidão é importante em certos casos, mas em outros, sou obrigado a reconhecer, a ira é bem melhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-5080536248519850270?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/5080536248519850270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas-iv_14.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/5080536248519850270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/5080536248519850270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas-iv_14.html' title='Contemporâneas IV'/><author><name>J. C. 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Pássaro agourento.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E o melro que se move em todas as direções&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;até que tudo seja um desenho a carvão,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;salvo a roupa branca na corda de estender:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;um coro da Palestina:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Não há vazios por aqui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;É fantástico sentir como cresce o meu poema&lt;/em&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;enquanto me vou encolhendo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cresce, ocupa o meu lugar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Desloca-me.&lt;/em&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Expulsa-me do ninho.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O poema está pronto&lt;/em&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-8583401995835021678?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/8583401995835021678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/poesia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/8583401995835021678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/8583401995835021678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/poesia.html' title='Poesia'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-DsNIFcEO4OQ/TphIiBXYhvI/AAAAAAAAAZM/QMky7msEQhs/s72-c/tomas-transtrc3b6mer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-1853606528752601124</id><published>2011-10-14T07:34:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T07:34:12.243-07:00</updated><title type='text'>Livros</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QWhDNWX5yO8/TphIRfN6hoI/AAAAAAAAAZE/PfQuZvj8kb4/s1600/andre+gide+sem+gravata.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-QWhDNWX5yO8/TphIRfN6hoI/AAAAAAAAAZE/PfQuZvj8kb4/s320/andre+gide+sem+gravata.jpg" width="211" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;André Gide foi um escritor francês que possuía um enorme talento para escrever livros pequenos, mas com uma essência grandiosa. &lt;i&gt;Paludes&lt;/i&gt;, livro que anunciaria a obra prima &lt;i&gt;Os frutos da terra&lt;/i&gt; de 1987, é uma dessas pequenas maravilhas do universo de Gide.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i&gt;Paludes&lt;/i&gt; trata do próprio Paludes. Um livro que trata da arte de escrever e do pensamento do escritor enquanto tomado pela inspiração literária, seus desdobramentos e descobertas. &lt;i&gt;Paludes &lt;/i&gt;trata de Títiro, figura central do pequeno romance: um homem que ama a solidão, passando seus dias observando pântanos e charnecas, suas plantas e movimentos. Explica o próprio Gide: o autor de Paludes conversa com uma amiga burguesa, Angèle, e diz que a vida de &lt;i&gt;flaneur&lt;/i&gt; é insossa e medíocre. A amiga discorda e o autor explica Paludes: “É porque você não pensa nisso. Esse é justamente o assunto do meu livro; Títiro não está insatisfeito com a vida; sente prazer ao contemplar os pântanos; uma variação do tempo os faz mudar de aspecto; mas Angèle, olhe para si mesma! Olhe para sua história! Está bem pouco variada! Há quanto tempo você mora neste quarto? Aluguéis baratos! Aluguéis baratos! E você não é a única! Janelas para a rua, janelas para os fundos; olhamos para muros ou para outras pessoas que nos olham... Mas será que eu vou agora envergonhá-la de suas roupas... e você acredita realmente que soubemos nos amar?”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Paludes é uma obra que quer glorificar o olhar atento, o poder de observar o mundo e sempre se surpreender. Gide parece antecipar todas as besteiras do século XXI quando afirma que “... &lt;i&gt;não pode se convencer de que um autor não escreva para distrair, desde que não escreve mais para informar&lt;/i&gt;”. A literatura que nos obriga a pensar, parece dizer Gide, é a que importa... e apenas esta. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Gide fala de mediocridade&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e cegueira em contraposição à contemplação inútil. Num tom que se assemelhe ao Zaratustra de Nietzsche, escreve Gide: “&lt;i&gt;Títiro à beira das lagoas vai colher as plantas úteis. Encontra borragem, malvisco eficaz e centáurea muito amarga. Volta com um feixe de ervas medicinais. Por causa da virtude das plantas, procura pessoas para curar. Em volta dos lagos, ninguém. Pensa: é uma pena. Então vai para as salinas, onde há febres e operários. Vai para junto deles, fala com eles, aconselha-os e lhes prova sua doença; mas diz que não está doente; outro, a quem Títiro dá uma flor medicinal, planta-a num vaso e vai olhá-la crescer; outro enfim sabe que está com febre, mas acredita que ela é útil à sua saúde. E como enfim ninguém desejava curar-se e as flores murchariam, Títiro fica ele próprio com febre para poder pelo menos curar a si mesmo&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Gide, autor do célebre &lt;i&gt;O Imoralista&lt;/i&gt;, compõe um quadro poético e sarcástico sobre a sociedade burguesa de seu tempo, sua moral e religiosidade, buscando uma voz própria que só foi alcançada quando ele mesmo rompeu com essas correntes. Prêmio Nobel de Literatura em 1947, Gide é um escritor maior que não pode deixar de sempre ser revisitado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-1853606528752601124?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/1853606528752601124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/livros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1853606528752601124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1853606528752601124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/livros.html' title='Livros'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-QWhDNWX5yO8/TphIRfN6hoI/AAAAAAAAAZE/PfQuZvj8kb4/s72-c/andre+gide+sem+gravata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-1124690444885306354</id><published>2011-10-14T07:33:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T07:33:27.510-07:00</updated><title type='text'>Artes Visuais</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0-1MW3F6poM/TphHYRjb7qI/AAAAAAAAAYk/IghbBsA7fIw/s1600/Gustav+Klimt.+The+Kiss.+1907-1908..jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-0-1MW3F6poM/TphHYRjb7qI/AAAAAAAAAYk/IghbBsA7fIw/s320/Gustav+Klimt.+The+Kiss.+1907-1908..jpg" width="305" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;O beijo, 1907-8.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VAlWMUcoy74/TphHZrxJu2I/AAAAAAAAAYs/oQ5_ogxOTaY/s1600/645px-Klimt%252C_Dana%25C3%25AB.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="297" src="http://2.bp.blogspot.com/-VAlWMUcoy74/TphHZrxJu2I/AAAAAAAAAYs/oQ5_ogxOTaY/s320/645px-Klimt%252C_Dana%25C3%25AB.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Danae, 1907.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1o_qJjQ3GJk/TphHdzKyyzI/AAAAAAAAAY0/M4IyvCfLC8U/s1600/Gustav+Klimt.+Beech+Grove+I..jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; 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Entretanto, essa avalanche de influências não se concretizou num sentido de domínio de sua expressão artística. Klimt possui uma voz própria, personalíssima e forte que emana do sentido estético alcançado por sua pintura e pelos conceitos que a mesma revela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A formação de Klimt nos ajuda a entender essa dinâmica multidimensional de sua arte: decorador de grandes edifícios culturais, estudante de Filosofia, conhecedor da Teologia e da Medicina. Seus quadros transpiram as diversas vozes que essas ciências portam e nada mais natural do que termos um pintor que a partir desse universo tão diverso consiga atingir uma expressividade única na própria diversidade de suas composições.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Klimt, na sua fase dourada, já começa a expressar sua sexualidade de modo incisivo e direto. Essa latência sexual começa a trafegar de modo harmônico em suas obras e o exemplo mais conhecido dessa fase é o quadro &lt;i&gt;O Beijo&lt;/i&gt; que retrata o próprio artista com sua amante Emilie.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Essa fase encontra na mitologia uma grande amplitude conceitual, já que o quadro Danae retrata uma lenda grega &lt;st1:personname productid="em que Zeus" w:st="on"&gt;em que Zeus&lt;/st1:personname&gt; se transfigura numa chuva dourada. Danae eleva ao máximo a autonomia da sensualidade feminina e nos lega um olhar histórico sobre a beleza da mulher.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A grande quantidade de informações pictóricas que Klimt usa em seus quadros acentua ainda mais esse mundo conceitual que sua arte domina tão bem. Moedas de ouro, olhos, espermatozóides, rostos e arte grega, por exemplo, tomam parte em sua pintura para ampliar o horizonte das possibilidades interpretativas que o artista quer comunicar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dono de um domínio magnífico sobre as cores – dourado, amarelo e vermelho se contrapõem ao azul e branco numa orgia de beleza – Klimt alinha essa dinâmica com um traço refinado e composições que instigam o pensamento, alvoroçam os sentimentos e aguçam nossa apreciação estética.&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-1124690444885306354?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/1124690444885306354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/artes-visuais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1124690444885306354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1124690444885306354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/artes-visuais.html' title='Artes Visuais'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-0-1MW3F6poM/TphHYRjb7qI/AAAAAAAAAYk/IghbBsA7fIw/s72-c/Gustav+Klimt.+The+Kiss.+1907-1908..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-2869836261391206824</id><published>2011-10-14T07:29:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T07:29:10.466-07:00</updated><title type='text'>Citações</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}span.titulo {mso-style-name:titulo;}span.conteudo {mso-style-name:conteudo;}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;A Falsa Igualdade entre os Homens&lt;/span&gt; &lt;span class="conteudo"&gt;debaixo de toda a vida contemporânea encontra-se latente uma injustiça profunda e irritante: a falsa suposição da igualdade real entre os homens. Cada passo que damos entre eles mostra-nos tão evidentemente o contrário que cada caso é um tropeção doloroso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span&gt;Ortega y Gasset&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;"Não podes ensinar o caranguejo a caminhar para frente."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Aristófanes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;“É possível que a religião da solidão seja de certa maneira superior à religião social e formalizada. O que é certo é que ela apareceu mais tarde no decurso da evolução. Além disso, os fundadores das religiões e seitas historicamente mais importantes têm sido todos, com exceção de Confúcio, solitários. Talvez seja verdade dizer-se que, quanto mais poderosa e original for uma mente, mais ela se inclinará para a religião da solidão, e menos ela será atraída no sentido da religião social ou impressionada pelas suas práticas. Pela sua própria superioridade a religião da solidão está condenada a ser a religião das minorias. Para a grande maioria dos homens e das mulheres a religião ainda significa, o que sempre significou, religião social formalizada, um assunto de rituais, observâncias mecânicas, emoção das massas. Perguntem a qualquer dessas pessoas o que é a verdadeira essência da religião, e eles responderão que ela consiste na devida observância de certas formalidades, na repetição de certas frases, na reunião em certos tempos e em certos lugares, da realização por meios apropriados de emoções comunais”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span&gt;Aldous Huxley&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;"Só tem convicções aquele que não aprofundou nada."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;E. Cioran&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;"Família, tu és a morada de todos os vícios da sociedade; tu és a casa de repouso das mulheres que amam as suas asas, a prisão do pai de família e o inferno das crianças."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;August Strindberg&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;“A inveja é a sombra obrigatória do gênio e da glória, e os invejosos não passam. de forma odiosa, de admiradores rebeldes e testemunhas involuntárias. Não custa muito perdoar-lhes, quando existe o direito de me comprazer e desprezá-los. Posso mesmo estar-lhes, com frequência, gratos pelo fato de o veneno da inveja ser, para os indolentes, um vinho generoso que confere novo vigor para novas obras e novas conquistas. A melhor vingança contra aqueles que me pretendem rebaixar consiste em ensaiar um voo para um cume mais elevado. E talvez não subisse tanto sem o impulso de quem me queria por terra. O indivíduo verdadeiramente sagaz faz mais: serve-se da própria difamação para retocar melhor o seu retrato e suprimir as sombras que lhe afetam a luz. O invejoso torna-se, sem querer, o colaborador da sua perfeição”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span&gt;Giovanni Papini&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-2869836261391206824?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/2869836261391206824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/citacoes_14.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/2869836261391206824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/2869836261391206824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/citacoes_14.html' title='Citações'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-5160634868247890379</id><published>2011-10-05T08:48:00.001-07:00</published><updated>2011-10-05T08:51:38.276-07:00</updated><title type='text'>Contemporâneas</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="metricconverter" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face {font-family:TimesNewRoman; panose-1:0 0 0 0 0 0 0 0 0 0; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:roman; mso-font-format:other; mso-font-pitch:auto; mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;}@font-face {font-family:"TimesNewRoman\,Italic"; panose-1:0 0 0 0 0 0 0 0 0 0; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:roman; mso-font-format:other; mso-font-pitch:auto; mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-aLVKVA-1K6w/Tox8TgXnkgI/AAAAAAAAAYg/fgEecgQ5tpU/s1600/jose-sarney_1012.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" src="http://4.bp.blogspot.com/-aLVKVA-1K6w/Tox8TgXnkgI/AAAAAAAAAYg/fgEecgQ5tpU/s320/jose-sarney_1012.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Alguns cientistas políticos se equivocam ao definir, no Brasil, corrupção como sinônimo de falta de educação. Alguns afirmam que a corrupção está no DNA do brasileiro, uma vez que é comum em nosso país presenciarmos alguém jogando lixo no chão, furando fila, estacionando em lugar proibido, etc. Corrupção, em seu sentido mais demoníaco, está atrelada ao abuso de poder, suborno, roubo, extorsão e troca de favores a partir de funções políticas públicas, além do desvio de verbas destinadas ao interesse coletivo que acabam no bolso de alguns poucos particulares. Os professores Carraro, Fochezzato e Hillbrecht – no artigo &lt;i&gt;O Impacto da Corrupção sobre o Crescimento Econômico do Brasil&lt;/i&gt; -&amp;nbsp; reconhecem que a corrupção, na esfera política, mina as riquezas de um país e, numa análise em relação ao Brasil de 94, afirmam que “&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;uma elevação dos gastos do governo em 20% em 1994, geraria uma maior atividade de corrupção que, em 1998, seria responsável por aproximadamente R$ 60 bilhões de reais. Em termos &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;TimesNewRoman,Italic&amp;quot;;"&gt;per capita&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: TimesNewRoman;"&gt;, este resultado representaria um custo de aproximadamente R$ 357,00 por brasileiro/ano. Este valor pode e deve ser considerado como um novo imposto incidente sobre a população brasileira”.&amp;nbsp; Em &lt;st1:metricconverter productid="2010, a" w:st="on"&gt;2010, a&lt;/st1:metricconverter&gt; FIESP indicou que os desvios de corrupção no Brasil chegam a R$ 84, 5 bilhões por ano, o que significa algo em torno de 2,3% do PIB nacional – o equivalente ao PIB da Bolívia. Em termos de desigualdade social, somos o 10º colocado no ranking do PNUD. Esses dados parecem indicar a discrepância entre aqueles que realmente podem ser corruptos e os brasileiros que são mal educados. A distribuição de renda e o estado de pobreza que a mesma gera conduzem não apenas à corrupção eleitoral e toda sua estrutural infernal, mas também indicam a estrutura mesma em que a corrupção pode se desenvolver. Numa pseudodemocracia como a nossa, é um equívoco imperdoável comparar brasileiros sem educação com corruptos expertos que sabem usar a máquina a seu favor. A corrupção não está no DNA do brasileiro, mas sim na formação histórico-política de nosso país e nas estruturas vigentes que só funcionam à base de um único combustível: mais corrupção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-5160634868247890379?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/5160634868247890379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/5160634868247890379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/5160634868247890379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas.html' title='Contemporâneas'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-aLVKVA-1K6w/Tox8TgXnkgI/AAAAAAAAAYg/fgEecgQ5tpU/s72-c/jose-sarney_1012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-7328179563703781231</id><published>2011-10-05T08:47:00.003-07:00</published><updated>2011-10-05T18:20:43.872-07:00</updated><title type='text'>Contemporâneas I</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6LQBE3rmHSY/Tox8JjjTvxI/AAAAAAAAAYc/6ftIf8wJF5A/s1600/face+01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-6LQBE3rmHSY/Tox8JjjTvxI/AAAAAAAAAYc/6ftIf8wJF5A/s320/face+01.jpg" width="181" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ultimamente me peguei com o seguinte questionamento: para que serve o Facebook mesmo? Fala-se muito em revolução da informação e a liberdade de expressão e blá, blá, blá, blá. O que presencio ultimamente no Facebook são quatro tipos de comportamentos que se repetem &lt;i&gt;ad infinitum&lt;/i&gt;: bandas, escritores (olha eu aí) e artistas que divulgam seus trabalhos num tom quase de desespero (“Amem minha obra, por favor!”); 2. Tentativas de flertes; 3. Piadas e mais piadas (são, de fato, infindáveis) e 4. Pessoas sem noção alguma que ficam postando as coisas mais esdrúxulas possíveis (“Fui almoçar”, “Estou de ressaca”, “Ninguém me ama”, “Sou feliz”, etc. - Quem, em sã consciência, quer saber disso?). Foi inevitável: fiquei muito intrigado com o sucesso descomunal do senhor Mark Zuckerberg. Pós-modernidade do vazio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-7328179563703781231?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/7328179563703781231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas-i.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7328179563703781231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7328179563703781231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas-i.html' title='Contemporâneas I'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6LQBE3rmHSY/Tox8JjjTvxI/AAAAAAAAAYc/6ftIf8wJF5A/s72-c/face+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-149010065393613721</id><published>2011-10-05T08:47:00.001-07:00</published><updated>2011-10-05T08:55:12.232-07:00</updated><title type='text'>Contemporâneas II</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face {font-family:Wingdings; panose-1:5 0 0 0 0 0 0 0 0 0; mso-font-charset:2; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:0 268435456 0 0 -2147483648 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sYkpdrVNYvw/Tox7_5XwX4I/AAAAAAAAAYY/iZjAYYrJ67I/s1600/comenius.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-sYkpdrVNYvw/Tox7_5XwX4I/AAAAAAAAAYY/iZjAYYrJ67I/s320/comenius.jpg" width="246" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não sei se a frase é do ator Carlos Alberto Pereio – como indicou meu amigo Jamerson Kemps – mas cada vez me estarrece mais a possibilidade de que a expressão “a burrice é invencível” seja, de fato, uma realidade incontrovertível.&amp;nbsp; Já são 20 anos lecionando – idiomas, Filosofia e Arte – e nunca me deparei com um tempo em que se admite abertamente, e quase com um orgulho brilhando nos olhos, que se é ignorante. O professor Sérgio Barreto diz sempre para seus alunos: “Se vocês querem ainda permanecer no mar da ignorância em que estão mergulhados, o problema é de vocês”. Creio que o problema é do Brasil como um todo. O MEC e as secretarias de educação trabalham apenas com o intuito de manter índices visíveis para o mundo exterior e conseguir investimentos para nosso país. Mas a educação, em seu caráter mais essencial e fundamental, é quase inexistente por aqui. Mesmo as escolas particulares e as públicas de referências ainda são canhestras na tarefa de preparar cidadãos com consciência política, pensamento crítico e visão estrutural da realidade. Somos educados para a vida profissional e nada mais. Na esfera das escolas públicas o absurdo ainda é maior. Já alfabetizei diversas crianças e adolescentes que estavam entre a antiga 8ª série e o 3º ano e que nem sabiam ler. Um adolescente que termina o ensino médio sem saber ler já dá o que pensar. O SINTEPE criticou de maneira dura a empolgação com que a secretária de educação de PE tratou o&amp;nbsp; Índice de Desenvolvimento da Educação.De fato, os números indicados se referiam apenas às escolas de referência no Estado, algo em torno de 5,4% do total da rede. E o restante? Faz-me rir. &lt;span style="font-family: Wingdings;"&gt;:)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-149010065393613721?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/149010065393613721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas-ii.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/149010065393613721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/149010065393613721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas-ii.html' title='Contemporâneas II'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-sYkpdrVNYvw/Tox7_5XwX4I/AAAAAAAAAYY/iZjAYYrJ67I/s72-c/comenius.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-6499541397954164132</id><published>2011-10-05T08:46:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T08:58:41.877-07:00</updated><title type='text'>Contemporâneas III</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mBjR_YoRFnU/Tox7s79pmwI/AAAAAAAAAYU/aGAl8zgh81E/s1600/hume.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-mBjR_YoRFnU/Tox7s79pmwI/AAAAAAAAAYU/aGAl8zgh81E/s320/hume.jpg" width="262" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Kant afirmou que Hume o havia despertado de seu sono dogmático. Creio que Nietzsche realizou a mesma tarefa em relação ao meu pensamento. Quando começamos a entender o caráter moral que há por trás do dizer científico e religioso, parece inegável que nossa mente sente-se liberta de uma corrente pesadíssima, uma vez que esses dois dizeres trazem consigo um conceito ainda mais pesado, a verdade. A diferença é que o dizer científico não se pauta pelo medo, algo tão presente no dizer religioso. Contudo, a partir da compreensão do lugar do sagrado em Heidegger, pude compreender como mesmo a esfera da mística contém muita coisa mítica. A mitologia, algo que creio que nunca nos abandonará, ganha na mística contornos sutis de verdade através de outra palavra ainda mais pesada, revelação. A experiência imediata é algo ambíguo em si mesmo, já que carece de evidência, demonstração e validade quando o assunto é o traço fundamental da linguagem, a comunicação. Não é de se estranhar que a&amp;nbsp; mística lance mãos de termos como incognoscível, negatividade, consciência apofática, vazio, nadificação, Nirvana, unidade, etc. Tais expressões podem ser traduzidas pela seguinte proposição: “De fato, não sei do que estou falando, mas acredito que deva ser assim; ou melhor, quero que seja assim”. Nunca devemos nos esquecer: ao lado do medo está o apego e suas dúvidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-6499541397954164132?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/6499541397954164132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/6499541397954164132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/6499541397954164132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas-iii.html' title='Contemporâneas III'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-mBjR_YoRFnU/Tox7s79pmwI/AAAAAAAAAYU/aGAl8zgh81E/s72-c/hume.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-3764972087925160341</id><published>2011-10-05T08:45:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T09:13:37.175-07:00</updated><title type='text'>Contemporâneas IV</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="metricconverter" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-pP55N0N68dk/Tox7Mji3xMI/AAAAAAAAAYQ/CIFGXcpqx5M/s1600/iron+maiden+rock+in+rio+1985.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-pP55N0N68dk/Tox7Mji3xMI/AAAAAAAAAYQ/CIFGXcpqx5M/s320/iron+maiden+rock+in+rio+1985.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O &lt;i&gt;Rock in Rio&lt;/i&gt; 2011 me provou duas coisas: 1. O metal atual quase que se resume ao som de guitarras que mais se parecem com berimbaus. A estrutura das composições beira o ridículo e é preciso, então, cobrir tanta besteira com baterias e tambores monstruosos, performances apoteóticas (chego a pensar que tudo, hoje em dia, resume-se apenas ao sentido da visão), apelos gritantes ao senso mais comum possível e pouca criatividade em termos de elaboração dos arranjos (parece que campo harmônico e composição não fazem mais parte desse universo). O metal padece de um problema grave: a repetição. As bandas se parecem demais entre si e seus álbuns são uma coletânea de músicas idênticas. Os músicos se esmeram tanto na apresentação que parecem esquecer a composição em si que é o fundamental na arte a que se dedicam, a música. &lt;i&gt;Sepultura&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Slipknot&lt;/i&gt; deveriam tocar na África (com todo o respeito que esse continente maravilhoso merece, já que de lá saíram civilizações como o Egito, Marrocos, os Benin, etc.) devido ao caráter percurssivo de suas músicas: tambor, tambor, tambor, tambor e guitarra berimbau (mi-mi-mi-mi-sol-mi!); &lt;st1:metricconverter productid="2. A" w:st="on"&gt;2. A&lt;/st1:metricconverter&gt; música pop se alimenta tanto da imagem que acredito que a era do videoclipe está transformando a música – e isso inclui o referido metal -numa arte performática visual e não mais na arte dedicada ao sentido da audição em sua essência mais “abstrata”. Creio que a indústria fonográfica descobriu o x do problema: em vez de religião e templos, damos “música” e shows. A atitude religiosa dos fãs é uma atitude muito próxima do pensamento evangélico brasileiro atual: beira o fanatismo. Minha geração, que presenciou o Rock in Rio de 85 – sem Claúdia Leite ou Ivete Sangalo – e teve a oportunidade de escutar bandas como &lt;i&gt;Iron Maiden&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Judas Priest&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;AC/DC&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Queen&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Scorpions&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Whitesnake&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Yes&lt;/i&gt;, chegou a acreditar que o futuro seria promissor como aquela edição, ou seja, repleta de diversidade. Grande engano!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-3764972087925160341?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/3764972087925160341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas-iv.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/3764972087925160341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/3764972087925160341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/contemporaneas-iv.html' title='Contemporâneas IV'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-pP55N0N68dk/Tox7Mji3xMI/AAAAAAAAAYQ/CIFGXcpqx5M/s72-c/iron+maiden+rock+in+rio+1985.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-7061150817192936468</id><published>2011-10-05T08:42:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T08:42:46.478-07:00</updated><title type='text'>Meus Poemas</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt; 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text-align: justify;"&gt;A rosa,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;que ora tomo entre as mãos,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;foi arrancada de seu habitat&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;violentada em sua essência&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;sequestrada da natureza&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e morta para a beleza do sublime.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Assim, &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;arrancada, violentada,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;sequestrada e morta&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; 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&lt;/span&gt;que habitam no quadro&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;gritam esse apelo iridescente&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;monumento de toda solidão&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;de toda dor e desespero&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;que carregamos conosco -&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;nós, os detratores.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;A rosa&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;responde por nosso anseio&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;de parentesco com tudo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;onde os deuses dormitam gravemente&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e todo suave é posto de lado&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;diante do peso que essa esperança traz.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;A rosa e os girassóis&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;gravitam nesse campo único&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;onde construímos mundo e verdade&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;na terra sobre a qual trabalhamos&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;erigindo aquilo que é mais sagrado&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e que sempre nos espreitou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;A rosa&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- mais do que os girassóis –&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;é minha e apenas minha&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;nessa ilha criada em minhas mãos&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;que a mente a tudo aparta&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;divide e se espanta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;A rosa&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;é o espanto mais grave&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;o deus mais alto&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a dor mais superior&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e o silêncio que domina.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Assim,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;espanto e deus,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; 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C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-847240724252065671</id><published>2011-10-05T08:41:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T08:41:24.331-07:00</updated><title type='text'>Escritor dos Amigos</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="hdm" namespaceuri="schemas-houaiss/acao"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype name="dm" namespaceuri="schemas-houaiss/acao"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype name="hm" namespaceuri="schemas-houaiss/acao"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype name="sinonimos" namespaceuri="schemas-houaiss/dicionario"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype name="verbetes" namespaceuri="schemas-houaiss/mini"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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&lt;/span&gt;&lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;eu&lt;/st2:verbetes&gt; posso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;Realmente&lt;/st2:verbetes&gt; &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;não&lt;/st2:verbetes&gt; interessa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;o &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;sangue&lt;/st2:verbetes&gt; dos &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;prédios&lt;/st2:verbetes&gt; &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;ou&lt;/st2:verbetes&gt; das &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;árvores&lt;/st2:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;ou&lt;/span&gt;&lt;/st2:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt; ao &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;menos&lt;/st2:verbetes&gt; &lt;st1:hm w:st="on"&gt;dizer&lt;/st1:hm&gt; &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;que&lt;/st2:verbetes&gt; esta merda &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;não&lt;/st2:verbetes&gt; interessa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Não&lt;/span&gt;&lt;/st2:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt; sou &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;mais&lt;/st2:verbetes&gt; &lt;st1:dm w:st="on"&gt;poeta&lt;/st1:dm&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;nenhum&lt;/st2:verbetes&gt; &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;orgulho&lt;/st2:verbetes&gt; &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;me&lt;/st2:verbetes&gt; enche o &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;saco&lt;/st2:verbetes&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Acordo&lt;/span&gt;&lt;/st2:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt; e desperto nas &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;mesas&lt;/st2:verbetes&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;As &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;mulheres&lt;/st2:verbetes&gt; vem e &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;vão&lt;/st2:verbetes&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;st1:dm w:st="on"&gt;Oh&lt;/st1:dm&gt;, &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;mundo&lt;/st2:verbetes&gt; embucetado!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É buceta &lt;st3:sinonimos w:st="on"&gt;pra&lt;/st3:sinonimos&gt; &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;todo&lt;/st2:verbetes&gt; &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;lado&lt;/st2:verbetes&gt;!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Queria uma &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;dúzia&lt;/st2:verbetes&gt; de louras&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;st3:sinonimos w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;pra&lt;/span&gt;&lt;/st3:sinonimos&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt; &lt;st1:hdm w:st="on"&gt;provar&lt;/st1:hdm&gt; &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;que&lt;/st2:verbetes&gt; o &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;amor&lt;/st2:verbetes&gt; &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;não&lt;/st2:verbetes&gt; é &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;nada&lt;/st2:verbetes&gt;!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;( descarta &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;Descartes&lt;/st2:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e segue &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;teus&lt;/st2:verbetes&gt; &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;instintos&lt;/st2:verbetes&gt; &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;mais&lt;/st2:verbetes&gt; &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;torpes&lt;/st2:verbetes&gt; )&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;st1:dm w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Oh&lt;/span&gt;&lt;/st1:dm&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;, a &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;generosidade&lt;/st2:verbetes&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;melhor&lt;/st2:verbetes&gt; &lt;st1:dm w:st="on"&gt;coisa&lt;/st1:dm&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;que&lt;/st2:verbetes&gt; pode o &lt;st1:dm w:st="on"&gt;dinheiro&lt;/st1:dm&gt; &lt;st1:hdm w:st="on"&gt;comprar&lt;/st1:hdm&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Uma &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;saideira&lt;/st2:verbetes&gt; &lt;st3:sinonimos w:st="on"&gt;pra&lt;/st3:sinonimos&gt; &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;todo&lt;/st2:verbetes&gt; &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;mundo&lt;/st2:verbetes&gt;!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;E põe na &lt;st2:verbetes w:st="on"&gt;minha&lt;/st2:verbetes&gt; &lt;st1:dm w:st="on"&gt;conta&lt;/st1:dm&gt;!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-847240724252065671?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/847240724252065671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/escritor-dos-amigos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/847240724252065671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/847240724252065671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/escritor-dos-amigos.html' title='Escritor dos Amigos'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-7567614567661544634</id><published>2011-10-05T08:39:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T08:39:30.349-07:00</updated><title type='text'>Citações</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}span.titulo {mso-style-name:titulo;}span.conteudo {mso-style-name:conteudo;}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;“Posso resistir a tudo, menos à tentação."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Oscar Wilde&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color: #464545;"&gt;“Somente pela arte podemos sair de nós mesmos, saber o que um outro vê desse universo que não é o mesmo que o nosso e cujas paisagens permaneceriam tão desconhecidas para nós quanto as que podem existir na lua. Graças à arte, em vez de ver um único mundo, o nosso, vemo-lo multiplicar-se, e quantos artistas originais existiem tantos mundos teremos à nossa disposição, mais diferentes uns dos outros do que aqueles que rolam no infinito e, muitos séculos após se ter extinguido o foco do qual emanavam, chamasse ele Rembrandt ou Ver Meer, ainda nos enviam o seu raio especial”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color: #464545;"&gt;Marcel Proust&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color: #464545;"&gt;“Para que os homens possam sentir-se felizes com a minha companhia, é necessário antes de tudo que eu tenha a grande força de ver como prováveis as opiniões a que aderiram, desde que as não venham contradizer os factos que posso observar; não devo supor-me infalível; não devo considerar-me a inteligência superior e única entre o bando de pobres seres incapazes de pensar; cumpre-me abafar todo o ímpeto que possa haver dentro de mim para lhes restringir o direito de pensarem e de exprimirem, como souberem e quiserem, os resultados a que puderam chegar; de outro modo, nada mais faria de que contribuir para matar o universo: porque ele só vive da vida que lhe insufla o pensamento poderoso e livre”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #464545;"&gt;Agostinho da Silva&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color: #464545;"&gt;“Não nos enganemos: os fortes aspiram a separar-se e os fracos a unir-se; se os primeiros se reúnem, é para uma ação agressiva comum, que repugna muito à consciência de cada qual; pelo contrário, os últimos unem-se pelo prazer que acham em unir-se; porque isto satisfaz o seu instinto, assim como irrita o instinto dos fortes. Toda a oligarquia envolve o desejo da tirania; treme continuamente por causa do esforço que cada um dos indivíduos tem que fazer para dominar este desejo”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #464545;"&gt;Friedrich Nietzsche&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-7567614567661544634?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/7567614567661544634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/citacoes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7567614567661544634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7567614567661544634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/10/citacoes.html' title='Citações'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-7659340359477673727</id><published>2011-09-16T08:34:00.000-07:00</published><updated>2011-09-16T08:34:57.417-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="verbetes" namespaceuri="schemas-houaiss/mini"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype name="hm" namespaceuri="schemas-houaiss/acao"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype name="dm" namespaceuri="schemas-houaiss/acao"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face {font-family:"Belwe Lt BT"; mso-font-alt:Georgia; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:roman; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:1 0 0 0 27 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt; &lt;/style&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;Perguntou-se &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;sobre&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;silêncio&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;Mas&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm w:st="on"&gt;turbilhão&lt;/st2:dm&gt; de &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;vozes&lt;/st1:verbetes&gt; fez-se &lt;st2:hm w:st="on"&gt;ouvir&lt;/st2:hm&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;Saciado de &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;seus&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;próprios&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;conhecimentos&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;O &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;ouvido&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;jamais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;escuta&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; sabe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-7659340359477673727?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/7659340359477673727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/09/indicacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7659340359477673727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7659340359477673727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/09/indicacao.html' title=''/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-4564228135759351505</id><published>2011-09-16T08:33:00.000-07:00</published><updated>2011-09-16T09:25:08.275-07:00</updated><title type='text'>Comentários Cotidianos</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WK_EAMS7wtI/TnNsHueLFLI/AAAAAAAAAYM/8s0xnlxK-Mc/s1600/7+sins.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="272" src="http://2.bp.blogspot.com/-WK_EAMS7wtI/TnNsHueLFLI/AAAAAAAAAYM/8s0xnlxK-Mc/s320/7+sins.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Os Sete Pecados Capitais&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Só há pecado quando se estabelece um padrão de conduta moral erigido por determinada divindade e quando o mesmo é quebrado devido à conduta de alguém. Em síntese, pecado significa agir de modo contrário ao que a divindade, em sua legislação divina, estabelece como certo. O pecador é aquele que não segue esse padrão moral. Como a base de toda e qualquer religião é o medo, estabelece-se para o infrator um castigo específico de acordo com a gravidade de sua ação. A divindade, portanto, nada mais é do que o juízo moral em sua forma mais abstrata e absoluta possíveis. Esse castigo pode se traduzir como o inferno ou um mau karma. Seja como for, o medo de uma pena futura e terrível é o norteador da ação e não o seu conteúdo de escolha pessoal. O livre arbítrio, tão preconizado pela maioria das religiões, é posto de lado quando se depara com uma rota que não permite colisão: é preciso seguir seus ditames ou ser exposto, no futuro, a sofrimentos monstruosos. Expurga-se o mal com o próprio sofrimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A ideia religiosa de castigo sempre esteve presente nas mais diversas culturas: Egito Antigo, Grécia Antiga, Babilônia, Índia, etc. Essas civilizações criaram mitos específicos para tratar do castigo pós morte. O judaísmo, o cristianismo (seja ele católico, protestante ou espírita) e o islamismo também são correntes religiosas que possuem mitos correlatos. O mais importante para evitar o sofrimento além túmulo nessas religiões é seguir os preceitos morais trazidos por seus profetas e messias. Cria-se, então, uma moral de rebanho em que o diferente, o dissonante e a negação devem ser dizimados. Ora, como é possível a um simples ser humano ir de encontro ao dizer da divindade? Estranhamente, a divindade se mostra no plural, multifacetada e portadora de um dizer moral muito arraigado no seio da cultura em que a mesma surge. Religar-se com a divindade transforma-se em religar-se moralmente à mesma: a moral é a base, o alicerce, a salvação. Mas, de fato, devemos nos salvar de quê? Para a maioria das religiões, devemos nos salvar dos sofrimentos e tentações deste mundo. O mal está na carne, no corpo que é a entrada para os prazeres que devem, agora, ser evitados como a própria encarnação do mal. Mesmo uma religião agnóstica como o budismo segue essa poderosa vertente moral.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas por que a moral ganha destaque na composição do dizer religioso? Simples: o lugar do prazer é o corpo e o maior prazer é o sexo. Ora, se atemorizo tanto um indivíduo a ponto do mesmo renegar a si mesmo e seu lugar de prazer, desenvolvo um poder de controle sobre ele quase absoluto. O velho Kant, apesar do ranço que o dever ganha em sua moral (o famoso imperativo categórico), percebeu as armadilhas dessa moral de rebanhos. Num pequeno texto – &lt;i&gt;O que é o Esclarecimento?&lt;/i&gt; – Kant afirma que evitamos atingir a maioridade por preguiça e covardia. A menoridade significa que alguém me guia, me diz o que é certo e como devo agir. A maioridade significa ser guiado por seu próprio entendimento, desimpedido de amarras exteriores. A covardia faz com que eu não acredite em mim mesmo: se &amp;nbsp;já tenho uma doutrina pronta, por que deveria pensar? Ainda mais se essa doutrina é trazida por um iluminado, um santo, um profeta, um espírito superior, um extraterrestre ou um messias. Esses seres mágicos estão num patamar muito superior ao meu e a verdade deve, de fato, estar com eles. Será? Isso indica apenas a nossa covardia de acreditarmos em nós mesmos e nada mais. O mito ainda permanece em toda a sua potência originária.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A Igreja Católica foi uma das primeiras a sistematizar os conceitos relativos às diversas possibilidades de aparição do pecado. Esse é entendido como uma ação que não está de acordo com as leis divinas. Foi o monge Evagrius Ponticus, no século IV, quem primeiro elaborou uma doutrina sobre os pecados capitais. Inicialmente, tínhamos oito pensamentos pecaminosos que se transformaram, com o passar dos séculos, nos sete pecados capitais. Tomás de Aquino, na sua &lt;i&gt;Suma Teológica &lt;/i&gt;no século XII, nomeou-os: vaidade, &lt;span lang="PT"&gt;avareza, inveja, ira, luxúria, gula e acídia&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 13.5pt;"&gt;.&lt;/span&gt;&amp;nbsp; Mas é na obra &lt;i&gt;De Malo&lt;/i&gt; que ele trata demoradamente sobre a questão. A Igreja reformulou essa lista e hoje temos: soberba, avareza, ira, luxúria, gula, preguiça e inveja. Esses pecados não finalizam o todo da discussão teológica sobre o assunto. Aquino chega a afirmar que esses pecados arrastam atrás de si um exército que compreende mais outros cinquenta pecados como traição, perversão, divagação da mente, tagarelice, curiosidade, etc. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aquino entende a soberba como a indevida apropriação de um bem, fugindo da busca da própria excelência e atingindo uma desordem ao recusar a superioridade da divindade: a soberba aparece como o pecado mega-capital, a fonte de todos os outros pecados. Pode-se entender a soberba também como uma apreciação imprópria de seu próprio valor e um direcionar-se às coisas que se reflete na admiração dos outros. O soberbo quer ser admirado pelo que possui, pelo valor em si dos objetos que tem a mão. A vaidade e o narcisismo são frutos da soberba. Acrescentamos o esnobe que pode ser entendido como o soberbo em seu mostrar-se exagerado:&amp;nbsp; acredita-se melhor do que realmente é. Aquino chega mesmo a falar da vanglória (vã-glória) como traço fundamental dessa atitude.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No seriado &lt;i&gt;$#*!, My Dad Says&lt;/i&gt; há uma cena que retrata de modo cômico um soberbo. O pai está vendo o filho todo empolgado com seu iPad. O filho se vangloria do aparelho e quer ser admirado por possuí-lo. Aí o pai retruca: “Seu imbecil, fica aí se gabando de algo que você não criou. Qualquer idiota pode comprar essa m...”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A moderna psicologia trata da soberba em seu aspecto polarizado, ou seja, seu lado negativo e seu lado positivo. O lado negativo é chamado de soberba egoísta e que já definimos acima. O lado positivo é entendido como soberba hubrística e significa a busca por melhoras que surge da necessidade social de mostrar-se aos outros como uma pessoa de sucesso. Nestes termos, a soberba hubrística leva o indivíduo a melhorar sua situação, seja se exercitando para parecer mais saudável e belo, seja trabalhando duro para reformar sua casa ou comprar um carro mais novo. A relação com os objetos é fundamental e nem mesmo na teologia cristã essa dimensão é esquecida. O protestantismo inglês colocou na discussão do dia a necessidade do bem estar material que parecia desnecessário para os católicos mais radicais (como ocorre com a Ordem de São Francisco, por exemplo). &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A ostentação parece uma fuga do indivíduo ao seu vazio “espiritual”. Essa pessoa desloca para as coisas um sentido mais amplo e abrangente que ela mesma não consegue. O soberbo ostenta algo como um mecanismo de defesa diante de sua fragilidade psicológica ou de sua falta de conteúdo. São pessoas que sempre precisam mostrar o que possuem – as coisas as precedem sempre. Mas, como vimos, há o lado positivo: a fonte instigadora da ação que visa melhorias reais, concretas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas, seja como for, a lista dos pecados capitais encobre ainda o ranço judaico da tradição moral que os funda. O dizer moral – o lugar do certo e do errado – inicia-se com a elaboração dos conceitos de bom e mau. Na Antiguidade – assim nos atesta Homero na sua &lt;i&gt;Odisséia &lt;/i&gt;e na figura do herói Ulisses – bom (&lt;i&gt;ágathos &lt;/i&gt;em grego) significava o senhor, rico, poderoso, amado dos deuses, forte, corajoso, aquele que ama sua vida e realiza os desejos de seu corpo. Mau (&lt;i&gt;kákos&lt;/i&gt; em grego) era o oposto: o escravo, plebeu, fraco e covarde, odiando sua vida e impossibilitado de realizar seus desejos. A Bíblia, segundo Nietzsche, realiza, por rancor, a inversão dessa moral: o Deus judeu ama, agora, o que antes era considerado mau: o fraco, o covarde (a base do amor a Deus, segundo a Bíblia, é o temor), o escravo, aquele que despreza seu corpo são considerados bons. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Essa inversão, que se operou de forma definitiva no Ocidente quando Roma decide abraçar o cristianismo, é norteadora do dizer cristão ( é mais fácil um camelo – uma linha de lã grossa – passar pelo buraco de uma agulha do que um rico herdar o reino dos céus). Ainda mais: peca-se, agora, até mesmo &lt;st1:personname productid="em pensamentos. Mas" w:st="on"&gt;em pensamentos. Mas&lt;/st1:personname&gt; o pecado possui como fonte aquilo que nessas religiões é considerado mau: os desejos do corpo, o mundo e sua potência. Deve-se, então, abandonar o mundo, o corpo, todos os prazeres. Esse dizer moral encontra &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo" w:st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; sua maior expressão. Paulo, o pai da Igreja e dessa moral de rebanhos. Na Idade Média, como não poderia deixar de ser, a Escolástica encarregou-se de definir com clareza os pecados. A lista dos sete pecados capitais encerra um segredo: os seis primeiros pecados (soberba, avareza, ira, luxúria, gula e preguiça) são ações próprias do senhor, do rico, do forte. O senhor da Antiguidade é soberbo por ser rico, não distribui suas riquezas com os escravos (avareza), pode bater neles quando quer (ira), realiza os prazeres do corpo sempre de modo superlativo (luxúria e gula) e não precisa, assim como enaltecia Aristóteles, trabalhar (preguiça). Apenas a inveja encobre o sentimento inicial do escravo. O senhor não inveja a vida do escravo, mas este odeia seu senhor por ter a vida que ele jamais terá. Então, o escravo deve ter uma recompensa num mundo de ficção, o reino dos céus. Aqui, nessa terra de sofrimentos, o escravo nada realiza e apenas pelo temor – seu estado natural – ele pode se ligar a um ser superior e esperar uma recompensa futura.&amp;nbsp; A inveja encobre a razão por trás do dizer moral judaico-cristão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Nietzsche gostava de dizer que faltava aos filósofos certo senso histórico. Esse senso nos ajuda a vislumbrar de modo claro determinados dizeres que trafegam entre nós. O olhar etimológico, histórico e filosófico nos ajuda a evitar armadilhas – quase sempre morais – que procuram negar a intensidade da vida. Se Kant despertou de seu sono dogmático ao ler Hume, posso afirmar que despertei através de Nietzsche. do meu sono particular. Golpes de martelo são úteis quando o espírito está confuso e amedrontado. Mas apenas para os fortes!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-4564228135759351505?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/4564228135759351505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/09/comentarios-cotidianos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/4564228135759351505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/4564228135759351505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/09/comentarios-cotidianos.html' title='Comentários Cotidianos'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WK_EAMS7wtI/TnNsHueLFLI/AAAAAAAAAYM/8s0xnlxK-Mc/s72-c/7+sins.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-967009254555483781</id><published>2011-09-16T08:31:00.000-07:00</published><updated>2011-09-16T08:31:54.871-07:00</updated><title type='text'>Meus Poemas</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="verbetes" namespaceuri="schemas-houaiss/mini"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype name="hm" namespaceuri="schemas-houaiss/acao"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype name="dm" namespaceuri="schemas-houaiss/acao"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype name="hdm" namespaceuri="schemas-houaiss/acao"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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é uma &lt;st2:dm w:st="on"&gt;morte&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;eterna&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;E &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;eu&lt;/st1:verbetes&gt;, consumido no &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;calor&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;teu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;corpo,&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;asfixio &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;minha&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm w:st="on"&gt;espera&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;sobre&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st2:dm w:st="on"&gt;ilha&lt;/st2:dm&gt; de Cythera.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;É &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;branco&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;mar&lt;/st1:verbetes&gt; e as &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;colinas&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;e &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;me&lt;/st1:verbetes&gt; volto &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;sobre&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;esse&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;céu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;violento -&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;a &lt;st2:dm w:st="on"&gt;flauta&lt;/st2:dm&gt; de Pã &lt;st2:dm w:st="on"&gt;toca&lt;/st2:dm&gt; e decifro &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;sua&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;música&lt;/st1:verbetes&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;“&lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;Aquele&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; quiser se &lt;st2:hm w:st="on"&gt;perder&lt;/st2:hm&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;irá se &lt;st2:hdm w:st="on"&gt;encontrar&lt;/st2:hdm&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;mim&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st2:dm w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;pois&lt;/span&gt;&lt;/st2:dm&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;são&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;doces&lt;/st1:verbetes&gt; os &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;meus&lt;/st1:verbetes&gt; sofrimentos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;e &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;amargos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;todos&lt;/st1:verbetes&gt; os &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;meus&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;amores&lt;/st1:verbetes&gt;”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;Um&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;navio&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;sem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;bandeira&lt;/st1:verbetes&gt; atraca&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;e o &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;barulho&lt;/st1:verbetes&gt; dos &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;homens&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;das &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;cargas&lt;/st1:verbetes&gt; e dos &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;guindastes&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;me&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt; transporta a &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;mundo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm w:st="on"&gt;próximo.&lt;/st2:dm&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;Eu&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;sempre&lt;/st1:verbetes&gt; soube&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;e &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;nem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;teus&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;lábios&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;nem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;teu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;corpo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;feroz&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;calaram &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;mim&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;esse&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;fogo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;superlativo&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;de &lt;st2:hm w:st="on"&gt;voltar&lt;/st2:hm&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;sempre&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;e &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;jamais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm w:st="on"&gt;olhar&lt;/st2:hm&gt; &lt;st2:dm w:st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;trás.&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-967009254555483781?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/967009254555483781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/09/meus-poemas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/967009254555483781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/967009254555483781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/09/meus-poemas.html' title='Meus Poemas'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-8431425184796525436</id><published>2011-09-16T08:27:00.000-07:00</published><updated>2011-09-16T08:27:33.832-07:00</updated><title type='text'>Escritos dos Amigos</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt; 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font-size: 11pt;"&gt;ou qualquer um que imponha sofrimento,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;demasiada vaidade ou vão desprezo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;como Cassiopéia valorizando a beleza&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;de sua filha a de Hera em detrimento,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;amargando dela o furioso castigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Avaritia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Em quem pesa o erro da avareza&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;de Salomão se afasta do ensino,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;que nos Provérbios com firmeza&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;disse tanto contra o viperino&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;mal dos que juntam tanta riqueza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Book Antiqua&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Luxuria&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;No Inferno, lá estão no segundo círculo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;os que se queimam num eterno cio sofrido,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;só o prazer físico ocupa sua alma e com a idade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;o sussurro da prece dá lugar ao cúpido gemido,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;os réus que buscam os apetites da promiscuidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;E na mesma Cartago onde reinou Dido,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Santo Agostinho se abrasou cedo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;clemente por continência e castidade,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;logo vacilante e depois arrependido,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;nas confissões dos excessos da juventude.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Gula&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Na pintura de Bosch acima do Cristo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;está representada ao lado dos demais,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;embaixo como assinatura, gula escrito,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;no círculo com todos os pecados capitais,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;“Cave, Cave, Deus videt” posto ao centro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Ira&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Jesus lançou aos mercadores da frente do templo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;mas de outro jeito não se manifesta com sobriedade,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;como o que levou Ájax a terminar na loucura&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;ou o dos deuses que levou a Belerofonte,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;ele se manifesta na terra desde a tenra idade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Invídia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;O alvo é sempre o bem cobiçado,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Caim matou Abel por desgosto,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;depois Esaú por Jacó foi enganado,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;todos tristes pela glória do outro,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;e pela beleza de Psique, Afrodite teve,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;juntando Eros à Tristeza e à Inquietude,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;mas Deus dá castigo a quem o vício reteve,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;quem aqui ou ali não deu sinal de mansuetude.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Pigritia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;O arcano cinco do tarô segura uma cruz,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;e as sete pontas desta cruz que ele segura,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;significam os pecados que o mal nos induz,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;juntamente com os astros que estão lá na altura,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;este aqui relacionado à Lua, um destes entes astrais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Entre os hebreus com Belphegor é associado,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;aqui com demônio, em outro lugar já o é com o burro,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;sendo-o para que o povo se sinta horrorizado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;e em sua consciência se bata como um murro,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;introduzido, sofrido, refletido e amedrontado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;Flávio Minno&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;In: Os Círculos de Hades&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoPlainText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-8431425184796525436?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/8431425184796525436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/09/escritos-dos-amigos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/8431425184796525436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/8431425184796525436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/09/escritos-dos-amigos.html' title='Escritos dos Amigos'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-7898711616193836133</id><published>2011-09-16T08:21:00.000-07:00</published><updated>2011-09-16T08:21:57.387-07:00</updated><title type='text'>Artes Visuais</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-be5gxtxugXQ/TnNpdP4931I/AAAAAAAAAYI/nSc1lMJtAtk/s1600/hm.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://3.bp.blogspot.com/-be5gxtxugXQ/TnNpdP4931I/AAAAAAAAAYI/nSc1lMJtAtk/s320/hm.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Homem e mulher, 1998.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-m-75OpUlNsg/TnNnWxrxrjI/AAAAAAAAAYA/Iz00e5fMt-c/s1600/arnolfini_botero.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-m-75OpUlNsg/TnNnWxrxrjI/AAAAAAAAAYA/Iz00e5fMt-c/s320/arnolfini_botero.jpg" width="280" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;O Casamento Arnolfini, 1978.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-04BDr1e7lGc/TnNnYUdp5GI/AAAAAAAAAYE/xT3Aj7PXWtg/s1600/Fernando-Botero-Mona-Lisa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-04BDr1e7lGc/TnNnYUdp5GI/AAAAAAAAAYE/xT3Aj7PXWtg/s1600/Fernando-Botero-Mona-Lisa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A Mona Lisa, 1963.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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&lt;/span&gt;A estética de Botero aponta não apenas para uma crítica ao consumismo, mas coloca as pessoas gordas num patamar diferenciado, pois a beleza de suas obras está diretamente atrelada à sua noção de que há beleza nas pessoas gordas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Além do mais, sua arte faz referências constantes à arte pré colombiana e às influências da colonização espanhola na América Latina. Não deixa de ser também surpreendente como sua arte pictória parece alinhar, quase de maneira inconsciente, a estética literária de outro colombiano, Gabriel Gárcia Màrquez. No meu romance Diário de um Percurso Absurdo, citei que andar nas ruas de Cartagena – cidade litorêna colombiana – era como que gravitar nas páginas de Màrquez. Botero também possui esse poder: suas composições possuem detalhes, cores e figuras que nos remetem quase que imediatamente para esse universo onírico, mitológico e ancestral da Colômbia de Márquez.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, Botero possui voz própria e sua arte parece uma extensão saída à força do livro Cem Anos de Solidão. De fato, a quietude, o silêncio auto imposto pelas pessoas, o movimento do vento, as árvores e os animais parecem corroborar esse universo particular e extremamente latino.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O monumental é alcançado em suas pinturas através de um domínio técnico em que a cor ganha destaque e se torna fundamental para compor seus conceitos e a amplitude de seu dizer artístico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Botero também é reconhecido por suas versões de pinturas famosas como a &lt;i&gt;Mona Lisa&lt;/i&gt; de Da Vinci e &lt;i&gt;O Casal Arnolfini&lt;/i&gt; de Jan Van Eyck, entre tantas outras. Essas versões são fruto das pesquisas e visitas que Botero fez aos mestres quando visitou os museus da Europa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apesar da distância estética – principalmente no que se refere ao intuito da obra – parece haver&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;certa conexão entre Botero e Fonseca, o pintor recifense. Essa conexão se faz sentir na ancestralidade, já referida, que se faz presente na obra desses dois grandes mestres. Melhor ainda: parece que a arte latino americana encontrou uma voz única e se faz presente mais do que nunca. Assim podemos perceber quando nos deparamos com a beleza particular das pinturas desse grande mestre colombiano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-7898711616193836133?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/7898711616193836133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/09/artes-visuais.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7898711616193836133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7898711616193836133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/09/artes-visuais.html' title='Artes Visuais'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-be5gxtxugXQ/TnNpdP4931I/AAAAAAAAAYI/nSc1lMJtAtk/s72-c/hm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-4591281639601817407</id><published>2011-09-16T08:11:00.000-07:00</published><updated>2011-09-16T08:11:53.580-07:00</updated><title type='text'>Filmes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JUmxIcON2U4/TnNm8NOiGHI/AAAAAAAAAX4/Fe2I62VZhCY/s1600/gosford.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="184" src="http://2.bp.blogspot.com/-JUmxIcON2U4/TnNm8NOiGHI/AAAAAAAAAX4/Fe2I62VZhCY/s320/gosford.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Assassinato em Gosford Park &lt;/b&gt;de Robert Altman&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;img src="http://img2.blogblog.com/img/video_object.png" style="background-color: #b2b2b2; " class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" id="ieooui" data-original-id="ieooui" /&gt; &lt;style&gt;st1\:*{behavior:url(#ieooui) }&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}a:link, span.MsoHyperlink {color:blue; text-decoration:underline; text-underline:single;}a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed {color:purple; text-decoration:underline; text-underline:single;}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Assassinato &lt;st1:personname productid="em Gosford Park" w:st="on"&gt;em Gosford Park&lt;/st1:personname&gt;&lt;/i&gt; é uma celebração ao requinte de uma estória bem contada. Robert Altman, aqui, realiza de modo magistral o enlace entre um roteiro bom e bons atores, transformando essa simbiose num filme interessante e de extremo bom gosto. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Seguindo os passos de Agatha Christie, o filme de Altman se passa numa magnífica casa de campo da Inglaterra e está recheado de intrigas subterrâneas entre as personagens. As múltiplas intrigas desfilam passo a passo na tela para compor um quadro em que o tema central – um assassinato – possa surgir de maneira convincente. Os convidados, quando chegam à mansão, são recepcionados pelos empregados. Altman acentua de maneira inteligente a divisão entre as classes sociais: o requinte e distanciamento dos burgueses, os patrões, e a subserviência e respeito dos empregados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O filme possui duas realidades que se cruzam constantemente: o mundo dos burgueses em que o luxo excessivo e os mimos exagerados estão sempre presentes em seus quartos gigantescos no andar de cima e o mundo dos empregados que transcorre quase que completamente entre seus minúsculos quartos e a cozinha no andar de baixo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O ponto de encontro dessas duas classes sociais é na sala de jantar onde é servido um suntuoso jantar para os convidados. Em completo silêncio e reverência, os empregados escutam as conversas de seus patrões. Estes discutem sobre negócios, trivialidades e o clima. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O anfitrião, Sir William McCordle, é um homem estupidamente rico, mas igualmente estúpido em seu trato com as pessoas. Está sempre abraçado com seu minúsculo cão e o trata com mais carinho do que a todos na festa. Há certo clima geral de indignação contra o anfitrião, mas o seu poder financeiro fala mais alto e os convidados não querem perder a oportunidade de desfrutar de uma casa tão maravilhosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há uma cena especialmente interessante no filme.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Lembrando a pintura &lt;i&gt;A caçada&lt;/i&gt; de Claude Monet, os convidados seguem para uma caminhada na propriedade e vão caçar faisões. Após diversos tiros e muitos faisões abatidos, uma bala perdida termina por atingir, de raspão, a orelha do anfitrião. Ele fica indignado, mas não é revelado quem foi o autor do disparo e o clima de mistério começa no filme. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando o assassinato finalmente ocorre na biblioteca e o investigador aparece na casa, a trama está plenamente montada e as peças começam a se juntar e fazer sentido.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Uma obra prima de Altman que deve ser vista não apenas pelos leitores de Agatha Christie ou Conan Doyle, mas por qualquer um que se interesse por um cinema bem feito e de extrema qualidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eis o link para baixar o filme no torrent: &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=ZVOK71M6"&gt;http://www.megaupload.com/?d=ZVOK71M6&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-4591281639601817407?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/4591281639601817407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/09/filmes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/4591281639601817407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/4591281639601817407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/09/filmes.html' title='Filmes'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-JUmxIcON2U4/TnNm8NOiGHI/AAAAAAAAAX4/Fe2I62VZhCY/s72-c/gosford.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-8199816290810802416</id><published>2011-09-16T08:10:00.000-07:00</published><updated>2011-09-16T08:10:20.743-07:00</updated><title type='text'>Citações</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O cristão, essa &lt;i&gt;ultima ratio &lt;/i&gt;da mentira, é o judeu mais uma vez – três vezes, até... A vontade fundamental de utilizar somente conceitos, símbolos e atitudes que convém à práxis sacerdotal, o repúdio instintivo a qualquer &lt;i&gt;outra &lt;/i&gt;perspectiva e a qualquer &lt;i&gt;outro &lt;/i&gt;método para estimar valor e utilidade – isso não é somente uma tradição, é uma &lt;i&gt;herança&lt;/i&gt;: apenas como uma herança é capaz de operar com força natural. Toda a humanidade, mesmo as melhores mentes das maiores épocas (com uma exceção que, talvez, mal fosse humana –), deixou-se enganar. O Evangelho foi lido como um &lt;i&gt;livro da inocência&lt;/i&gt;... certamente nenhuma modesta indicação do alto grau de perícia com que o truque foi feito. – Sem dúvida: &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;se pudéssemos de fato &lt;i&gt;ver &lt;/i&gt;esses carolas e santos falsos, mesmo que apenas por um instante, a farsa seria posta a fim – e exatamente porque não leio nenhuma palavra sem ver gestos, &lt;i&gt;eu lhes dou fim&lt;/i&gt;... Simplesmente não consigo suportar a maneira com que levantam os olhos. – Felizmente, os livros, em sua maioria, &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;não passam de &lt;i&gt;literatura&lt;/i&gt;. – Que não nos deixemos induzir em erro: eles dizem “não julgueis”, mas condenam ao inferno tudo que fica em seu caminho. Ao fazerem Deus julgar, são eles próprios que julgam; ao glorificarem Deus, glorificam a si mesmos; ao &lt;i&gt;exigirem &lt;/i&gt;que todos manifestem as virtudes para as quais são aptos – mais ainda, das quais &lt;i&gt;precisam &lt;/i&gt;para permanecer no topo –, assumem o aspecto de homens em uma luta pela virtude, de homens engajados numa guerra para que a virtude prevaleça. “Nós vivemos, morremos, sacrificamo-nos &lt;i&gt;pelo bem&lt;/i&gt;” (– “a verdade”, “a luz”, “o reino de Deus”): na realidade, simplesmente fazem o que não podem deixar de fazer. Forçados, como hipócritas, a serem furtivos, se esconderem nos cantos, se esquivarem pelas sombras, convertem sua necessidade em &lt;i&gt;dever&lt;/i&gt;: é como um dever que surge sua vida humilde, e tal humildade converte-se em mais uma prova de devoção... Ah, essa humilde, casta e misericordiosa fraude! “A própria virtude deve testemunhar em nosso favor”... Leiam-se os Evangelhos como livros de &lt;i&gt;sedução moral&lt;/i&gt;: essa gentinha insignificante se atrela à moral – conhecem perfeitamente suas utilidades! A moral é o melhor meio para conduzir a humanidade &lt;i&gt;pelo nariz&lt;/i&gt;! – A verdade é que a mais consciente presunção dos &lt;i&gt;eleitos &lt;/i&gt;disfarça-se de modéstia: desse modo colocaram &lt;i&gt;a si próprios&lt;/i&gt;, a “comunidade”, os “bons e justos”, de uma vez por &lt;i&gt;todas&lt;/i&gt;, de um lado, do lado da “verdade” – e o resto da humanidade, “o mundo”, do outro... &lt;i&gt;Nisto &lt;/i&gt;observamos a espécie mais fatal de megalomania que a Terra já testemunhou: pequenos abortos de beatos e mentirosos começam a reivindicar direitos exclusivos sobre os conceitos de “Deus”, “verdade”, “luz”, “espírito”, “amor”, “sabedoria”, “vida”, como se fossem sinônimos deles próprios, e através disso buscaram estabelecer o limite entre si e o “mundo”; pequenos superjudeus, maduros para todo tipo de manicômio, viraram os valores de cabeça para baixo para satisfazerem suas noções, como se somente o cristão fosse o significado, o sal, a medida e também o &lt;i&gt;juízo final &lt;/i&gt;de todo o resto... Todo esse desastre só foi possível porque no mundo já existia uma megalomania similar, de mesma raça, a saber, a &lt;i&gt;judaica&lt;/i&gt;: uma vez que se abriu o abismo entre judeus e judeus-cristãos, a estes já não havia escolha senão empregar os mesmos procedimentos de autoconservação que o instinto judaico lhes aconselhava, mesmo &lt;i&gt;contra &lt;/i&gt;os próprios judeus, ainda que judeus somente os tivessem empregado contra não-judeus. O cristão é simplesmente um judeu de confissão “reformada”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Friedrich Nietzsche&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;In: O Anticristo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-8199816290810802416?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/8199816290810802416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/09/citacoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/8199816290810802416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/8199816290810802416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/09/citacoes.html' title='Citações'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-2061858202279013036</id><published>2011-08-07T14:51:00.000-07:00</published><updated>2011-08-07T15:23:29.967-07:00</updated><title type='text'>Comentários Cotidianos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-99mrXP50XU4/Tj8MUAug5wI/AAAAAAAAAXs/33uP6BC0U18/s1600/neo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-99mrXP50XU4/Tj8MUAug5wI/AAAAAAAAAXs/33uP6BC0U18/s1600/neo.jpg" t$="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Simulacro e Simulação&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No primeiro filme da trilogia &lt;em&gt;The Matrix&lt;/em&gt; dos irmãos Wachoski há uma cena que parece traduzir o conceito mais geral da obra: Neo, em seu apartamento, recebe a visita de um grupo de hackers viciados em drogas.&amp;nbsp; Dujour, uma das hackers, possui um coelho tatuado no ombro – referência à &lt;em&gt;Alice no País das Maravilhas&lt;/em&gt; de Lewis Carrol. Essa indicação – do coelho – já aparece no início do filme quando Trinity o encontra e diz que ele precisa seguir o coelho branco. Entretanto, o mais importante aqui é onde Neo pega as drogas que entregará aos viciados: elas estão dentro do livro &lt;em&gt;Simulacro e Simulação&lt;/em&gt; do pensador francês Jean Baudrillard. Matrix, aqui, significa a simulação em sua mais profunda radicalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A obra de Baudrillard é uma crítica ao mundo cibernético e a toda simulação possível que o mesmo produz. Segundo Baudrillard, mergulhamos no mundo digital como uma fuga do mundo real e nessa disparada terminamos por abandonar o pensamento em seu sentido mais rigoroso e profundo. Essa crítica já aparece no pensamento do filósofo alemão Theodor Adorno na sua famosa concepção de Indústria Cultural (que significa transformar as expressões da cultura em bens de consumo). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa visão, contudo, possui raízes em outro pensador alemão, Martin Heidegger. Heidegger não pregava uma demonia da técnica, mas alertava para o perigo de que o pensamento poderia estar se distanciando de seu solo mais originário e se concentrando apenas na tecnociência. Dependemos dos objetos criados pela ciência, isso é fato, mas o perigo reside no modo como nos relacionamos com eles. Eles parecem maiores do que nós e nessa criação o caminho se inverte: somos capturados por nossa criação e a criatura torna-se maior do que seu criador, escravizando-o.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na esteira do densenvolvimento da tecnociência – especialmente a partir do final da IIª Guerra – a tecnologia da informação ganhou grande espaço e o capitalismo globalizado adquiriu sua cara definitiva após a queda do bloco comunista. Aqui, portanto, podemos alinhar três pontos cruciais: Indústria Cultural, tecnociência e redes sociais. As redes sociais surgem como o mais novo fenômeno deste capitalismo de caráter internacional, local em que as pessoas do mundo todo trocam informações (textos, fotos, filmagens, etc) e se relacionam de uma maneira inteiramente nova e muito pouco passível de censura. Nestes termos, as redes sociais iniciaram uma revolução no comportamento e nas barreiras da censura: é possível falar tudo, mostrar tudo, acreditar em tudo e defender tudo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, ao mesmo tempo, essa revolução silenciosa possui sua polaridade natural: trocam-se as mais diversas informações, os assuntos mais diversos são debatidos, as imagens do mundo voam, porém a profundidade do diálogo – que naturalmente exige uma escuta atenta e um demorar-se do pensamento – é perdida. Não se discute nada com profundidade porque a velocidade é a mãe desse novo universo: a era digital não está preocupada com qualidade, mas sim com quantidade. As pessoas, agora, devem saber de tudo um pouco, já que o acesso à informação é muito fácil – mas o acesso ao conhecimento possui outra dinâmica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, informação não é conhecimento e é aí onde a repetição, o lugar comum, a superficialidade dos discursos se faz sentir de modo mais aguçado. As redes sociais agregam valores oriundos do capitalismo globalizado, pois a indústria digital – hardware e software – não para e é preciso consumir sempre mais... sempre mais. A tecnociência parece, então, responder a todos os nossos anseios. Somos a geração da felicidade a um click de distância. Não se exige muito de você, apenas que você saia bem na foto que você vai postar na sua rede e que mantenha todos entretidos, mesmo que seja falando as coisas mais sem sentido possíveis. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trata-se de uma avalanche que empurra todos a um comportamento tão escandalosamente heterodirigido – comportamento em que o indivíduo pauta suas ações pelas ações dos outros num conformismo sistemático – que é quase impossível pensar numa revolução dentro dessa revolução, uma vez que só se fazem revoluções a partir da ruptura com os antigos paradigmas. Mas quem, em sã consciência, terá coragem de quebrar os paradigmas de uma vida digital em que a felicidade fugaz, o prazer instantâneo e a ilusão imorredoura são os alimentos cotidianos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa ilusão de saber o que não se sabe é o grande segredo que alimenta a Indústria Cultural. Darei dois exemplos simples: 1. Numa sala de aula, pergunte aos alunos quem já leu a &lt;em&gt;Ilíada&lt;/em&gt; de Homero do início ao fim. Se aparecer uma alma solitária, já teremos lucro. Mas pergunte quem assistiu ao filme &lt;em&gt;Tróia &lt;/em&gt;com Brad Pitt que a reação será oposta – todos assistiram ao filme e se sentem melhores por isso. 2. Peça aos mesmos alunos que façam um trabalho sobre um tema qualquer. De 100 alunos, não duvido que 50 entreguem trabalhos idênticos, todos copiados da grande consciência cósmica, o Google. Essa atitude heterodirigida mina a criatividade e cria um rebanho dócil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além do mais, as redes sociais inverteram a relação entre artista e público. A tecnologia chegou de modo tão maciço que é impossível não enxergar a facilidade com que todos podem “fazer arte”. Todos são poetas, escritores, músicos, pintores, atores, etc. Há mais artista do que público. Nessa nova realidade, não é mais o público que vai atrás dos artistas de qualidade, é o artista que vai atrás do público de quantidade. É impressionante como as redes estão cheias de apelos para que o público visite a obra do artista (inclusive, sem ser hipócrita, creio que o caro leitor teve acesso a esse Blog muito provavelmente via rede social). A situação se torna um pouco patética quando o artista parece implorar pelo público, por seu amor e fidelidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na dimensão própria dessa realidade, tudo se movimenta ou para a repetição secular (escutar as mesmas bandas que fizeram sucesso a milhões de anos atrás) ou para a mudança contínua (a banda que gostava ontem já nem lembro amanhã, por exemplo). Como o pensamento é superficial, a tônica reside no consumo. É importante pôr a máquina em marcha e não há tempo para respirar: consumir sempre, mais e mais. Para quê um pensamento profundo se o que consumo me traz a felicidade plena?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neo seguiu o coelho branco e, assim como o pensador na Caverna de Platão que descobriu uma realidade mais “real” fora da própria caverna, contemplou a base de tudo aquilo que era e entendeu o comportamento das pessoas e sua busca pela repetição. Repetição é segurança, mas como diria o velho Clive Baker, é também o inferno. A Matrix está mais próxima do que possamos imaginar. Ela é real, próxima e molda o comportamento de uma maneira tão sutil e estruturada que parece incrível imaginarmos uma saída. Neo encontrou sua resposta particular: só há realidade quando nos responsabilizamos por nossas escolhas e aí, de modo radical, é onde podemos realizar eticamente nossa liberdade. Apregoado na sala do Oráculo: “Homem, conhece a ti mesmo!”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-2061858202279013036?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/2061858202279013036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/08/comentarios-cotidianos.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/2061858202279013036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/2061858202279013036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/08/comentarios-cotidianos.html' title='Comentários Cotidianos'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-99mrXP50XU4/Tj8MUAug5wI/AAAAAAAAAXs/33uP6BC0U18/s72-c/neo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-3786166537939316257</id><published>2011-08-07T14:30:00.000-07:00</published><updated>2011-08-07T15:30:10.469-07:00</updated><title type='text'>Meus Poemas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;O Cemitério de Hades&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;I. A carruagem&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que caminhos nos levam? – pergunta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o senhor Power com olhos de transeunte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ali está seu filho e herdeiro, Dedalus – disse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esticando-se de través.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carruagem rangia, trotava, balançava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cascos rangentes nas cortinas das avenidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor morte é uma morte repentina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;beber como o diabo até o coração parar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;parar a vida, o relógio, a tristeza, tudo, enfim,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;passado. Olhos grandes que não são mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Morrer sem sofrimento, de súbito – falou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- como quem morre dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma outra carruagem, fúnebre, pesada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com cavalos brancos, som, plumas, texturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tragam um caixão minúsculo – marcha fúnebre de Saul,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a grande atração, a derradeira reluzente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;atração,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; a última. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;Mater misericordiae&lt;/em&gt; – voz profunda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para abrigar o inumano da dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que sentencia suas tristezas com a partida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- assim como a carruagem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o caixão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o morto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que partem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-3786166537939316257?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/3786166537939316257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/08/meus-poemas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/3786166537939316257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/3786166537939316257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/08/meus-poemas.html' title='Meus Poemas'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-4929679649631069943</id><published>2011-08-07T14:28:00.000-07:00</published><updated>2011-08-07T14:28:52.508-07:00</updated><title type='text'>Meus Contos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;O Sonho do Touro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você está linda – eu disse para minha mulher.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sei – ela respondeu-me rindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você está bem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Claro, não se preocupe com nada – enquanto ela respondia, eu contemplava seus olhos negros. O elevador indicava ainda estar no terceiro andar. Um prédio de arquitetura estranha, aquele; foi o que pensei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vamos, e não fique com essa cara de que algo terrível está preste a ocorrer. Um exame de gravidez não é nada! – eu bem queria confiar em sua determinação, mas o instante parecia requerer mais cuidado de minha parte. E foi quando o elevador chegou. Adentramos num elevador bastante inusitado, pois sua porta conduzia o passageiro para um pequeno corredor circular. Eu e N. ficamos observando o rosto pitoresco de um cavalheiro que nos acompanhava. Fiquei absorto com a estrutura daquele elevador, entretanto todos pareciam cientes de que era algo excessivamente comum para merecer um comentário qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Chegamos... último andar – N. falou. Realmente, eu pensei, ela está linda. Descemos do elevador e seguimos até uma sala de recepção bastante estranha. Várias colunas gregas, de mármore, estavam dispostas no chão numa tentativa de manter o equilíbrio do ambiente. Compreendi que as portas das salas eram todas de um metal cintilante que perdiam ou atenuavam a cor verde-metálica quando centrávamos o olhar naquelas chapas. O início do corredor era todo revestido com pastilhas azuis e placas brancas. Os sofás, o que sinceramente chamou bastante minha atenção, eram de um laranja tão intenso que davam a impressão de estarmos dentro de um filme de ficção. N., no entanto, não parecia preocupada com aqueles detalhes de ambientação, ao contrário, ela parecia-me bastante familiarizada com aquele lugar tão sem sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vamos nos sentar aqui – N. falou – e procure relaxar um pouco, você parece apreensivo demais. Vamos, relaxe, não há nada com o que se preocupar – sentamos num sofá avermelhado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você sabe onde é a sala? – inquiri.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Lógico. Mas temos que esperar um pouco; creio que chegamos cedo demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observei, e devo salientar que realmente comecei a sentir-me apreensivo, uma porta entreaberta bem à nossa frente onde um professor de avental branco estava ministrando uma aula de geometria. A sala era enorme e estava repleta de alunos. Noutra sala, adjacente a esta, vi que um cirurgião dentista operava um paciente deitado sobre uma cadeira metalizada, assim como todo o ar desta sala.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Lugar estranho, não?! – tentei incitar em N. um certo sentimento de estranheza o que era, para mim, necessário para me manter lúcido. Talvez assim, eu pensei, eu me sentisse um pouco menos só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Deixe de bobagens – ela retrucou – não há nada aqui que seja diferente de qualquer outro lugar em que já estivemos antes – sua calma era alarmante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tudo bem – fingi estar de acordo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém algo realmente sinistro ocorreu, pois foi como se aquele homem de cabelos longos e dourados e que portava um sorriso diabólico surgisse do nada. Sua fisionomia, pude perceber, estava envolta por uma sombra compacta. Ele sentou-se calmamente no sofá laranja que estava à nossa frente: e isso como um indício. Olhei para N. e percebi que o homem estava olhando para seus olhos: forma nebulosa de pesadelo, pesadelo de nebulosa forma! “O que está ocorrendo?”, perguntei para N. “Nada, apenas esse idiota que fica me encarando”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Algum problema? – questionei ao homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, nenhum problema – ele respondeu num tom tão desafiante e seguro que acreditei ser necessário quebrar a cara daquele patife. Contudo sua sombra e aura, bem como a da mulher que o acompanhava, tornaram-se ínfimas, quase como uma pequena névoa deambulante que começa a pairar furtivamente e depois some.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vou ao banheiro. Aguarde só um instante, certo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Certo – concordei com N., mas no fundo do meu ser eu não queria que ela se distanciasse muito de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebi que o homem lançara um olhar furtivo para N. como se quisesse lhe dizer alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que você está querendo? – perguntei novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assustei-me bastante com o que ocorreu, uma vez que o homem simplesmente começou a desintegrar-se até desaparecer por completo. Tentei reavaliar meu sentido mais íntimo de realidade; talvez houvesse alguma categoria ainda nova no meu espírito. Contudo, de repente, o corredor torna-se tão vazio – antes ele estava repleto de pessoas soturnas em ternos velhos, todos concentrados em algo abstrato, como se houvesse um sentido único para todos estarem ali, todos murmurando frases ininteligíveis ou lamentos que preenchiam o lugar com uma atmosfera densa – que sinto uma leve inquietação pousando em minha alma. Sei que estava louco para que todas aquelas pessoas que estavam andando por ali sumissem, mas agora, quando estou só, sinto que há algo realmente errado no ar. Até que, para meu alívio, N. retorna do banheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você não parece muito bem. Há algo errado? Você está se sentindo bem? - foram as perguntas de N.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, não há nada de errado. Tudo bem - menti. Não queria que N. soubesse que eu estava muito... estranho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Esqueci de requerer o exame – ela exclamou – Volto já! – Tive vontade de gritar-lhe para não sair de meu lado, pois eu sabia que iria morrer logo mas, felizmente, consegui me conter. “Tudo bem”, foi o que respondi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei como não havia notado antes, mas havia uma sessão de fotografias em andamento numa das salas contíguas ao consultório do cirurgião dentista. Uma mulher, totalmente nua, estava deitada numa cama relativamente grande. Sobre sua cabeça havia uma estrutura de madeira que trazia coladas fotos de costumes da década de 70. O quarto era todo decorado com flores exóticas e quadros sinistros. O fotógrafo ordenou algo para a modelo: esta começou a masturbar-se com prazer. Levantei-me e fui sentar-me num sofá mais distante. N. retorna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não sabia que havia estúdios fotográficos nesse prédio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Há vários – ela respondeu – Seguindo este corredor você vai encontrar muitos, cada um especializado num tipo de produção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela sabia disto? Que estranho, pensei. N. nunca me falara nada a respeito deste lugar. Seguindo este corredor, foi o que ela disse. Olhei em frente e fiquei em pânico: o lugar era mais extenso e gigantesco do que eu poderia imaginar. Corredores infindáveis estendiam-se por várias direções.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não há mais ninguém por aqui a esta hora – observou N.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Realmente – concordei. N. simplesmente sentou-se no meu colo e começou a excitar-me. Beijou-me longamente e disse que me amava e que queria ter uma filha comigo e que era a coisa mais especial que poderia acontecer em sua vida. Fiquei bastante excitado com sua voz e comecei a alisar-lhe os seios. Era uma situação quase absurda, mas como eu poderia me controlar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Surgiu, então, uma negra no corredor e dirigiu-se, a passos largos e decididos, até nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Essa mulher é uma infeliz – ela diz para N. – Eu posso ver em seus olhos. Quanto a você – disse apontando para mim – eu poderia dizer tudo sobre sua vida, mas não o farei, você está com uma mulher negra! – sentenciou com ferocidade e ódio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;N. começou a chorar como se as palavras daquela negra louca possuíssem algum sentido. Eu, particularmente, não conseguia vislumbrar nenhum sentido exato naquelas palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Do que você está falando? – perguntei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você bem sabe. Você não queria compreender a realidade? Então, contemple-a!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei bastante atônito. A negra sumiu e N. continuou chorando até que seu rosto transformou-se no rosto da irmã de R.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Nossa filha terá o nome de uma flor – disse a mulher que antes era N. e agora era a irmã de R.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O quê? – falei perplexo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu disse que nossa filha terá o nome de uma flor especial. Tanto tempo estivemos esperando por isso, não é mesmo, querido?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um desespero fulminante apossou-se de meu ser. Sentia-me desamparado e queria N. de volta. Uma saudade absurda voava na minha mente. Como eu, que tanto amava N., poderia ter uma filha com a irmã de R., uma mulher estúpida, imbecil e feia? Queria gritar pela presença de N., queria rogar por todos os cantos uma prece para achá-la. Senti-me tão fraco que queria chorar, talvez assim N. retornasse. A irmã de R. continuava falando até que consegui deitar-me no sofá e dormir. Sonhei que estava no banheiro de meu antigo colégio. Todavia, o que era quase um pesadelo, o banheiro estava disposto em vários labirintos e a saída era impossível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não! – gritei bruscamente e estava numa rua sem calçamento, acompanhado de meu irmão que se despedia alegando urgência para que eu resolvesse minha vida e assim, tão repentino e misterioso, ele desapareceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminhei algumas horas por ruas de barro até que já era madrugada. Uma aglomeração de pessoas pobres surgiu numa esquina e todos gritavam que o touro estava vindo procurar-me.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que é isto? – indaguei para um dos homens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não há tempo – foi sua única resposta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um barulho ensurdecedor e terrível é antevisto como coisa material na esquina. Um touro, enorme e negro, transpira sua violência pelas ruas e indica abstratamente que quer me destruir. Corro em pânico, tento desviar-me de suas investidas e descubro que a única solução é subir num poste que iluminava uma dessas ruas perdidas. O touro não desiste e tenta estraçalhar um anel que porto na mão direita e que contém uma inscrição com a figura de São Jorge. Tento gritar e correr: a morte, o terror, o desespero e o medo são os sentimentos únicos que consigo revelar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desperto suando, quase tremendo. Observo que uma figura – uma escultura, propriamente – de São Francisco está transfigurada no rosto passivo de um touro egípcio. Então eu soube: eu estivera lá!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-4929679649631069943?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/4929679649631069943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/08/meus-contos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/4929679649631069943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/4929679649631069943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/08/meus-contos.html' title='Meus Contos'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-7978098333009213243</id><published>2011-08-07T14:25:00.000-07:00</published><updated>2011-08-07T15:36:41.094-07:00</updated><title type='text'>Poesia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WqJMnoTaPx0/Tj8S_f7QZ7I/AAAAAAAAAXw/i4t_RxRD24c/s1600/hilda.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-WqJMnoTaPx0/Tj8S_f7QZ7I/AAAAAAAAAXw/i4t_RxRD24c/s1600/hilda.bmp" t$="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Poemas aos Homens do nosso tempo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;por Hilda Hilst&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amada vida, minha morte demora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer que coisa ao homem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propor que viagem? Reis, ministros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todos vós, políticos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que palavra além de ouro e treva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica em vossos ouvidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de vossa RAPACIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sabeis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da alma dos homens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouro, conquista, lucro, logro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os nossos ossos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o sangue das gentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vida dos homens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os vossos dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao teu encontro, Homem do meu tempo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E à espera de que tu prevaleças &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À rosácea de fogo, ao ódio, às guerras,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te cantarei infinitamente à espera de que um dia te conheças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E convides o poeta e a todos esses amantes da palavra, e os outros,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alquimistas, a se sentarem contigo à tua mesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas serão simples e redondas, justas. Te cantarei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha própria rudeza e o difícil de antes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparências, o amor dilacerado dos homens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu próprio amor que é o teu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mistério dos rios, da terra, da semente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te cantarei Aquele que me fez poeta e que me prometeu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compaixão e ternura e paz na Terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ainda encontrasse em ti, o que te deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-R2Sv8uDHA1k/Tj8TK-9ABjI/AAAAAAAAAX0/HNDTGX_8_VE/s1600/Kostas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-R2Sv8uDHA1k/Tj8TK-9ABjI/AAAAAAAAAX0/HNDTGX_8_VE/s1600/Kostas.jpg" t$="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Marcha fúnebre e vertical&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;por Kóstas Karyotákis &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo, no teto, ornatos de gesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a dança de seus meandros me captura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minha felicidade há de ser, reconheço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma questão de altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Símbolos da vida em culminância,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rosas transubstanciadas, absolutas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os alvos espinhos a cingir, em volutas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um corno de abundância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Arte de modéstia sem igual,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quão devagar tua lição aprendo!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho em relevo, a ti ora me rendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em pose vertical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos horizontes sufoca-me o assédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo clima, em qualquer estação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;combates pelo sal e pelo pão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amores, tédios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! quero ver se me enfeito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como essa bela e gípsea coroa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, com a moldura que o teto festoa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ficarei perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-7978098333009213243?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/7978098333009213243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/08/poesia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7978098333009213243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7978098333009213243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/08/poesia.html' title='Poesia'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WqJMnoTaPx0/Tj8S_f7QZ7I/AAAAAAAAAXw/i4t_RxRD24c/s72-c/hilda.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-2152094851662894856</id><published>2011-08-07T14:16:00.000-07:00</published><updated>2011-08-07T15:39:22.602-07:00</updated><title type='text'>Filmes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jvqMadZVx4I/Tj8AZsrphpI/AAAAAAAAAXo/fvDGOhgoaoQ/s1600/joydivision.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-jvqMadZVx4I/Tj8AZsrphpI/AAAAAAAAAXo/fvDGOhgoaoQ/s1600/joydivision.bmp" t$="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Control &lt;/strong&gt;de Anton Corbjin&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Control&lt;/em&gt; é um filme para quem é fã da banda inglesa Joy Division. Na verdade, apesar de tratar da banda, o filme centra-se na figura depressiva do vocalista Ian Curtis. Numa trajetória meteórica e velocíssima, Curtis imprimiu ao rock inglês um espírito existencialista que até então não se encontrava presente nas músicas dos jovens de sua época. Isso é tão verdade, que o filme abre com Curtis (Sam Riley) questionando-se: “A existência... bem... o que importa? Eu existo da melhor forma possível. O passado, agora, faz parte de meu futuro. O presente está fora de controle”. Mais existencialista é impossível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme de Anton Corbjin foi filmado todo em preto e branco, o que acentua o caráter nostálgico e melancólico da película. O clima nebuloso de Manchester e seus cidadãos soturnos ganham relevância com esta escolha do diretor e o tom confessional com que o filme se desenrola – como se o próprio Curtis estivesse nos falando de suas angústias e dúvidas – além de agigantar a tristeza que foi a vida desse poeta do minimalismo inglês. Foram poucas letras deixadas por Curtis, mas todas com um alcance que impressiona por sua sinceridade e profundidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Control &lt;/em&gt;narra a trajetória do Joy Division desde o início como uma banda punk que se intitulava Warsaw até o trágico suicídio de Ian Curtis, então com 23 anos de idade em 1980. Para quem conhece a banda e assiste ao filme, parece quase impossível não ficar impressionado com a semelhança dos atores com os integrantes originais da banda. Além disso, são os próprios atores que tocam nas cenas em que a banda se apresenta. Para quem conhece a filmagem original do Joy Division tocando She´s lost Control na BBC e se depara com os atores interpretando esse momento, não há como não ficar admirado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o filme não se resume a uma versão bem feita do original. O roteiro se baseia no livro de memórias de Débora Curtis, a esposa de Ian Curtis. Ela narra o lado profissional do músico, suas crises de epilepsia (interessante notar que Curtis, vez ou outra, tinha crises epilépticas no palco e todos pensavam que era encenação e que fazia parte do show. Renato Russo, da Legião Urbana, não só se vestia idêntico a Curtis como dançava igual ao mesmo, quase como uma crise), sua infidelidade amorosa, suas depressões e, por fim, seu suicídio. Esse toque humaniza o mito e dá uma dimensão mais interessante à filmagem como um todo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Indico apenas para quem conhece a banda ou para quem tem interesse nesse tipo de música. Digo isso porque o filme é recheado de poesias de Curtis e de apresentações do Joy Division – seja como for, fica a ressalva aqui.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eis o link para baixar o filme no Blog MagrelusBlog:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://magrelusblog.blogspot.com/2009/11/baixar-filme-control-joy-division.html"&gt;http://magrelusblog.blogspot.com/2009/11/baixar-filme-control-joy-division.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-2152094851662894856?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/2152094851662894856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/08/filmes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/2152094851662894856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/2152094851662894856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/08/filmes.html' title='Filmes'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-jvqMadZVx4I/Tj8AZsrphpI/AAAAAAAAAXo/fvDGOhgoaoQ/s72-c/joydivision.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-1096119590182959588</id><published>2011-08-07T14:08:00.000-07:00</published><updated>2011-08-07T14:08:07.427-07:00</updated><title type='text'>Livros</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RsuNqcq_HQY/Tj79NdXWu2I/AAAAAAAAAXk/SnaqN1_qITE/s1600/joyce.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-RsuNqcq_HQY/Tj79NdXWu2I/AAAAAAAAAXk/SnaqN1_qITE/s1600/joyce.bmp" t$="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Ulisses,&lt;/em&gt; de James Joyce, é um livro que não admite meio termo: ou você o ama ou você o odeia. O único caso em que, assim acredito, não haja nem amor e nem ódio são daqueles “leitores” vencidos pelas mais de 800 páginas do livro e que o encostaram na prateleira de suas bibliotecas particulares apenas para enfeitar a mesma. Creio que haja uma explicação razoável para essa polaridade tão evidente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqueles que odeiam o livro o acusam de um ocultamento hiperbólico de seu sentido mais essencial, de um exagero estético e estilístico nas escolhas de suas expressões literárias e na falta de uma filosofia ou de um dizer mais profundo que pudesse justificar a envergadura da obra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não concordo com essas opiniões. Isso não significa dizer que as mesmas carecem plenamente de sentido, mas são todas, elas mesmas, exageradas e hiperbólicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Joyce escolhe escrever sobre um dia na vida de Dublin, capital da Irlanda, através de algumas personagens chave: Leopold Bloom, Stephen Dedalus, Molly Bloom e Buck Mulligan. Na verdade, &lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt; é a &lt;em&gt;Odisséia &lt;/em&gt;de Homero de modo inverso: narra a estória do anti-herói, Bloom, da infidelidade de sua esposa, seus conflitos pessoais e seu dia a dia. Ulisses também traduz os conflitos de Joyce nos mais diversos campos: ético, filosófico, religioso, sexual, social e emocional. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não creio que haja tanta coisa oculta assim na obra de Joyce. O livro exige uma leitura atenta e rigorosa, isso é fato, mas aqui e ali, em personagens diferentes, pululam as angústias do escritor, suas certezas, seus conhecimentos, seus desejos e crenças. Sempre acreditei que os três irmãos da obra &lt;em&gt;Os Irmãos Karamázov,&lt;/em&gt; de Dostoievski, representam as dicotomias do próprio autor. Do mesmo modo, as figuras de Ulisses representam a personalidade multifacetada de Joyce.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Ulisses &lt;/em&gt;trafega do inconsciente para o consciente, da fé para o ateísmo, do dogmatismo ao ceticismo, da esperança ao desespero, do sofrimento ao prazer. Mas para se alcançar esse dizer, essa verdade que pertence unicamente a Joyce, é preciso se entregar ao enredo de um longo dia e seus infinitos desdobramentos que acontecem em Ulisses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Joyce dividiu esse longo dia em 18 seções que se estruturam em três partes maiores: Telemaquia, Odisséia e Nostos. Essas três divisões maiores bem que poderiam representar o ID,o Ego e o Superego freudiano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa divisão maior,como dissemos, é dividida em 18 seções menores que portam o dizer da obra. Joyce dividiu cada seção em episódio, cena, hora, órgão, arte, cor, símbolo e técnica literária. Por exemplo, a seção 7 é subdividida em Éolo, o jornal, pulmão, retórica, vermelho, editor e entimemática. Nesta seção há um verdadeiro jorrar de fatos que ocorrem ao mesmo tempo em Dublin no dia em que transcorre a ação do livro: 16 de junho de 1904. Cada indicação acima dada surge na seção para fomentar o seu todo essencial, ou seja, o intuito específico de dizer a vida sobre determinado ângulo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada seção possui vida própria, mas que se articula com o todo da obra. Mas o centro unificador é sempre o olhar de Bloom. Muitas vezes somos pegos lendo Joyce pensando através do pensamento de Bloom e de suas análises corriqueiras sobre o cotidiano. Por exemplo, na seção 13, Nausícaa que possui como símbolo a virgem, vemos Blomm admirando e pensando sobre a coxa Gerty MacDowell.Joyce narra essa experiência assim como o pensamento real ocorre, no seu tempo e fluxos próprios, numa linguagem quase privada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu poderia citar diversas passagens que me influenciaram muito na escrita e que estão ali em Ulisses. Desde a célebre introdução (“Sobranceiro, fornido, Buck Mulligan vinha do alto da escada, com um vaso de barbear, sobre o qual se cruzavam um espelho e uma navalha”), ou a catarse intelectual na seção 16, a mais longa de todas ( “Reuben J. Anticristo, o judeu errante, mão em garra aberta na espinhela, desloca-se à frente. Pelos lombos pendura-se-lhe um alforje de peregrino de que se arrebitam notas promissórias e títulos não honrados”), ou o famoso monólogo final de Molly (“Sim porque ele nunca fez uma coisa como essa antes como pedir para ter seu desjejum na cama com um par de ovos desde o hotel City Arms quando ele costumava fingir que estava de cama com voz doente”). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Ulisses &lt;/em&gt;é um livro múltiplo e de múltiplos dizeres. Como literatura não é religião, não quero pregar uma defesa da obra. Trata-se apenas de admiração pessoal. Tanto assim é que o poema meu desta postagem integra o livro de poemas que ainda estou escrevendo intitulado &lt;em&gt;O Dia de Ulisses&lt;/em&gt; e que procura traduzir poeticamente cada seção de Ulisses. Logo, serão 18 poemas. Estou na terceira visita a esta obra prima e, assim como ocorre com as grandes obras de filosofia, sempre me surpreendo com a leitura nova e sempre profunda que faço de Ulisses. É um livro para poucos, isso é fato, mas quem o conquista e o ama, sai fortalecido. Não duvido disso. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-1096119590182959588?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/1096119590182959588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/08/livros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1096119590182959588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1096119590182959588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/08/livros.html' title='Livros'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-RsuNqcq_HQY/Tj79NdXWu2I/AAAAAAAAAXk/SnaqN1_qITE/s72-c/joyce.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-9058442792996497023</id><published>2011-08-07T13:50:00.000-07:00</published><updated>2011-08-08T09:57:25.703-07:00</updated><title type='text'>Citações</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não me empenho por ter domínio próprio. O autocontrole significa a vontade de realizar-me a um certo momento fortuito nas radiações infinitas de minha existência espiritual. Mas se devo traçar tais círculos à minha volta, então farei isto melhor permanecendo passivo num simples estado de perplexidade ante este tremendo complexo, e nada levarei comigo a não ser o poder revigorante que aquela contemplação por contraste me oferece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Franz Kafka&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;In: Aforismos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo, esse algoz às vezes suave, às vezes mais terrível, demônio absoluto conferindo qualidade a todas as coisas, é ele ainda hoje e sempre quem decide e por isso a quem me curvo cheio de medo e erguido em suspense me perguntando qual o momento, o momento preciso da transposição?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Raduan Nassar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;In: Lavoura Arcaica&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paz não é nem um estado paradisíaco original, nem uma forma de convivência regrada. Paz é algo que não conhecemos, que apenas procuramos e pressentimos. Paz é um ideal. Algo indizivelmente complicado, frágil, ameaçado – um sopro basta para perturbá-la. É mais raro e difícil do que qualquer realização intelectual ou moral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Herman Hesse&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;In: Sobre a Guerra e a paz&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de você entrar na coisa, decida onde está o espírito e onde ele estará quando a coisa tiver terminado. Eu não fecho com o Dos – CRIME E CASTIGO – que nenhum homem tem o direito de tirar a vida de um outro homem. Mas talvez mereça um pouco de reflexão antes. É claro, a porra é que eles tem tirado as nossas vidas sem disparar um tiro. Eu também trabalhei por salários aviltantes enquanto alguns garotos gordos estupravam virgens de quatorze anos em Beverly Hills.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Charles Bukowski&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;In: Notas de um velho safado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-9058442792996497023?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/9058442792996497023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/08/citacoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/9058442792996497023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/9058442792996497023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/08/citacoes.html' title='Citações'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-7327151925227266097</id><published>2011-07-14T20:27:00.000-07:00</published><updated>2011-07-15T06:22:27.235-07:00</updated><title type='text'>Comentários Cotidianos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1iuZ6KhP2IA/Th-0fSBXtrI/AAAAAAAAAXg/uNcchysH3FQ/s1600/pai.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" m$="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-1iuZ6KhP2IA/Th-0fSBXtrI/AAAAAAAAAXg/uNcchysH3FQ/s320/pai.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;(Meu pai, eu e meu grande amigo-irmão, Leonardo Neves) &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre meu pai.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu pai, o velho Marçal, nasceu numa família humilde e numerosa. Meus avós tiveram nove filhos e um modo tradicional, para a época, de educar a prole: as mulheres foram educadas para casar e os homens para estudar e trabalhar. Todos se deram bem na vida seguindo os princípios de honestidade e trabalho árduo preconizado por meus avós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando casou com minha mãe, Dona Musa, meu pai trabalhava como atendente da Varig. Entrou numa das primeiras turmas de Administração da UFPE (aquele prédio azul perto do Conservatório Pernambucano de Música) e à noite, depois de voltar da faculdade, estudava inglês nos vinis da Fisk: ele queria melhorar de vida, recebendo uma promoção na Varig por falar inglês. Sua persistência foi coroada com grande êxito: assim que se formou, começou a trabalhar como gerente comercial na Poty e depois se tornou gerente comercial do Grupo Industrial João Santos, a Nassau.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Homem extremamente íntegro e dedicado no trabalho, sempre possuiu uma moral própria, distante dos ditames burgueses ou revolucionários que tomavam conta da mentalidade da maioria dos brasileiros na década de 70. Meu pai acreditava e ainda acredita na vida e na sua celebração, mas com uma maneira tão particular e acentuadamente bem humorada que é quase impossível alguém não gostar dele naturalmente. O velho possui um carisma tão grande que todos os meus amigos gostam dele de imediato e sem esforço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As histórias que passei ao lado dele podem ilustrar esse espírito jovial e irrequieto que ele sempre possuiu. Quando eu tinha 14 anos e meu irmão Erick, 13 – idade em que a testosterona parece que vai explodir seu corpo – minha mãe contratou uma menina de 18 anos para cuidar da casa. Ela logo veio se oferecendo pra mim e pro meu irmão e, é claro, não demos moleza. Certa noite, acreditando que minha mãe havia saído, fui pego no flagra. Minha mãe ficou escandalizada e tivemos uma reunião familiar. Meus pais, eu e meus irmãos estávamos sentados na grande mesa de jantar e minha mãe disse que aquilo era um absurdo e que ele, meu pai, deveria fazer algo, já que ela decidira demitir a menina. Para nossa alegria, meu pai disse: “Mas Musa, você quer acabar com a diversão dos meninos?”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de morarmos no Janga – praia no litoral norte de PE – estudávamos no Colégio Nóbrega no centro do Recife. Todo dia de manhã íamos com meus pais para o colégio. Numa manhã dessas, eu e Erick estávamos brigando e chamando muitos palavrões no banco traseiro do carro. Minha mãe irritou-se e pediu que ele tomasse uma atitude. Irritado, meu pai encostou o carro, virou-se pra nós e berrou: “Ora porra, quanta porra nesta porra!”. Foi inevitável: todos caíram na gargalhada, inclusive ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha adolescência foi numa época em que não havia celular, internet e nem gelágua. Acredito que todas as famílias colocavam uma garrafa ou mais com água na geladeira. Eu e meu irmão tínhamos o terrível hábito de beber água direto da boca da garrafa. Isso irritava terrivelmente meus pais. Minha mãe vivia reclamando e meu pai ameaçava dar umas porradas na gente. Certa madrugada, meu pai levantou-se e foi até à cozinha beber água. Eu e Erick estávamos assistindo tv e escutamos meu pai abrindo a porta do quarto.Desligamos a tv e nos escondemos. Ele abriu a geladeira, pegou uma garrafa e começou a beber direto do gargalo. Eu e meu irmão demos um pulo e gritamos: “Ahááááá!”. Ele, só pra variar, caiu na gargalhada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu estava morando nas montanhas do Sana no Rio de Janeiro – tinha 20 anos nessa época – meu velho apareceu por lá para passar alguns dias conosco. Erick e sua namorada Verinha estavam comigo, além do meu grande amigo Duda Negão. Meu pai nos levou pra Copacabana onde passamos três dias bebendo chopp com batata frita e curtindo a vida sem preocupação com coisa alguma. Ele queria, na verdade, que nós voltássemos para o Recife. Terminei voltando. O velho Marçal sempre foi muito apegado aos filhos e é interessante como muitos dos meus amigos o vêem mais como um irmão mais velho meu do que como meu pai. Sempre me deu tudo o quis e sempre me apoiou em tudo o que decidi fazer, estando certo ou não. Além do mais, ele sempre participou de minhas festas e sempre as tornou mais interessantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro de uma grande churrasqueira que ele havia construído no quintal de nossa casa. Nesse lugar dedicado à celebração, muitos churrascos regados a muita cerveja foram palcos das piadas e do bom humor do velho. Amigos como Flávio Minno, Daniel Baião, Flávio Opa, Duda Negão, Sandro, Léo, entre tantos outros, cresceram bebendo, celebrando e se nutrindo da alegria interminável de meu pai. Essa churrasqueira foi minha grande educação em relação aos meus amigos, à minha devoção e amor por eles. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre mão aberta, sua visão de mundo sempre foi de desapego para com as coisas, mas de muito carinho e proteção para com aqueles que ele ama. Lembro que depois de 17 anos trabalhando na Nassau, ele foi subitamente demitido devido a um programa de reengenharia na empresa. Logo o dinheiro da indenização evaporou e ele não conseguia arranjar um emprego decente. Vivíamos quase que exclusivamente das aulas particulares que minha mãe e eu dávamos. Então, ele decidiu abrir um bar. Num período de vacas magras, ele ainda mantinha o bom humor. Havia períodos que passávamos semanas inteiras apenas comendo feijão, soja e suco de goiaba – e isso graças a uma enorme goiabeira que havia lá em casa. Tive mais sorte, pois almoçava na casa de Fernandinha, então minha namorada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha mãe ficava muito feliz quando o saudoso Flávio Opa aparecia com três quilos de macaxeira, um quilo de charque, uma garrafa de rum e coca-cola. E nós ainda mais quando meu amigo Flávio Minno, então vivendo em João Pessoa, decidia passar um final de semana aqui e comprava uma grade de cerveja para celebrarmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Flávio Minno voltou para PE e começou a estudar com meu pai e eu para concurso público. O dinheiro do bar era pouco, a situação estava apertada, mas ele não desistia nunca. Todo dia estudávamos com uma garrafa de Pitú, charque assada e alguns poucos cigarros (na época, eu e Flávio ainda fumávamos). Quando faltava limão, íamos à casa de um dos vizinhos roubar limão de um limoeiro imponente que ele tinha no seu quintal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente, chegou a correspondência salvadora: meu velho havia passado no concurso que fizera para Auditor Fiscal da Fazenda estadual. Meu amigo, que alegria! Ele reuniu meus amigos e disse: “Hoje, vamos comemorar. Podem beber todo o estoque do bar!”. Nunca bebemos com tanto entusiasmo, alívio e fúria. A vida havia voltado ao normal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A única nota triste fica por conta do falecimento de minha mãe há dez anos atrás. Meu pai ficou devastado. Passou uns tempos morando comigo. Nunca superou completamente essa perda, mas seguiu a vida, casou-se de novo e teve outro filho que é mais uma paixão em sua vida (de fato, creio que esse menino salvou meu pai da tristeza crônica. Logo ele, uma das pessoas mais alegres deste mundo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda hoje, é para mim um grande prazer quando ele volta de sua casa em Araripina e passa algumas semanas conosco – sempre celebrando. Com 62 anos, o velho ainda bebe quase todos os dias, fuma e nunca fica doente: é impressionante. Creio que não há como expressar a honra que é para mim ser filho de uma pessoa tão especial e que contribuiu e ainda contribui tanto para que minha vida seja maravilhosa. Se já ergui um brinde aos meus grandes amigos, agora quero erguer um brinde ao meu grande velho: um brinde a ti, pai. Saúde, velhão!&lt;/div&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-7327151925227266097?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/7327151925227266097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/comentarios-cotidianos_14.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7327151925227266097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7327151925227266097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/comentarios-cotidianos_14.html' title='Comentários Cotidianos'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1iuZ6KhP2IA/Th-0fSBXtrI/AAAAAAAAAXg/uNcchysH3FQ/s72-c/pai.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-6960880047823752832</id><published>2011-07-14T20:21:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T21:00:24.017-07:00</updated><title type='text'>Meus Poemas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;O livro grego&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;Ó Calipso, mesmo que vossa beleza seja imortal,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;é apenas num corpo mortal que o Amor exerce sua eternidade”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;-&lt;/em&gt; de uma inscrição&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Creonte&lt;/em&gt;: Cidadãos, os deuses abandonaram a nós todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem, faustuoso em seus prazeres medíocres,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;embevecido na torpeza de sua vaidade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vilania constante de suas escolhas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esqueceu-se de suas dádivas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;envileceu-se na tirania do cotidiano,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na pequenez mundana das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus juízos são torpes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e sua visão não alcança mais o horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Coro Místico &lt;/em&gt;(a plena voz):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plena de maravilhas, a Natureza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;E o homem, soberba de sua loucura,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ruge qual vagalhões furiosos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;doma as montanhas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;toma os rios e oceanos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conquista os desertos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eleva-se sobre a alada planície,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a mais ancestral da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, inevitável é toda morte,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;toda dor e angústia de ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o arauto de tanta sabedoria e amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espelho mirífico de tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;oráculo inextinguível de fogo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ardor incomensurável do existir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;num peso único de distância e morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Édipo&lt;/em&gt;: O bem e o mal são mistérios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que habitam fundo o coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e só a morte, em sua leveza e doçura,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trará um hino como resposta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deitará fora todas as funestas dúvidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;essas que cortam o corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e inflamam a alma com poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Premeditamos nossas quedas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;roubamos a Natureza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e louvamos ao Hades como deus único&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;arrasando os mortos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esquecidos que estamos de toda vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Antígona&lt;/em&gt;: Escolher a morte é trazer toda vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao seu mais pleno presente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É usurpar do malévolo o prazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de nos tirar o ditoso evento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de toda sublime iluminação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enredo de nossa salvação,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;naus presas em mares revoltos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ouçam tal prece de altiva estirpe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem é ignorante de sua grandeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e os deuses lamentam sua sorte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;leopardos ferozes, águias cegas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;filhos de Tebas e Tróia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o íbis do Egito o abandona&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão é sua morada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o cume desta montanha de trevas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fruto de sua escalada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para lugar algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cérbero (&lt;/em&gt;enfurecido&lt;em&gt;):&lt;/em&gt;&amp;nbsp;Prender-te-ei para sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;neste triângulo com quatro esferas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teus olhos serão tomados por densa névoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pela dúvida domarei teus ouvidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e encharcarei tua boca de blasfêmias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imporei um silêncio e uma devoção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aos filhos teus, a todos eles,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;medo por tudo e uma fraca coragem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que se arrastarão contigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És senhor deste Universo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És o escolhido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ès o trigo mais puro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentiras! Eu, e apenas eu, sou o teu senhor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;toma deste cálice, deste sangue benévolo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prenhe de dor e solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para que possas te reconhecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tu, a vaidade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tu, o mais sinistro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um mar inteiro de revoltas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de ondas inconquistadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai, filho meu, dormes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que tua noite é sempre longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tirésias (com longo manto):&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O erro é comum aos homens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas a insistência o torna pequeno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sabedoria é um lar inóspito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um arco superior que jamais erra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;habitado por poucos – e muito poucos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a ele querem ir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó densa estrada, tomada por ventos velozes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cortada por noites longas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e vozes que nunca se calam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És o hiato entre a dor e o prazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a morte e a vida plena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aquilo que não ousamos dizer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com medo de nós mesmos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O homem é o Ser”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Coro Mítico&lt;/em&gt; (finalizando):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os deuses legaram ao homem o seu destino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;sua noite mais triste e o dia mais esplendoroso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;suas tardes de morosidade e aflição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sua felicidade sempre buscada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e essa distância – ela mesma –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é sua maior herança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elevem suas cabeças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois a voz altiva é ressonante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se faz presente neste atrium:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Toma com mãos possantes o teu destino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conquistando assim o último homem”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se fez um imenso silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-6960880047823752832?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/6960880047823752832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/meus-poemas_14.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/6960880047823752832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/6960880047823752832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/meus-poemas_14.html' title='Meus Poemas'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-1194446012254155995</id><published>2011-07-14T20:18:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T20:18:19.497-07:00</updated><title type='text'>Escritos dos Amigos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Sem título)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;por Leonardo Neves&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Porque calcei tuas sandálias pequeninas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E andei pela casa solitária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E escovei os dentes com tua escova&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparando, talvez, um beijo novo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheirei os manjericões e acordei com pássaros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia então peças de roupas espalhadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta intimidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um céu que entrava no quarto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sóis e ventos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que meu vinho achava estranho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá de dentro de sua taça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com estes livros que busquei teu encanto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque galguei estas letras pequeninas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus olhos não buscaram estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparando, talvez, um beijo novo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refeições fora de hora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hibernações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um sentimento amoroso sem delimitações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia então assovios &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pondo alma na tranqüilidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sol que já estava no quarto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando abríamos os olhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparando, talvez, um beijo novo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um sono &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um adormecer profundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acordar de pássaros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que cantam tão cedo em nosso sono ingrato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nosso sonho quase tardio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que passeia pela casa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa de sono, sonho e espera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um beijo novo, ainda que sempre e de novo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo novo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-1194446012254155995?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/1194446012254155995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/escritos-dos-amigos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1194446012254155995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1194446012254155995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/escritos-dos-amigos.html' title='Escritos dos Amigos'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-3122761159338515042</id><published>2011-07-14T20:17:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T21:09:02.149-07:00</updated><title type='text'>Livros</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ynO_hq-Hmyc/Th-w8xNbfjI/AAAAAAAAAXc/mfYxLJ1zf68/s1600/rene-descartes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="316" m$="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-ynO_hq-Hmyc/Th-w8xNbfjI/AAAAAAAAAXc/mfYxLJ1zf68/s320/rene-descartes.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Meditações&lt;/strong&gt; de René Descartes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos argumentos filosóficos mais conhecidos, se não o mais conhecido de todos, é a descoberta de Descartes de que “penso, logo existo” (&lt;em&gt;cogito ergo sum&lt;/em&gt;). Creio que depois de Nietzsche e Sartre, Descartes deva ser o filósofo mais lido pelos leigos. Não apenas por sua prosa fácil e direta, mas pelo alcance de suas idéias, pela revolução que um pensamento aparentemente tão simples conseguiu causar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua obra mais conhecida é &lt;em&gt;Discurso do Método&lt;/em&gt; onde o filósofo francês traça as bases de uma revolução no pensamento ocidental só comparável depois pela revolução levada a termo por Kant com sua Crítica da Razão Pura. Neste livro, Descartes desenvolve um método de pesquisa baseado na conquista irrefutável e incontrovertível de sua descoberta revolucionária. Abria-se, assim, a era da subjetividade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, é nas suas &lt;em&gt;Meditações &lt;/em&gt;que o argumento que conecta em definitivo o pensamento à existência é conquistado depois de ser desenvolvido de modo brilhante por Descartes desde as primeiras premissas até o desfecho final. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele parte inicialmente da dúvida hiperbólica: deve-se duvidar de tudo – incluindo aqui as crenças da tradição e a crença na própria existência física. Deve-se duvidar até mesmo que Deus existe – o que para a época era inadmissível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o filósofo afirma que apenas a dúvida não pode conduzir a uma verdade segura. É preciso, como método, estabelecer uma hipótese que possa ajudar na tarefa de se estabelecer uma verdade que seja universalmente aceita e segura para ser o alicerce da ciência verdadeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A hipótese inicial é a do gênio maligno. Deve-se supor que não há um Deus de amor, misericordioso e bom pai. Ao contrário, deve-se pensar que há sim um deus maligno que tem como tarefa me enganar o tempo inteiro. Tudo o que eu acredito é mentira, sou enganado sempre e os frutos da minha ciência são apenas ilusão. Esse se compraz em me engana e nada do que sei é verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, ele só pode me enganar se eu existir. Não é possível que ele me engane se eu mesmo não existir. Assim, Descartes conquista a primeira verdade: eu sou, eu existo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que sou eu? Descartes nos define – assim como a tradição grega e medieval – como uma coisa pensante. Ele distingue entre as coisas sensíveis, os entes (&lt;em&gt;res extensa&lt;/em&gt;) e o pensamento (&lt;em&gt;res cogitans&lt;/em&gt;). Se sou uma coisa pensante, então parece lógico inferir que só penso porque existo e existo, sei que existo, quando penso ou afirmo que existo, daí a conclusão lógica: penso, logo existo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse passo dado por Descartes abriu em definitivo a filosofia para o pensamento do eu e do homem – daí o surgimento de ciências como a psicologia, a antropologia, a sociologia, etc. A subjetividade, posta agora na ordem do dia, guinou completamente a filosofia até alcançarmos o idealismo transcendental de Kant e, por fim, a ontologia fundamental de Heidegger.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo para quem não é filósofo, mas se interessa pelo pensamento e por nossa tradição, trata-se de um livro indispensável. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-3122761159338515042?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/3122761159338515042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/livros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/3122761159338515042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/3122761159338515042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/livros.html' title='Livros'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ynO_hq-Hmyc/Th-w8xNbfjI/AAAAAAAAAXc/mfYxLJ1zf68/s72-c/rene-descartes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-4209890772020719881</id><published>2011-07-14T20:12:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T21:16:25.591-07:00</updated><title type='text'>Artes Visuais</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-DSCe2i4XWz8/Th-sBFPv35I/AAAAAAAAAXA/xddJaEHeqEk/s1600/Self-Portrait+at+28.+1500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" m$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-DSCe2i4XWz8/Th-sBFPv35I/AAAAAAAAAXA/xddJaEHeqEk/s320/Self-Portrait+at+28.+1500.jpg" width="231" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Autoretrato com 28 anos, 1500.﻿&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-M0YJOlvwYII/Th-sGo_zaMI/AAAAAAAAAXE/EJD2uPeT9dw/s1600/The+Four+Horsemen+of+the+Apocalypse.+1498.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" m$="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-M0YJOlvwYII/Th-sGo_zaMI/AAAAAAAAAXE/EJD2uPeT9dw/s320/The+Four+Horsemen+of+the+Apocalypse.+1498.jpg" width="231" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse,&amp;nbsp; 1498.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Z062fXe9ZlY/Th-sYgnydbI/AAAAAAAAAXI/00O3nDKcxX0/s1600/Knight%252C+Death+and+the+Devil.+1513.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" m$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Z062fXe9ZlY/Th-sYgnydbI/AAAAAAAAAXI/00O3nDKcxX0/s320/Knight%252C+Death+and+the+Devil.+1513.jpg" width="244" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Cavaleiro, Morte e Demônio, 1503.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-R7w1svPRN1A/Th-vPw5IjSI/AAAAAAAAAXY/5QuOdySCoD4/s1600/The+Jabach+Altarpiece.+c.1503-1504.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="295" m$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-R7w1svPRN1A/Th-vPw5IjSI/AAAAAAAAAXY/5QuOdySCoD4/s320/The+Jabach+Altarpiece.+c.1503-1504.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Altar de Jabach, 1503.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Albretch Dürer foi uma das mais importantes figuras do Renascimento alemão no que se refere à pintura. Dono de uma acuidade estilística impressionante, suas pinturas e gravuras transitam entre o bom gosto extremado e a qualidade técnica de suas composições, bem como pelo alcance conceitual de suas obras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Personalíssimo, Dürer é um desses grandes artistas que imprimem com tanta força sua alma em suas obras que é possível reconhecê-lo a quilômetros de distância. Há uma tônica pessoal em suas pinturas que perpassa de cima a baixo sua arte e torna ainda mais agradável meditar sobre as mesmas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gravura &lt;em&gt;Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse&lt;/em&gt;, de 1498, bem como a mais tardia &lt;em&gt;Cavaleiro, Morte e Demônio&lt;/em&gt; de 1513 traduzem esse empenho em registrar a mitologia cristã por uma óptica única em que as figuras centrais ganham destaque até mesmo diante da imponência do Apocalipse ou da tradição em que as mesmas estão inseridas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O seu &lt;em&gt;Autoretrato com 28 anos&lt;/em&gt;, de 1500, é um daqueles retratos que ficam registrados na retina do tempo devido&amp;nbsp;à grandiosidade de sua composição. Dürer capta com mestria não apenas sua própria juventude, mas a intensidade de sua própria alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na peça para o altar de Jabach, de 1503, que mostra a esposa de Jó maltratando-o e dois músicos, Dürer alterna a alegria e o sofrimento num díptico muito interessante onde gravitam o drama de Jó, martirizado pela esposa, e a gravidade de músicos que parecem preparados para executar uma marcha militar ou algo que exija uma concentração especial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dürer é um desses pintores que enobrecem a arte da pintura pela paixão com que ele pinta, pela paixão com que executa algo que lhe parece ser a coisa mais sagrada deste mundo. A arte, quando levada a um extremo de qualidade como este, só merece nossa gratidão. Artistas como Dürer tornam a existência melhor, enchendo-a com tanta beleza que a gratidão parece ser o único sentimento possível. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-4209890772020719881?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/4209890772020719881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/artes-visuais_14.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/4209890772020719881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/4209890772020719881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/artes-visuais_14.html' title='Artes Visuais'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-DSCe2i4XWz8/Th-sBFPv35I/AAAAAAAAAXA/xddJaEHeqEk/s72-c/Self-Portrait+at+28.+1500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-7964367130430261702</id><published>2011-07-14T19:51:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T23:08:12.955-07:00</updated><title type='text'>Filmes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pTP58rsfg68/Th-rK0Hue7I/AAAAAAAAAW8/ls2P5g_cM_E/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" m$="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-pTP58rsfg68/Th-rK0Hue7I/AAAAAAAAAW8/ls2P5g_cM_E/s1600/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Depois da Chuva&lt;/strong&gt; de Akira Kurosawa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Depois da Chuva&lt;/em&gt; foi escrito pelo grande mestre Kurosawa, mas foi dirigido pelo seu discípulo, o assistente de direção Takashi Koizumi como uma maneira de homenageá-lo, já que o mestre faleceu antes de poder filmar essa obra prima. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme narra a estória de um Samurai, Misawa. Como um ronin, Misawa não se prendia a um senhor e vivia peregrinando pelo Japão atrás de trabalho. Exímio mestre na arte da espada, usava de suas habilidades para ajudar as pessoas mais neceesitadas. E é aí que se inicia o tema central do filme.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Misawa chega num pequeno vilarejo e fica preso no mesmo devido a uma enchente causada pelas chuvas intensas e ininterruptas que assolaram o lugar. Termina ficando numa pensão com outras pessoas do local. Essas pessoas, devido à enchente, estão em situação deplorável, já que nem a colheita foi salva e falta até mesmo comida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Samurai fica comovido com a situação daquelas pessoas e decide ajudá-las. Na tradição Samurai, lutar por dinheiro era uma coisa considerada desonrosa. A moral guiava as atitudes destes mestres e ir contra as mesmas era uma coisa quase impensável. A esposa de Misawa já conhecia bem o espírito de seu esposo que buscava de todas as maneiras ajudar as pessoas. Ela condena Misawa por lutar por dinheiro pra ajudar os outros ou para se sustentar e faz com que ele jure que jamais fará isso novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, o coração de Misawa fala mais alto do que sua conduta moral. Ele sai para lutar, consegue dinheiro e aparece na pensão com comida e muito saquê. Todos celebram com grande euforia, tocando e cantando. Menos a esposa de Misawa que fica furiosa com a atitude do marido. Ele tenta se explicar, mas ela não aceita suas desculpas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta noite – em que ele apareceu com comida e bebida – chovia ainda torrencialmente. Depois da festa, no outro dia, a chuva cessa e o sol aparece imponente. Os moradores, diante da benignidade de Misawa, atribuem o estio ao Samurai. E é neste estio que Misawa percebe que deve dar um rumo à sua vida, que não poderia mais viver como um andarilho: era preciso estabelecer raízes e atender aos apelos de sua esposa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O final do filme – claro que não contarei o fim – se desenvolve com um senhor local que quer contratar Misawa após saber de suas habilidades. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Koizumi faz bem feito, mas não alcança os detalhes que o mestre Kurosawa conseguia dar em cada cena de seus filmes, uma vez que seu cinema sempre foi muito mais de imagens e seqüências de imagens do que propriamente centrado em diálogos. Kurosawa foi um mestre que conseguia dizer milhões de palavras em poucas imagens, nas ações de suas personagens, nas relações e no não dito das falas. Não é de se estranhar que o silêncio seja uma forte tônica em seus filmes, bem como o lugar da natureza que fala sempre com grande imponência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A despeito das limitações de Koizumi, &lt;em&gt;Depois da Chuva&lt;/em&gt; vale plenamente pelo roteiro magistral. Fraternidade, paixão e liberdade podem ser citados como conceitos abordados e explorados nesta película. Imperdível para quem gosta de cinema de altíssima qualidade, inteligente e belo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eis o link para baixar o filme no Torrent:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://trixxx.com.br/?p=3611"&gt;http://trixxx.com.br/?p=3611&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-7964367130430261702?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/7964367130430261702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/filmes_14.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7964367130430261702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7964367130430261702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/filmes_14.html' title='Filmes'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pTP58rsfg68/Th-rK0Hue7I/AAAAAAAAAW8/ls2P5g_cM_E/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-1522676861757021610</id><published>2011-07-14T19:44:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T19:44:29.844-07:00</updated><title type='text'>Citações</title><content type='html'>O que será, então, ouvir, se esta é a essência de falar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martin Heidegger&lt;br /&gt;In: Logos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é propriamente aquilo que em mim se chama sentir e isto, tomado assim precisamente, nada é senão pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;René Descartes&lt;br /&gt;In: Meditações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que eu sou tão sagaz, tão perspicaz? Nunca refleti acerca de problemas que não são probelmas; por isso não me "dissipei". Exemplificando: nunca conheci verdadeiros problemas religiosos.&lt;br /&gt;Friedrich Nietzsche&lt;br /&gt;In: Ecce Homo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, quando acontece que a alma se pode considerar a si própria, por isso mesmo, supõe-se que ela passa a uma maior perfeição, isto é, supõe-se que ela é afetada de Alegria e tanto mais quanto se imagina a si mesma e imagina sua potência de agir mais distintamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baruch Spinoza&lt;br /&gt;In: Ética&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-1522676861757021610?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/1522676861757021610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/citacoes_14.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1522676861757021610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1522676861757021610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/citacoes_14.html' title='Citações'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-7749055344611199376</id><published>2011-07-01T07:18:00.000-07:00</published><updated>2011-07-01T07:18:44.624-07:00</updated><title type='text'>Comentários Cotidianos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CaxYL0pdGyc/Tg3VhFUBjpI/AAAAAAAAAW0/12jUsF1MhK8/s1600/Darwin.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" i$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-CaxYL0pdGyc/Tg3VhFUBjpI/AAAAAAAAAW0/12jUsF1MhK8/s320/Darwin.jpg" width="211" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Evolução, adaptação e ciência.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O célebre físico inglês Stephen Hawkings escreveu uma teoria muito intrigante no seu livro &lt;em&gt;O Universo numa Casca de Noz:&lt;/em&gt; para darmos um salto qualitativo em nosso processo evolutivo – ou seja, eliminar nossa agressividade, permitindo assim que todos vivam em paz entre si – seria necessário mudar a estrutura de nosso DNA. Hawkings afirma que o Projeto Genoma será capaz de nos fornecer, num futuro próximo, tecnologia para eliminarmos nossa agressividade natural e criarmos, por meio desta, novos seres humanos mais inteligentes e cordiais. Ele diz sem tremer que nenhum questionamento ético será maior do que a vontade da ciência de modificar nosso DNA neste sentido, inclusive sugerindo a ideia já difundida de que poderemos criar seres humanos sem cérebros em fazendas de órgãos para transplante em pessoas com cérebro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A premissa oculta do argumento de Hawkings reside na sua crença pessoal de que nós seres humanos evoluímos. O vocábulo evolução vem do latim &lt;em&gt;evolutionis&lt;/em&gt; –ação de desenrolar – mas tem seu sentido atrelado a uma compreensão filosófica grega: a teleologia. A teleologia refere-se a causa final das coisas, ou seja, o fim ou escopo das coisas e das ações e da sua causa, que em Platão e Aristóteles é o Bem (&lt;em&gt;Ágathos&lt;/em&gt;). Todas as coisas tendem a algo e sendo o Bem este algo, a tendência é que tudo tenda para o melhor – o sentido positivo do devir, a progressão para a forma, a plenitude do ser. Esta teoria está presente no &lt;em&gt;Timeu &lt;/em&gt;de Platão e na &lt;em&gt;Física &lt;/em&gt;de Aristóteles. Interessantemente, a ideia de uma evolução do material à forma, tão grega em sua essência, ganha contornos espirituais com o advento do Cristianismo. Não muito distante de Platão, o Cristianismo preconiza uma teoria moral que levará seu adepto a um estado espiritual superior que não é deste mundo. O Cristianismo, assim como Platão, toma emprestado um conceito moral-espiritual judaico e indica que a alma tem um objetivo para além deste mundo, onde a alegria e a serenidade suplantam o sofrimento e a confusão. Saí-se de um estado para outro, de um estado inferior para um superior. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece evidente que o conceito de evolução está atrelado à noção de uma gradação ontológica do melhor. É tão subterrânea esta compreensão que até mesmo Charles Darwin toma parte na mesma. Darwin segue o caminho inverso da Bíblia e de suas teorias de que fomos criados em sete dias e que sempre fomos como somos hoje. Na revolucionária obra &lt;em&gt;A Origem das Espécies&lt;/em&gt;, Darwin apresenta a Teoria da Evolução que foi de extrema importância para a atual biologia. A seleção natural é claramente demonstrada por Darwin – partindo da esterilidade à formação de órgãos complexos – mas a questão da evolução como conceito de fundo não é pensada. Seja em termos biológicos, arqueológicos ou de antropologia cultural, a evolução surge como um caminho percorrido em direção a um ideal, uma teleologia da vida. E Darwin não deixa de seguir seus passos. Apesar de explicitar que não acreditava que as espécies tendiam a uma perfeição, assim como o fazia Lamarck que defendia que um organismo vai adquirindo características para se adaptar ao meio e passa essas características para sua prole, Darwin não deixa de usar o termo evolução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A compreensão acerca da evolução é tão forte que a antropologia em seus primórdios pensava em termos de organizações humanas como “grupos primitivos”. Pensadores como Frazer, Malinoswski e Lévi-Strauss, por exemplo, acabaram com essa distorção. Até mesmo na religião encontramos essa abordagem: basta ver a ideia de progresso do Espiritismo e sua compreensão sobre o estado de natureza e “povos primitivos”, já que defende a civilização como progresso e evolução em busca de uma moral superior (leia-se uma moral judaico-cristã). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, voltando a Darwin e à biologia, deve-se ficar claro que o sentido da Teoria da Evolução fica mais adequado quando se pensa na mesma como uma teoria que explica a adaptação das espécies às mudanças do meio ambiente. Esta adaptação pode adquirir contornos interessantes como, por exemplo, a adaptação das bactérias aos antibióticos. Imediatamente somos levados a questionar: então as bactérias estão evoluindo? Não estou argumentando, por exemplo, que o homem não tem parentesco com o &lt;em&gt;Austrolophitecus&lt;/em&gt; ou com o &lt;em&gt;Homo Habilis&lt;/em&gt; até tornar-se &lt;em&gt;Homo Sapiens Sapiens&lt;/em&gt;. Não é isso. Se tomarmos como exemplo os foraminíferos que desde a época Pré-Cambriana até hoje permanecem seres unicelulares, somos obrigados a afirmar que eles se adaptaram muito bem ao meio ambiente. As bactérias se adaptaram às mudanças e exigências do meio ambiente. Do mesmo modo, o homem também vem se adaptando às mudanças não apenas criadas por ele mesmo, mas pela precessão natural e eterna das coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando pensamos em termos de evolução somos obrigados a conjugar na esfera da ciência empírica um conceito metafísico, ou seja, falamos em adaptação e queremos, em verdade, acreditar no bem e no melhor. Mas o bem e o melhor só existem para o homem. Todos os seres vivos buscam o êxito na manutenção da vida e fogem do sofrimento e da morte. Nós fazemos o mesmo, mas com um requinte espetacular. A cultura e tudo o que ela traz consigo – leis, arte, línguas, rituais, crenças, etc. – estão profundamente presentes em nossa visão de mundo. Certa vez Lévi-Strauss afirmou que era impossível para um etnólogo, que estudasse determinado povo “primitivo”, pensar e ser como um nativo. Basta verificar que esse nativo jamais sonharia com um carro ou um celular, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia de evolução está conectada de modo intrínseco com a noção teleológica de caminho para o melhor. Isso não significa, contudo, que não possamos anexar o conceito de bem e melhor à adaptação e ao êxito da mesma. Para nós, uma civilização desordenada, corrupta e violenta é um claro indício de inferioridade, enquanto uma civilização ordenada, honesta e pacífica parece uma evolução humana. Creio que devemos pensar o conceito de evolução como um termo da mudança, mas jamais atrelando a uma crença num futuro que jamais será evidente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a ciência desde Francis Bacon só pode ser chamada assim devido à evidência, parece quase “natural” pensar na evolução como um corolário para uma teoria da eternidade. Contudo, a temporalidade não nos permite pensar em algo como o eterno. Talvez seja mais justo pensar em termos de adaptações – radicais ou não – ao princípio do movimento. Mesmo que eterno seja pensado como a região em que a eclosão e recolhimento das coisas operam, apenas nós humanos é que podemos falar sobre essa região, daí a impossibilidade de pensarmos em termos de evolução e eternidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre buscaremos o melhor e sempre seremos nutridos pela esperança. Mas a ciência, mesmo se valendo destes itens, deve ser, tanto quanto possível, imparcial (se é que depois de Nietzsche ainda podemos pensar em imparcialidade científica). Somos nós que criamos metas e distinguimos entre o melhor e o pior. Um enxadrista iniciante que atinge o nível de um Karpov após anos de estudo parece ter “evoluído” na compreensão do jogo. Mas será possível pensar num confronto entre Alekhine, um grande mestre do passado, e o gênio Kasparov? Houve uma evolução ou apenas o meio ambiente – a compreensão do jogo – mudou e agora são necessários novos conhecimentos, ou seja, uma nova adaptação?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta pequena crônica não quer ser - e nem poderia ser - uma resposta fechada a um assunto tão vasto. Vale muito mais pela provocação: estamos realmente evoluindo, nos adaptando ou apenas fazendo ciência humana, demasiadamente humana?&lt;/div&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-7749055344611199376?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/7749055344611199376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/comentarios-cotidianos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7749055344611199376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7749055344611199376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/comentarios-cotidianos.html' title='Comentários Cotidianos'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-CaxYL0pdGyc/Tg3VhFUBjpI/AAAAAAAAAW0/12jUsF1MhK8/s72-c/Darwin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-5394421939693763791</id><published>2011-07-01T07:11:00.000-07:00</published><updated>2011-07-01T07:34:54.208-07:00</updated><title type='text'>Traduções</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lRKCixXWTEQ/Tg3UxSYyl0I/AAAAAAAAAWw/47l41ofNzOg/s1600/robert_creeley.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" i$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-lRKCixXWTEQ/Tg3UxSYyl0I/AAAAAAAAAWw/47l41ofNzOg/s1600/robert_creeley.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;A chuva&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Robert Creeley&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda noite o som&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tinha que voltar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e cair novamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esta chuva muito persistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sou eu para mim mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que deve ser lembrado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;insistido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com tanta freqüência? É &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que nunca cessa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mesmo o peso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da chuva caindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;terá para mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;algo a mais do que isso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;algo não tão insistente –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;devo estar bloqueado nesta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;inquietação final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, se você me ama, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deite ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser para mim, assim como a chuva,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do cansaço, do destino, semi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;luxúria da indiferença intencional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser molhada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com uma felicidade decente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-5394421939693763791?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/5394421939693763791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/traducoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/5394421939693763791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/5394421939693763791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/traducoes.html' title='Traduções'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-lRKCixXWTEQ/Tg3UxSYyl0I/AAAAAAAAAWw/47l41ofNzOg/s72-c/robert_creeley.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-1216918182117633157</id><published>2011-07-01T07:10:00.001-07:00</published><updated>2011-07-01T07:10:25.180-07:00</updated><title type='text'>Meus Poemas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Toning of Wreath&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os círculos de Ernst se fecharam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- his oedipus rex&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;une semaine de bonté –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as línguas, como as cores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;são a vida do pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na arte todo o ser se revela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aproxima-se de seu estado inefável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas foge, clama por um novo retorno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por tudo aquilo que amamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os círculos de Ernst se fecharam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- aquis submersus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Les milles –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia e noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pinturas de escuridão e luz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inescrutável do abismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inaudito de nossa solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;revelam-se, todos eles,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;naquilo que é pensado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o nascimento da comédia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é o próprio festim dos deuses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aquele estado procurado por Chirico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e até então inabitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os círculos de Ernst se fecharam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Augustine Thomas und Otto Flake&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;his self-portrait –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;das schlafzimmer des meisters&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;onde repousa o superior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a beleza de tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de tudo aquilo que desejamos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;unidade equilibrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;equação inevitável das coisas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sutis, todas elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os círculos de Ernst se fecharam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o silêncio já não é suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-1216918182117633157?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/1216918182117633157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/meus-poemas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1216918182117633157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1216918182117633157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/meus-poemas.html' title='Meus Poemas'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-3080601763133995986</id><published>2011-07-01T07:05:00.000-07:00</published><updated>2011-07-01T07:33:13.828-07:00</updated><title type='text'>Meus livros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Início do Capítulo I do&amp;nbsp;romance&lt;strong&gt; O Livro Branco&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;De como se constitui a personalidade&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;do indivíduo Gabriel Villa-Lobos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um imenso inverno assomava-se sobre as ruas de Nova York, imantando as ruas com um aspecto celestial, acentuando o ar sobranceiro das pessoas envoltas por enormes casacos, eclipsando o Central Park num mar branco de nuvens infernais. Do banheiro de nosso pequeno apartamento no East Village, na área decadente que cerca o Tompkins Square onde judeus, irlandeses, porto-riquenhos e uma dúzia de etnias diferentes haviam imprimido suas marcas definitivas em cada rua, eu divisava – por uma estreita janela – o cinza dos pátios ou, para minha maior felicidade, o corpo nu de minha esposa estendido na cama do quarto contíguo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O inverno acalmava as pirâmides do céu enquanto eu meditava desesperadamente sobre o inusitado desta cena: minha mulher tão próxima, à distância de uma mão, e meus pensamentos – estes sim, centrados em paragens distantes e abstrusas, revoltados com sua infidelidade filosófica – ansiando a mulher desperdiçada na noite anterior. Mas eles ansiavam, outrossim, todas as mulheres da terra. Contudo, apesar desta proposição lógica fundamentar sua mecânica, meu espírito via-se perturbado com o menor indício de traição; enevoava-se numa culpa tão gigantesca que seria preferível que eu me lançasse ao mar em desespero. Mas isso era quase inacreditável, essa retórica agressiva obliterada por minha culpa excessiva. Era uma coisa de mulher, eu pensava. Seguia em frente em minha conquista, mas logo era devastado por uma impotência implacável.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Você é o segundo brasileiro que encontro nesta festa – a mulher que me dizia isto era portenha, totalmente distante dos rostos de morte dos outros convidados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é o segundo brasileiro que conheci hoje – ela repetiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como mulher ela era um fenômeno. Além do mais, era incrível como, aqui em Nova York, eu falava mais espanhol do que português ou inglês. E de certa forma isso estava a meu favor, uma vez que meu inglês era bastante sofrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como você sabe que sou brasileiro? – perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isaac me disse que está tentando arranjar trabalho para você – seu espanhol era sonoro, uma flor dos trópicos que parecia explodir em uma única palavra: sexo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele disse isso? – aquele desgraçado sabia que tal informação me colocaria numa situação difícil. Isaac, para bem da verdade, era um italiano de sangue americano e brasileiro. Nossas famílias se conheciam há muito tempo, gerações inteiras de imigrantes. E aqui, nesta terá inóspita, uma mãozinha amiga era sempre bem-vinda, mas não exatamente desta forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E disse que você está vivendo no Village.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É verdade... mas, a propósito, qual é seu nome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Andala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; An-da-la...parecia crepitar de anseio por sexo. Seus seios pulavam com ferocidade do vestido e sua boca só pedia uma coisa: sexo oral! Meu Deus! Eu estava enlouquecendo – Prazer em conhecê-la, sou Gabriel – estendi minha mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O prazer é meu – ela respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você bebe algo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, vodca com gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fomos até a mesa de bebidas e nos servimos. Com o frio desgraçado que fazia era-me impossível beber cerveja. Servi-me com uma dose dupla de uísque. Ficamos parados, observando os convidados e a decoração do recinto. Tratava-se de um apartamento de italianos que se localizava nas cercanias da estação do metrô na Centre Street. Podia-se dizer que era confortável, apesar de seu tamanho diminuto. Cada vez me convenço mais que o grande problema social de Nova York é espaço: todos lutam contra a falta de espaço, contra o tráfego, contra a asfixia constante que a cidade impõe. É o dilúvio mosaico que obriga o cidadão comum a transformar-se num espírito multifacetado em busca de uma pequena brecha para respirar. Mas que se danem... pois essa mulher com um sotaque tão sexual havia me puxado pela mão e me conduzido até à varanda onde não havia ninguém. O frio era cortante, sólido, mas nós não parecíamos nos dar conta de sua existência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-3080601763133995986?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/3080601763133995986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/meus-livros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/3080601763133995986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/3080601763133995986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/meus-livros.html' title='Meus livros'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-8051630233088136066</id><published>2011-07-01T07:02:00.001-07:00</published><updated>2011-07-01T07:27:21.128-07:00</updated><title type='text'>Escrito dos Amigos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;II &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Jairo Lima&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dois deuses &lt;br /&gt;vermelho&amp;amp;branco &lt;br /&gt;sobre a relva verde &lt;br /&gt;de hastes invioladas pelas dobras dos seus mantos &lt;br /&gt;dois deuses vermelho&amp;amp;branco sobre a relva verde contemplavam o relógio&lt;br /&gt;&amp;nbsp;sem sombras &lt;br /&gt;enquanto a noite já sangrava os vidros azuis da tarde &lt;br /&gt;dois deuses &lt;br /&gt;até então imortais &lt;br /&gt;pousados sobre a relva inviolada &lt;br /&gt;deixavam-se envolver no lençol daquela hora em que o sol &lt;br /&gt;em que a lua em rubis hasteava a sua nódoa estridente de prata &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à sua frente o rio, afluente das flautas, executava em pianíssimo um vôo&lt;br /&gt;&amp;nbsp;transparente de garça &lt;br /&gt;todas as coisas e suas cores e suas vozes tinham nomes e ainda havia o nome &lt;br /&gt;harpa &lt;br /&gt;para dizer o timbre daquela hora lenta vestida em brilhos como uma taça &lt;br /&gt;de vinho &lt;br /&gt;em pétalas &lt;br /&gt;crispadas &lt;br /&gt;naquela tarde em que deuses dormiam o vento enfiava os ombros no manto &lt;br /&gt;das águas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando nada restou daquela hora vermelha escura intensa calada &lt;br /&gt;ouviu-se a respiração dos sinos e ainda eram horas da tarde &lt;br /&gt;as crinas da noite, já quase acordada, &lt;br /&gt;tremiam como quem amanhece &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entre a haste da relva e a primeira estrela já não havia nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-8051630233088136066?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/8051630233088136066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/escrito-dos-amigos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/8051630233088136066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/8051630233088136066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/escrito-dos-amigos.html' title='Escrito dos Amigos'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-3951500812122417521</id><published>2011-07-01T07:00:00.000-07:00</published><updated>2011-07-01T07:01:37.426-07:00</updated><title type='text'>Música</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZqgNPfdivpQ/Tg3SsXo5AQI/AAAAAAAAAWo/XXV76Z-OoTE/s1600/Folder.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="316" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZqgNPfdivpQ/Tg3SsXo5AQI/AAAAAAAAAWo/XXV76Z-OoTE/s320/Folder.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Prelude&lt;/strong&gt; de Eumir Deodato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na arte, assim como no pensamento, há três estâncias fundamentais: o novo, a novidade e o plágio. O plágio é a falta de criatividade e inteligência que usa mão daquilo que já foi criado. A novidade cria algo diferente daquilo que está estabelecido como referencial, é instigante, mas sua duração é curta devido ao fato da mesma residir na superfície do pensamento. O novo, por sua vez, mergulha na profundidade do pensamento, quebra referências e cria novas interações e apreciações estéticas, mantendo-se na “eternidade”. Mas há uma quarta estância que possui vida própria: o fazer bem feito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazer bem feito indica o domínio da técnica da arte, bom gosto e uma dose de criatividade, mas não chega a ser uma novidade ou algo novo. É agradável por si só e se basta por si só. Há momentos específicos em que a arte bem feita é apreciada e produz efeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Creio que o álbum Prelude do músico brasileiro Eumir Deodato esteja incluído na quarta estância. Álbum de grande bom gosto e de maturidade musical, contou com um time de primeiríssima qualidade como Ron Carter (baixo acústico) e Stanley Clarke (baixo elétrico), Hubert Laws (flauta), Billy Cobham (bateria) e Marvin Stamm (trumpete). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O álbum alinha uma pegada jazzística que mescla a musicalidade brasileira ao funk norteamericano nas composições do músico brasileiro. Deodato ainda incluiu duas versões: Assim falava Zaratustra de Strauss e Prelúdio para uma tarde de um Fauno de Debussy. Os músicos americanos se encarregaram do sotaque jazzístico e funk do álbum, enquanto Deodato prima pela escolha bem feita das linhas melódicas e da brasilidade tão presente nas músicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há o novo aqui por se tratar de um álbum de seu tempo: parece que estamos transitando entre as ruas de Nova York e do Rio de Janeiro ao mesmo tempo. E tudo isso como se estivéssemos na década de 70. É latente a musicalidade desta década: percussão, guitarras swingadas e com solos a la Santana e Woodstock, baixo elétrico mandando e uma cadência rítmica dançante. Deodato, além do mais, cria climas especiais em cada música, possibilitando a criação de visualizações mentais gratificantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para mim, além das excelentes versões, o destaque é a música September 13. Stanley Clarke destrói tudo e o groove é onipresente. É como perseguir um bandido nas ruas de Nova York dentro de um filme de Charles Bronson. Está tudo ali: a neblina, as esquinas iluminadas, os táxis amarelos, as árvores do Central Park, os negros de casacos e as barraquinhas de cachorro quente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recomendo para quem está de bem com a vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Eis o link para baixar o álbum:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sacundinbenblog.blogspot.com/2008/02/eumir-deodato-prelude.html"&gt;http://sacundinbenblog.blogspot.com/2008/02/eumir-deodato-prelude.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-3951500812122417521?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/3951500812122417521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/musica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/3951500812122417521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/3951500812122417521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/musica.html' title='Música'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ZqgNPfdivpQ/Tg3SsXo5AQI/AAAAAAAAAWo/XXV76Z-OoTE/s72-c/Folder.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-2163518624077271044</id><published>2011-07-01T06:55:00.000-07:00</published><updated>2011-07-01T07:31:41.355-07:00</updated><title type='text'>Artes Visuais</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="320" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-n8abui1riAE/Tg3PJMMhhHI/AAAAAAAAAWI/Nqg-Af_UUpY/s320/baccus.jpg" width="172" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Baco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2ryqcIkEWGM/Tg3Ppb0JJ4I/AAAAAAAAAWQ/OFXHG_MSixE/s1600/michelangelo12.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-2ryqcIkEWGM/Tg3Ppb0JJ4I/AAAAAAAAAWQ/OFXHG_MSixE/s320/michelangelo12.jpg" width="154" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;David.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PqYIp2OKxT8/Tg3Rgv-LXXI/AAAAAAAAAWg/MV7tIjCZ_C8/s1600/michelangelo32.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-PqYIp2OKxT8/Tg3Rgv-LXXI/AAAAAAAAAWg/MV7tIjCZ_C8/s320/michelangelo32.jpg" width="251" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Capela Sistina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Instituto Ricardo Brennand, localizado na Várzea, bairro do Recife, realizará a exposição de desenhos, gigantografias e esculturas em gesso do grande mestre renascentista Michelangelo Buonarroti entre os dias 6 de julho a 4 de setembro. Diante desta oportunidade imperdível, creio que vale a pena falar um pouco sobre este grande mestre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pai de Michelangelo esperava que o filho fosse mercador e que mantivesse o nome e a riqueza da família. Entretanto, Michelangelo não seguiu os anseios de seu pai e foi estudar pintura com Domenico Ghirlandaio e logo em seguida foi estudar a arte da escultura nos jardins dos Médici.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com 16 anos faz a Batalha dos Centauros e a Madona das escadas, esculturas que mostravam ainda imaturidade na técnica, mas uma personalidade forte na composição. Com a morte de Lorenzo, o Magnífico e as diversas crises que dividiram Florença, Michelangelo parte para Roma onde elabora sua primeira escultura em grande escala, Baco,em 1496. Não apenas o espírito renascentista está fortemente presente, como já é notável aqueles traços que o imortalizaram com uma de suas obras primas, a Piéta (1498-1500). Trafegando de temas cristãos para temas pagãos, Michelangelo compõe suas esculturas com ainda mais vigor, intensidade, clareza e beleza do que suas pinturas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre os anos de 1501 e 1504 ele produz o magnífico David de 4,34 metros. Aqui, não é tanto o sangue romano que corre em suas veias, mas sim o sangue grego: a perfeição em pessoa se faz presente e o artista atinge um nível incomensurável. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em abril de 1508, Julius II convoca Michelangelo para pintar sua obra mais grandiosa e que o imortalizaria: o teto da Capela Sistina. Extremamente vaidoso de sua produção, Michelangelo não permitia que ninguém além do papa contemplasse o andamento de seus trabalhos – inicialmente foram 300 figuras no teto da Capela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com 37 anos e após terminar cerca de 400 figuras, Michelangelo sentia-se cansado com a tarefa hercúlea de pintar o teto da Capela: quatro longos anos de genialidade, dedicação e trabalho árduo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É neste mesmo período que o gênio renascentista elabora a tumba de Julius II com a monumental e enigmática figura de Moisés segurando as tábuas dos Dez Mandamentos. É neste período que ele demonstra sua genialidade também na arquitetura ao elaborar a Biblioteca Laurentina, seguindo das tumbas dos Médici. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1535, o artista começa a elaborar um enorme afresco sobre o Julgamento Final. Michelangelo retrata uma humanidade que se depara com a salvação e suas fraquezas. Este afresco é o maior do Renascimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, sua coroação é definitiva com seu projeto de arquitetura para a Basílica de São Pedro. Apesar de elaborada a partir do planejamento de Donato Bramante, o gênio de Michelangelo está presente no altar e no domo da Basílica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Creio que até o mais desinformado leitor sobre arte deve ter reconhecido, pelo menos, duas ou três das obras citadas aqui. Gênio de magnitude ímpar, a grandiosidade da arte de Michelangelo corta o tempo e nos obriga a olhar com admiração para o passado. Diante de tanta beleza, até parece possível afirmar a eternidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-2163518624077271044?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/2163518624077271044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/artes-visuais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/2163518624077271044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/2163518624077271044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/artes-visuais.html' title='Artes Visuais'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-n8abui1riAE/Tg3PJMMhhHI/AAAAAAAAAWI/Nqg-Af_UUpY/s72-c/baccus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-5075600392321286421</id><published>2011-07-01T06:43:00.000-07:00</published><updated>2011-07-01T06:43:15.426-07:00</updated><title type='text'>Filmes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2oZDZOZpLRE/Tg3OOcM449I/AAAAAAAAAWE/QVW6LUWL0xM/s1600/obrigado_por_fumar_03.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" i$="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-2oZDZOZpLRE/Tg3OOcM449I/AAAAAAAAAWE/QVW6LUWL0xM/s320/obrigado_por_fumar_03.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Obrigado por Fumar&lt;/strong&gt; de Jason Reitman&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme Obrigado por Fumar é uma sátira inteligente ao politicamente correto. Semana passada eu assisti um programa que tratava dos festivais de música brasileira: todo mundo fumava... até os repórteres fumavam. E isso ao vivo! Hoje em dia, onde o politicamente correto é regra, fumar em público é quase um crime e o sujeito pode ser execrado da sociedade. Não sou fumante, mas creio que há muito exagero no modo como se trata a questão hoje em dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme de Jason Reitman trata de um lobista da indústria do cigarro. Aaron Eckhart vive Nick Laylor, porta voz e lobista desta indústria. Logo no início do filme há um programa de tv de entrevistas em que um rapaz é apresentado como portador de um câncer gravíssimo devido ao fumo constante. Ao lado do lobista e do doente, há um grupo de ativistas contra o fumo. A platéia está indignada. Naylor, em pensamento, afirma que trabalha para uma organização que mata 12000 pessoas diariamente: dois jumbos cheios de gente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa indústria recruta cientistas e advogados para lhe defender. Mas o papel do velho Nick é enfrentar a opinião pública. E já no início do debate ao vivo na tv ele questiona quais os benefícios que a indústria do cigarro teria com a perda de um cliente. E logo em seguida ataca seus detratores ao afirmar que são eles que lucram com a morte das pessoas afetadas por câncer via fumo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda semana Nick vai a um restaurante tomar umas com seus amigos Polly e Bobby Jay. Polly representa a indústria do álcool e Bobby a indústria das armas. Mais politicamente incorreto é impossível. E é nessa sintonia que a sátira inteligente do filme de Reitman vai se avolumando e trazendo as situações mais absurdas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao visitar um grande produtor de cinema, Jeff Megall, para saber sobre a possibilidade do cigarro retornar às telas, Nick pergunta se Jeff se preocupa com a questão da saúde. Jeff responde que não é médico, mas sim um facilitador. Acrescenta que a informação está disponível e que são as pessoas que deveriam decidir. Seria, segundo ele, moralmente presunçoso dizer o que é certo ou errado. Genial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nick é enganado por uma jornalista sem escrúpulos que busca informações sobre sua vida, mas tudo continua na mesma num mundo onde a hipocrisia é a moeda de troca. Numa cena instigante, ele vai com seu filho pequeno visitar o garoto propaganda da Marlboro que está morrendo de câncer. O cara quer abrir um processo contra a empresa de Nick e aparecer na imprensa para falar mal do cigarro. Nick coloca uma pasta à sua frente com um milhão de dólares. O cara diz que sua dignidade não está à venda e pergunta o que significa tudo aquilo. Nick diz: “Ligue para a CNN. Quando chegarem, abra a maleta. Derrame todo o dinheiro no chão. Você vai doar esse dinheiro para a Fundação Contra o Câncer. Aí o cara pergunta: “E minha família?”. Nick responde: “Você não pode ficar com o dinheiro e nos processar”. Ao sair de carro com seu filho, o menino pergunta como o pai sabia que ele aceitaria o dinheiro. “Seria louco se recusasse o dinheiro!”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O clima de discurso correto e desejos proibidos se intercalam num filme que preza pela inteligência e pelo bom humor. Para quem bebe, fuma ou possui uma arma, realmente recomendo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O link para baixar o filme:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://baixarofilme.net/obrigado-por-fumar-legendado/"&gt;http://baixarofilme.net/obrigado-por-fumar-legendado/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-5075600392321286421?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/5075600392321286421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/filmes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/5075600392321286421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/5075600392321286421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/filmes.html' title='Filmes'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2oZDZOZpLRE/Tg3OOcM449I/AAAAAAAAAWE/QVW6LUWL0xM/s72-c/obrigado_por_fumar_03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-2989451826983542365</id><published>2011-07-01T06:33:00.000-07:00</published><updated>2011-07-01T08:14:31.550-07:00</updated><title type='text'>Citações</title><content type='html'>Se Nietzsche lesse quadrinhos, saberia quem é o super-homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Figuerôa&lt;br /&gt;In: Quadrinhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem o mais profundo pensou, ama o mais vivo. Quem olha fundo no mundo, este compreende a elevada juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hölderlin&lt;br /&gt;In: Sócrates e Alcibíades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundo - o mesmo em todas as coisas -, nenhum deus ou homem o fizeram, mas foi, é e será sempre um fogo sempre vivo, acendendo-se e apagando-se por medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heráclito&lt;br /&gt;In: Fragmento 30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o nascer e o perecer não tem os Gregos nenhuma crença correta, porque nenhuma coisa nasce ou perece, mas, das coisas que são - cada coisa - se compõe e separa. E, assim, deveria ao nascer chamar-se composição e ao perecer dissolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anaxágoras&lt;br /&gt;In: Fragmento 17&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essência da verdade é a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martin Heidegger&lt;br /&gt;In: Sobre a essência da verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-2989451826983542365?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/2989451826983542365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/citacoes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/2989451826983542365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/2989451826983542365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/07/citacoes.html' title='Citações'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-8713678353224949045</id><published>2011-06-08T07:02:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T07:23:49.573-07:00</updated><title type='text'>Comentários Cotidianos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zbjG_z6VS-A/Te-BfBEfPFI/AAAAAAAAAWA/f54D6edHPO0/s1600/imagesCA9P30RN.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-zbjG_z6VS-A/Te-BfBEfPFI/AAAAAAAAAWA/f54D6edHPO0/s1600/imagesCA9P30RN.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do conhecimento no Renascimento&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós, homens pós modernos, nos ufanamos de viver um século de conhecimento e avanços inigualáveis. De fato, há novos conhecimentos e grandes avanços nas ciências, mas não devemos nos esquecer que muito do que produzimos neste século é mais informação do que conhecimento e, ainda mais importante, trata-se de uma tecnociência que produz mais bens de consumo baseados na tecnologia do que em avanços sobre a compreensão de questões fundamentais ao ser humano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Interessantemente, questões que sempre instigaram o pensamento humano – e que possuem caráter supra-sensível em essência - parecem todas respondidas de uma só vez. O pensamento, quando se apressa, quase sempre incorre em erros e dogmas, sejam eles de natureza científica, filosófica, religiosa ou moral. O pensamento, posto em marcha, possui quase sempre o caráter meditativo e não meramente calculador – modo tão próprio às tecnociências vigentes e que elaboram novas mitologias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de nos arvorarmos num direito que não é exclusivamente nosso, é muito comum nos depararmos com esse sentimento de grandiosidade no seu sentido mais particular quando, para bem da verdade, ele já foi conquistado e compartilhado por outros homens. Quero me referir aqui a um momento bastante rico de nosso pensamento, ou seja, um momento do Ocidente: o Renascimento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Renascimento é, antes de tudo, uma mudança radical na atitude dos homens perante o mundo e a vida, perante a verdade e o conhecimento. Tal poder que deriva desta visão de mundo se traduz por um retorno consciente feito pelos renascentistas à sabedoria grega e romana. Mas, fato importante, esse regresso não é uma retomada que repete ipse literi a Antiguidade. Temos muito mais uma tentativa grandiosa de continuação e alargamento das fronteiras deixadas pelos gregos e latinos do passado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos pontos cruciais do Renascimento – e seu primeiro grande anúncio se dá com Dante Alighieri – é partir da cultura medieval e escolástica para atingir essa amplitude posterior, mas derivada da Tradição. Neste embate entre a Tradição secular e o retorno, teremos a força motriz capaz de produzir gênios gigantescos que possibilitariam uma revolução no pensamento. O século XIV é, de fato, a origem de um processo que se estenderá até o advento da Modernidade que, em certos pontos, ainda mantém os lastros do pensamento medieval e renascentista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O humanismo renascentista não apenas coloca o amor à sabedoria como a ordem do dia, mas insere-a na sua realidade histórica efetiva: os acontecimentos ganham uma dimensão histórica não encontrada na Idade Média. Além do mais, o homem ganha novos contornos e é inserido no mundo da natureza e da história e se torna capaz de forjar seu próprio destino. O indivíduo ganha lugar de importância uma vez que o mesmo está ligado à história e à natureza: trata-se de um jogo em que a analogia e a simetria permitem vislumbrar os meandros mais complexos da relação entre universal e particular. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Renascimento é declarada a aversão ao ascetismo medieval e toma lugar o reconhecimento do valor do prazer – retorno ao epicurismo. Porém, este reconhecimento conecta o homem à comunidade humana e ganham destaque a poesia, a história, a eloquência e a filosofia como conhecimentos que podem, verdadeiramente, indicar o que o homem deve ser: a ética se alinha à ontologia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No âmbito religioso, o renascentista reconhece a identidade essencial entre filosofia e religião e acentua a unidade de todas as religiões, mesmo percebendo a diversidade dos cultos. Tal atitude (já levada a termo por Alexandre, o Grande, por exemplo) enriquece não apenas a religião em si, mas permite que a filosofia se embrenhe pelo terreno da cultura, daí a valorização das expressões acima citadas. O homem é capaz, agora, de interrogar a natureza e desenvolver métodos que satisfaçam sua curiosidade natural, culminando com a revolução do nascimento da investigação científica e da nova concepção de mundo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dante, em sua poesia, ressalta a renovação sofrida por seu espírito sob o poder espiritualizante do amor. Seu “doce estilo novo” é ditado por forças íntimas e por seu destino individual, mas carregando consigo uma renovação universal: religião, arte, Igreja e Estado. Sua alma, que sai das esferas do pecado e da culpa, atinge a purificação do Lete e do Eunoé e realiza não a preparação da alma do poeta, mas sim&amp;nbsp; a ascensão e renovação do homem Dante. A busca, em síntese, é pela felicidade, onde a riqueza alegórica da arte interfere como instrumento para esta mesma renovação. O sangue, os ossos, a carne em si que habitam seus poemas é um forte indicativo desta necessidade de chamar o homem concreto para a viagem ultraterrena: a renovação torna-se palavra de ordem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Petrarca, ainda no século XIV, na obra &lt;i&gt;De remediis utriusque fortunae&lt;/i&gt;, reconhece que a contradição é lei da vida – princípio da polaridade retirado da gnose neoplatônica presente na obra &lt;i&gt;Caibalion &lt;/i&gt;– e reconhece que a maior luta que enfrentamos, a mais áspera, é aquela luta que se trava no próprio homem. Coluccio Salutati dá nome a tal luta: a morte. Suas &lt;i&gt;Epistolae&lt;/i&gt; são um indicativo desta revolta contra a morte – tão presente no &lt;i&gt;Mito de Sísifo&lt;/i&gt; de Camus – e uma afirmação veemente pela vida. Esta tese se agiganta na obra &lt;i&gt;De voluptate&lt;/i&gt; de Lourenço Valla onde surge a tese de que o prazer é o único bem para o homem. Para Valla, o único fim da atividade humana é o prazer  e, neste sentido, as artes liberais – medicina, jurisprudência, poesia, oratória – não possuem outro fim que não o prazer. Valla sabe que o anseio do homem pela imortalidade é um peso e que por ser mortal lhe parece que a natureza está em débito para com ele. Todavia, este renascentista estava ciente de seus limites e entendia que essa era uma exigência impossível de ser atendida. Além do mais, Valla ousa discordar de Aristóteles, dizendo que o mesmo é filósofo e não &lt;i&gt;sophos&lt;/i&gt;, possibilitando a variedade de opiniões mesmo sobre as autoridades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Miguel de Montaigne, nos seus &lt;i&gt;Ensaios&lt;/i&gt;, temos o exemplo claro de um renascentista que quer por à prova a sabedoria dos antigos. O homem renascentista é um homem da vida e que valoriza a experiência: filosofar quer dizer, aqui, voltar-se para si mesmo, lançar um olhar profundo sobre seu eu – esta base permitira a revolução cartesiana de Descartes e os pensamentos de Pascal. Enaltece os sentidos, assim como Nietzsche, mas reconhece que ao conhecimento sensível falta um critério para distinguir a verdade da falsidade. Seja como for, em Montaigne temos o próprio autor como assunto da obra – e aqui nos lembramos do &lt;i&gt;Satyricon&lt;/i&gt; de Petrônio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com Maquiavel temos a junção do humanismo renascentista com uma exigência de renovação política. Procura-se renovar o homem não apenas em sua individualidade, mas na sua vida em sociedade. O historicismo e o jusnaturalismo são aspectos concretos da vida do indivíduo e da realização concreta da vontade política. &lt;i&gt;O Príncipe&lt;/i&gt;, já no século XVI, preconiza uma república livre, tal como esta existiu nos primórdios da nação romana: trata-se de uma sociedade baseada na liberdade e nos bons costumes, mas como essa tarefa é de difícil consecução, surge a necessidade de um príncipe com poderes para unificar e reorganizar a nação. Maquiavel ensina os políticos a sempre contarem com o pior, mas entendendo que o domínio da ação política é justificada pela exigência que lhe é intrínseca: reconduzir os homens a uma sociedade ordenada que pressupõe a liberdade do homem e o problema da história. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nicolau de Cusa renova o platonismo – atitude já encetada pelos neoplatônicos, nomeadamente Filon, Saccas, Jâmblico, Plotino e Porfírio – e na sua &lt;i&gt;De docta ignorantia &lt;/i&gt;(uma das obras mais conhecidas do Renascimento) estabelece a natureza do conhecimento em si – tarefa magistralmente realizada por Kant na sua &lt;i&gt;Crítica da Razão Pura &lt;/i&gt;– atrelada ao conhecimento matemático. O homem pode se aproximar da verdade por graus sucessivos, entendendo que esses graus são finitos, mas que a verdade é o ser em grau infinito. O homem é um “Deus criado” e que não pode tender para outra coisa senão para ser aquilo que é e, apenas deste modo, pode reproduzir a infinitude de Deus – teoria defendida por Aleister Crowley no seu &lt;i&gt;O Livro da Lei.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marsílio Ficino, na sua &lt;i&gt;Theologia platonica&lt;/i&gt;, insere a Cabala definitivamente no universo da teologia e permite novas abordagens sobre o cristianismo. Além do mais, Ficino traduz Platão e elabora comentários valiosos, assim como traduz as &lt;i&gt;Enéadas&lt;/i&gt; de Plotino, o ponto mais alto do neoplatonismo. Pico de Mirândola segue esse caminho e elabora a célebre argumentação da justificação do cristianismo através da adição da letra hebraica Schin ao tetragramaton, o nome hebraico de Javé. Na obra &lt;i&gt;De ente et uno&lt;/i&gt; ele conjuga doutrinas orientais com magia e cabala, uma verdadeira inovação no seu tempo que culmina com a realização monumental de Cornellius Agrippa com seu &lt;i&gt;De occulta philosophia&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Giordano Bruno defende as teorias de Copérnico no seu &lt;i&gt;Cena delle ceneri &lt;/i&gt;e Campanella reitera a importância do conhecimento de si, já que sua &lt;i&gt;Metafísica&lt;/i&gt; afirma que queremos conhecer algo diverso de nós pelo simples fato de que queremos o que nós próprios somos – uma visão de ser-no-mundo inovadora. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste lastro é que surgirão grandes figuras do Renascimento: Francis Bacon, Galileu e Leonardo. Galileu havia elucidado o método de investigação, mas é Bacon quem compreende o verdadeiro poder da ciência. Na obra &lt;i&gt;Novum organum &lt;/i&gt;– que apontou para uma lógica diferente da lógica aristotélica – ele elabora uma lógica do procedimento técnico-científico: a ciência deve conquistar a natureza, valer-se de experimentos e atingir verdades evidentes.  Porém, Bacon não se vale da matemática como assim o fizeram Leonardo, Kepler e Galileu. Contudo, ambas as determinações só poderiam enriquecer a tarefa científica, levando-a a um nível mais amplo e de grande alcance.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perceba-se que não citei os grandes pintores deste período e suas inovações: o próprio Leonardo, Dürer, Jan van Eyck, Bosch, Michelangelo, Brueghel, Holbein, etc. Além do mais, é nesta efervescência que Gutenberg fará sua revolução: a imprensa. Interessante que a imprensa minará o poder da Igreja e de seus copistas, mas a Reforma – Lutero traduz a Bíblia para o alemão – parece apontar, como bem nos lembrou Nietzsche, para um caminho diferente do Renascimento já que possuía como base os dogmas que os renascentistas combatiam. Ao lado da Reforma convivem os místicos de Tübingen como Valentin Andreae, Besold e Simon Studion que viveram o momento de divulgação do rosacrucisnismo por intermédio dos manifestos &lt;i&gt;Fama, Confessio e o Casamento Alquímico&lt;/i&gt;. Studion elaborou uma intrigante obra intitulada &lt;i&gt;Naometria &lt;/i&gt;onde “profetizava” o naufrágio do papa e do catolicismo. Apesar de certo caráter protestante, o rosacrucianismo renascentista possui vida própria e indicava esse espírito renovador do Renascimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A lista é quase interminável. O Renascimento foi um período de grande efervescência do pensamento onde o conhecimento e as artes atingiram grandes conquistas e nos legaram uma sabedoria que jamais pode ser esquecida. No século XXI, onde o comportamento heterodirigido da pós modernidade dita a visão de mundo da maioria, vale sempre a pena revisitar estes gênios: somos remetidos à nossa humanidade e nosso pensamento desloca-se desse etnocentrismo tecnológico – que é importante e deve ser também louvado, mas não como única realidade possível – para paragens onde podemos nos enxergar de modo mais completo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez o velho Foulcault não tenha entendido a dimensão existencial do Renascimento, a dimensão da vida fáctica. No capítulo II de seu livro &lt;i&gt;As Palavras e as Coisas&lt;/i&gt;, ele reduz tudo às quatro similitudes – &lt;i&gt;convenientia, aemulatio, analogia e simpatias&lt;/i&gt;. Creio que Giambattista Della Porta e Paracelso rir-se-iam desta redução: o Renascimento é uma estação alta do pensamento onde devemos nos reportar sempre para que nossa atenção não se desvie exageradamente com frivolidades.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-8713678353224949045?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/8713678353224949045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/comentarios-cotidianos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/8713678353224949045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/8713678353224949045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/comentarios-cotidianos.html' title='Comentários Cotidianos'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zbjG_z6VS-A/Te-BfBEfPFI/AAAAAAAAAWA/f54D6edHPO0/s72-c/imagesCA9P30RN.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-4581726347045897407</id><published>2011-06-08T07:01:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T07:01:09.183-07:00</updated><title type='text'>Meus Poemas</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:Calibri;	mso-font-alt:"Century Gothic";	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:Calibri;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-language:EN-US;}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Kentucky com lágrimas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O sangue já não lhe corria nas veias&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;– pobre diabo, duro como uma pedra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Sua mãe, estendida numa varanda perdida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;nos confins do Kentucky,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;contemplava as árvores sem folhas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;e lembrava de suas palavras:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;“Por favor, por favor...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;... deixem-me entrar”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Havia tanta dor naquelas palavras -&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;mais do que uma mãe poderia suportar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;mais do que uma eternidade inteira -&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;ou seria esse gosto de cinzas na boca&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;que lhe impedia de ser honesta consigo mesma?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Não há certezas diante da dor –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;apenas esse hiato que torna negro os céus&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;empalidece as nuvens&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;e encharca de orvalho as lágrimas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;“Pobre diabo’, repetiu seu melhor amigo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;‘ele não deveria ter partido agora”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A solidão não é mais uma dádiva&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;e todas as esperas se fizeram inúteis&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;e o velho caminho da escola&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;que antes habitava a memória -&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;com aléias pálidas e lilases esquecidos -&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;agora é uma distância,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;um lamento protegido por ventos marinhos invisíveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Um caixão bem composto,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; flores estupidamente coloridas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; um frio em tudo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; e a impossibilidade imanente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Tanto a dizer, tanto a fazer&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;mas a morte, sorrateira como o diabo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;arrancou seu último suspiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;traiu suas esperanças&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;fez-se maior do que o inverno&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;e levou seus dias, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;cravou de gelo a pedra angular&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;verteu de sangue seu altar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;legando ao mundo seus versos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;suas palavras finais&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;lembradas com tristeza&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;numa varanda perdida do Kentucky.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-4581726347045897407?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/4581726347045897407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/meus-poemas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/4581726347045897407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/4581726347045897407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/meus-poemas.html' title='Meus Poemas'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-1116884594481047720</id><published>2011-06-08T06:59:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T06:59:05.130-07:00</updated><title type='text'>Contemporâneas I</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C03%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:Calibri;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:Calibri;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-language:EN-US;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable	{mso-style-name:"Tabela normal";	mso-tstyle-rowband-size:0;	mso-tstyle-colband-size:0;	mso-style-noshow:yes;	mso-style-parent:"";	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;	mso-para-margin:0cm;	mso-para-margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:10.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-ansi-language:#0400;	mso-fareast-language:#0400;	mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapedefaults v:ext="edit" spidmax="1026"/&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapelayout v:ext="edit"&gt;   &lt;o:idmap v:ext="edit" data="1"/&gt;  &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cxH8FgRqsxI/Te-ADKYHLqI/AAAAAAAAAV0/drIMjPUS3EE/s1600/hamlet-48.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-cxH8FgRqsxI/Te-ADKYHLqI/AAAAAAAAAV0/drIMjPUS3EE/s200/hamlet-48.jpg" width="148" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Num século extremamente afetado como o nosso em que o politicamente correto virou paranóia, não podemos mais usar termos como negão, veado, magrela, dentuço, baixinho, gordinha, quatro olhos, etc. Tudo, agora, ofende alguma minoria. Interessante como essa preocupação tornou-se o centro das discussões políticas e o que era para ser o mais importante – as relações de trabalho – ficou em segundo plano. Parece-me que as teorias administrativas de Peter Drucker e Peter Senge e de Fukayama em relação à História dominaram o capitalismo e não conseguimos mais enxergar o lugar das lutas de classes, os sindicatos, as greves, hora de trabalho, direitos do trabalhador, etc. Tudo, neste capitalismo pós moderno centrado na tecnologia e na qualidade, parece resumir-se a questões hermenêuticas de microfísica do poder (traduzindo: tudo se resume a uma grande frescura!).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-1116884594481047720?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/1116884594481047720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/contemporaneas-i.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1116884594481047720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/1116884594481047720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/contemporaneas-i.html' title='Contemporâneas I'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-cxH8FgRqsxI/Te-ADKYHLqI/AAAAAAAAAV0/drIMjPUS3EE/s72-c/hamlet-48.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-5440014147110838319</id><published>2011-06-08T06:56:00.001-07:00</published><updated>2011-06-08T06:56:32.245-07:00</updated><title type='text'>Meus livros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Trecho do romance Diário de um Percurso Absurdo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Palatino Linotype";	panose-1:2 4 5 2 5 5 5 3 3 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-536870009 1073741843 0 0 415 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p.MsoBodyTextIndent2, li.MsoBodyTextIndent2, div.MsoBodyTextIndent2	{mso-style-noshow:yes;	mso-style-link:" Char Char";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	text-align:justify;	text-indent:35.45pt;	line-height:150%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	mso-bidi-font-size:10.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}span.CharChar	{mso-style-name:" Char Char";	mso-style-noshow:yes;	mso-style-locked:yes;	mso-style-link:"Recuo de corpo de texto 2";	mso-ansi-font-size:12.0pt;	mso-ansi-language:PT-BR;	mso-fareast-language:PT-BR;	mso-bidi-language:AR-SA;}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable	{mso-style-name:"Tabela normal";	mso-tstyle-rowband-size:0;	mso-tstyle-colband-size:0;	mso-style-noshow:yes;	mso-style-parent:"";	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;	mso-para-margin:0cm;	mso-para-margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:10.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-ansi-language:#0400;	mso-fareast-language:#0400;	mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Palatino Linotype&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;As ladeiras de Olinda quebrantavam-se como um relevo de ondas estagnadas, corroídas, permeando a rua atávica, engendrando um movimento imperceptível que as luzes solares formavam ao encharcarem as pedras do calçamento. Palmeiras esferóides, circunvizinhas ao limite textual do mar, adornavam os picos concêntricos das igrejas, fixando esta bruma setentrional que recarregava o vento nordeste, evolado na densa massa atmosférica que era formada no centro geométrico da cidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Palatino Linotype&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;Ladrilhos portugueses. Varandas mouras. Respiração holandesa. Negros, negros, negros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Palatino Linotype&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;Segui com cautela - apreendendo os centímetros dos ângulos inter-relacionados. Seguir com o fremitar do concreto das pedras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Palatino Linotype&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;Desci a ladeira da Misericórdia e fui dragado pelo fluxo ancestral, marítimo do tempo, da Rua 13 de Maio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Palatino Linotype&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;Alexandra flutuando sua escultura. Sua cultura mental asteca. Maia, sim, com efeito. Renascentista, exatamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Palatino Linotype&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;Um branco morno decaía na decomposição da estrutura da parede de sua casa, quase como um interlúdio, um próprio allegro enérgico. Fitei o sol emparedado, solitário em sua clausura necessária. Há sempre o que desejar, cravejado na boca de Alexandra. Creio - agora - que sua forma instalava-se sorrateiramente numa aresta posta entre Botticelli e Cimabue, entre o sangue ruivo e o chumbo esverdeado, contudo demarcado pela força geobiológica dos traços holandeses de Fonseca. Ganindo como uma cadela!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 0.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Palatino Linotype&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;A casa de Alexandra criava uma ilusão espacial. Era agradável, realmente. Pequenas casas perfiladas à margem do declive. A casa de Alexandra apresentava-se simples: uma entrada de cinco metros de largura tendo apenas uma porta rústica, uma janela branca e uma inscrição em latim apregoada no cimo da porta: virtus, justitia, pietas. Nunca soube, ao certo, as razões que levaram Alexandra a demonstrar esta insígnia da República Romana como cartão de visita. Que assim seja! Bati na porta com força e ela abriu-se: Alexandra esboçou e concluiu seu sorriso campestre, esparso, completo. Senti-me feliz em vê-la: uma mulher dessas é uma raridade impensável. Meu Deus, como ela estava linda com um simples vestido florido. Flores. Girassóis profusos. O que eu poderia falar? Que frase seria bem colocada? Antes que minha mente pensasse em me obrigar a agir, Alexandra puxou-me para dentro de sua casa. Aí é que estava a armadilha do espaço: a entrada não permitia - a ninguém - antever quão extensa era sua casa, distendida como um rio sobre um pequeno morro; parecia atravessar até ao quintal onde podíamos ver, ao longe, a magnitude filosófica do Recife.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Palatino Linotype&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;- Gabriel... Que surpresa agradável. Você disse que só viria pegar o carro daqui a três dias - Idiota que fui, esqueci completamente do meu carro estacionado em frente à sua casa. Isto me deixou louco, perdido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Palatino Linotype&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;- Não, não vim pegar o carro - pausa - queria apenas lhe visitar - Tentei redimir, gaguejando. Sua beleza explodia no Limbo, criando ondas mentais que me deixavam oprimido e confuso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Palatino Linotype&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;- Claro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 0.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Palatino Linotype&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;Alexandra seguiu para a cozinha. Observei-a. Era espantoso. A sala em que eu me encontrava retinha - por um mecanismo arquitetônico posto nas entrelinhas do telhado descoberto - a luz que vinha do exterior, adornando os objetos do recinto com uma peculiaridade medieval. O sofá e a mesa eram de madeira rústica, bem trabalhada. Alguns quadros pintados por artistas locais - numa tentativa de reproduzir obras renascentistas - eram cuidadosamente colocados nas paredes (quase uma atitude matemática). Notei que um exemplar original do Oráculo, de Graciano, o jesuíta espanhol e precursor do pessimismo de Schopenhauer, encontrava-se aberto e marcado sobre um móvel ao lado da janela fechada. Essa obsessão de Alexandra pela História Medieval, pela pintura desta época, pela filosofia renascentista, era como um terremoto que engalanava sua personalidade com uma aura do Extraordinário. Cheguei a crer, certa vez, que ela era, realmente, a reencarnação de um jesuíta bastante culto. Cultivar o latim como segunda língua não é algo normal, não neste lugar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Palatino Linotype&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;- Voltei! - ela exclamou ao adentrar novamente a sala. Trazia uma garrafa de gim, soda, limão, gelo e dois copos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Palatino Linotype&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;- Deixe-me ajudar - peguei os copos e a garrafa; depositei-os na mesa. Sentamo-nos nas poltronas da sala.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Palatino Linotype&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;Senti-me jovial, marejado com a impetuosidade do calor e a presença densa de Alexandra, inelidível, quase fantasmagórica por sua plenitude. Ela sentou-se logo após o anteparo, lançando-me um olhar tão solar que o mais inexaurível dos verões seria incapaz de produzir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;  &lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-5440014147110838319?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/5440014147110838319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/meus-livros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/5440014147110838319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/5440014147110838319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/meus-livros.html' title='Meus livros'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-8026490244550214251</id><published>2011-06-08T06:55:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T06:55:34.807-07:00</updated><title type='text'>Escritos dos Amigos</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C02%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="verbetes" namespaceuri="schemas-houaiss/mini"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype name="sinonimos" namespaceuri="schemas-houaiss/dicionario"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype name="hm" namespaceuri="schemas-houaiss/acao"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype name="dm" namespaceuri="schemas-houaiss/acao"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Belwe Lt BT";	mso-font-alt:Georgia;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:135 0 0 0 27 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;a &lt;st1:verbetes w:st="on"&gt;nossa&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm w:st="on"&gt;morte&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/st2:dm&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 10pt;"&gt;Pietro Wagner&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;teu rosto com a palidez das estrelas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;tu, um barco partido e sem velas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;meu corpo com a solidão dos séculos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;eu, um rapto descoberto e sem vítima&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;as nossas palavras calcificadas no chão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;com alguém sem nome ao nosso lado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;testemunha gentil, criatura dispersa, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;clarão de tudo, clareira de ti, claro mausoléu&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;aqui jazemos, nós, o imperfeito não, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;o líquido de nossos nomes maculado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;pela exaustão de átomos e olhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;como o fim de tudo quando tudo se cala&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;;"&gt;De como as coisas se acabam&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;Leonardo Neves&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Eram nossos dias no quarto –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;e que chanha sobre Baudrillard –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;o terrorismo e as massas –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;sobre Wittengestein&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;e o simbolismo lógico do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Eram poemas pregados pela casa –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;condescendências com filmes debilóides –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;tua boca com gosto de creme dental&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;e inutilidade de ir-se dormir –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;eu sem sono ao teu lado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Antes várias noites em cafés –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;pra beber e sentir saudades –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;os rostos torturados e alegres –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;morrendo por aí qualquer dia desses –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;a boca salgada de lágrimas –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;fascinando as meninas &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;com leituras de Nietzsche&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;na cabeceira de Hitler.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Eram masturbações diárias e tv –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;noites chuvosas e quentes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;sem um puto no bolso –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;ânsias vagindo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;cães latindo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;um bêbado caindo –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;as mulheres e seus lindos segredos sacanas –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;o retorno ao criticismo e seus meandros eternos –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;e a derrota jamais vencendo da loucura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Eram nossas manhãs na praia nublada –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;débitos em restaurantes de luxo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;e em motéis espelhados –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Era tua menstruação sangrando os lençóis&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;aos berros feito louca –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Nossos hexágonos amorosos –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;e eu sempre tomando cerveja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Eram nossas despretensões, querida,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;um tempo em sua vida – &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Sim,fim –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Belwe Lt BT&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;você cansou de despretensões querida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-8026490244550214251?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/8026490244550214251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/escritos-dos-amigos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/8026490244550214251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/8026490244550214251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/escritos-dos-amigos.html' title='Escritos dos Amigos'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-161888729839209335</id><published>2011-06-08T06:53:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T06:53:21.303-07:00</updated><title type='text'>Contemporâneas II</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_a4BRpDQge0/Te9-bao7HNI/AAAAAAAAAVw/oz5e6W5vONI/s1600/adorno.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-_a4BRpDQge0/Te9-bao7HNI/AAAAAAAAAVw/oz5e6W5vONI/s1600/adorno.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:Calibri;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:Calibri;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-language:EN-US;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable	{mso-style-name:"Tabela normal";	mso-tstyle-rowband-size:0;	mso-tstyle-colband-size:0;	mso-style-noshow:yes;	mso-style-parent:"";	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;	mso-para-margin:0cm;	mso-para-margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:10.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-ansi-language:#0400;	mso-fareast-language:#0400;	mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_a4BRpDQge0/Te9-bao7HNI/AAAAAAAAAVw/oz5e6W5vONI/s1600/adorno.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;No capitalismo pós moderno, tudo deve se transformar em algum tipo de indústria: o sexo transforma-se em indústria pornográfica, a alimentação vira indústria alimentícia, a música tornou-se indústria fonográfica e a cultura passa a ser indústria cultural. O conhecimento, que tanto reluta em ser enlatado como uma sopa Campbell, vê a informação ganhar espaço: é mais fácil tornar popular a informação, já que o conhecimento requer muita dedicação e disciplina. Google, Wikipédia, Bing e afins ganharam o posto de consciência cósmica. Não há filtragem e absolutamente tudo é superficial. O pensamento crítico, contestador e agressivo dá lugar a uma cultura de rebanhos, a uma idolatria da ignorância e da estupidez. O comportamento heterodirigido – aquele em que o indivíduo pauta seus gestos pelos gestos dos outros – só pode produzir um conformismo sistemático. Para que esse século precisaria de crítica? Torpor e tremor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-161888729839209335?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/161888729839209335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/contemporaneas-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/161888729839209335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/161888729839209335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/contemporaneas-ii.html' title='Contemporâneas II'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_a4BRpDQge0/Te9-bao7HNI/AAAAAAAAAVw/oz5e6W5vONI/s72-c/adorno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-4604289176169400914</id><published>2011-06-08T06:50:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T07:32:40.620-07:00</updated><title type='text'>Livros</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XONcXbSyeFo/Te998VMr2GI/AAAAAAAAAVs/9h_3OuXPc3U/s1600/Albert-Camus-remains.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://2.bp.blogspot.com/-XONcXbSyeFo/Te998VMr2GI/AAAAAAAAAVs/9h_3OuXPc3U/s320/Albert-Camus-remains.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:Calibri;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:Calibri;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-language:EN-US;}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Albert Camus, assim creio, realizou o vôo mais alto na literatura filosófica existencialista. Apesar de possuir menos rigor filosófico do que Sartre – que na verdade faz uma leitura canhestra de Heidegger e enquanto existencialista parece mais se identificar com um hibridismo entre Hegel e Marx – Camus possuía uma verve artística mais aguçada do que os outros existencialistas de seu tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A Peste&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt; é seu romance mais difundido e mais celebrado. Entretanto, são nos romances &lt;i&gt;O Estrangeiro, A Morte Feliz &lt;/i&gt;e&lt;i&gt; A Queda&lt;/i&gt; onde Camus nos lega o que há de melhor em sua literatura filosófica que busca traduzir de maneira literária os conceitos defendidos pelo argelino nas obras &lt;i&gt;O Mito de Sísifo&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;O Homem Revoltado&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O Estrangeiro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt; narra a indiferença existencial de Mersault. Estrangeiro de si mesmo – tema desenvolvido por Sartre no romance &lt;i&gt;A Náusea&lt;/i&gt; – Camus se utiliza de dois expedientes para explicitar sua compreensão filosófica de mundo: a memória como recurso existencial (tema de Proust) e o colorido próprio da literatura de Herman Melville (para quem conhece a obra de Camus e se depara com &lt;i&gt;Moby Dick&lt;/i&gt; é impossível, creio, não sentir a influência do escritor americano na obra deste existencialista).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A Morte Feliz&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt; retoma a questão da indiferença, mas agora acrescido de um agigantamento da problemática da morte já suscitado no &lt;i&gt;O Estrangeiro&lt;/i&gt; com a morte da mãe de Mersault e a morte do árabe que culminaria com a execução do próprio Mersault. Neste romance, a morte do outro (o rico aleijado Zagreus) se traduz em riqueza e felicidade para Patrice Mersault. A morte surge no centro do romance como caráter antitético: é o homem revoltado com sua finitude radical e que busca, diante da vida, a máxima intensidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Por fim, &lt;i&gt;A Queda&lt;/i&gt;. Creio se tratar do romance mais filosófico de Camus. Narrado em primeira pessoa, Jean-Baptiste Clamence fala sobre sua visão de mundo a partir de um bar &lt;st1:personname productid="em Amsterdã. Novamente" w:st="on"&gt;em  Amsterdã. Novamente&lt;/st1:personname&gt;, o absurdo existencial e a indiferença entram em cena para compor o universo camusiano. Centrado no indivíduo – “&lt;i&gt;Moi, moi, moi, voilà le refrain de ma chère vie&lt;/i&gt;” – o sentido da vida só é conquistado através da tomada de consciência deste mesmo absurdo, mas a partir de uma postura indiferente com o mundo. Contudo, essa indiferença não significa apatia; ao contrário, trata-se de uma atitude positiva e libertária diante das amarras e pesos do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Qualquer um dos livros acima citados vale a pena. Recomendo sem reservas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-4604289176169400914?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/4604289176169400914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/livros_08.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/4604289176169400914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/4604289176169400914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/livros_08.html' title='Livros'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XONcXbSyeFo/Te998VMr2GI/AAAAAAAAAVs/9h_3OuXPc3U/s72-c/Albert-Camus-remains.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-5023035153627476916</id><published>2011-06-08T06:48:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T06:48:48.907-07:00</updated><title type='text'>Artes Visuais</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Zj8FGLKFWoM/Te9682Ew4QI/AAAAAAAAAVg/4Nyznf5OoSQ/s1600/a+barbearia+de+Shuffleton%252C+1950.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-Zj8FGLKFWoM/Te9682Ew4QI/AAAAAAAAAVg/4Nyznf5OoSQ/s320/a+barbearia+de+Shuffleton%252C+1950.jpg" width="293" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A barbearia de Shuffleton, 1950.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CZL92E50Af8/Te97nfqlsTI/AAAAAAAAAVk/9ugTJMUvpwU/s1600/art-norman-rockwell-connoisseur.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-CZL92E50Af8/Te97nfqlsTI/AAAAAAAAAVk/9ugTJMUvpwU/s320/art-norman-rockwell-connoisseur.jpg" width="257" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;The art connoisseur, 1964.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_CNE5F0EY0s/Te98ab1YGKI/AAAAAAAAAVo/pxlXs-i2cFU/s1600/Calend%25C3%25A1rio+de+Escoteiros_1918.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-_CNE5F0EY0s/Te98ab1YGKI/AAAAAAAAAVo/pxlXs-i2cFU/s320/Calend%25C3%25A1rio+de+Escoteiros_1918.jpg" width="223" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Calendário dos escoteiros, 1918.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:Calibri;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:Calibri;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-language:EN-US;}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Norman Rockwell foi um pintor e ilustrador estadunidense que ficou bastante conhecido nos EUA por suas ilustrações no &lt;i&gt;The Saturday Evening Post&lt;/i&gt;. Artista profícuo por natureza – nos legou cerca de 4000 obras – Rockwell possuía uma técnica apurada que era usada para tratar de temas cotidianos e banais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Com um olhar aguçado para a simplicidade, Rockwell também possuía uma verve humorística e muitas de suas obras se prestam melhor a tal concepção do que a maioria das obras dadaístas ou surrealistas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Contudo, ao centrar seu olhar sobre coisas triviais, o artista consegue nos levar a paragens mais altas, já que sua abordagem sobre o comum é incomum, ou seja, sua técnica e a elaboração de suas composições possuem parentesco com algo grandioso, onde o que deveria ser originalmente ordinário ganha força e se torna extraordinário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A meticulosidade de seu traço opera a favor de uma visão grandiosa sobre o banal. As expressões faciais das pessoas presentes em suas pinturas trafegam com desenvoltura para a caricatura sem ser grotesco. Ao contrário, a caricatura presente em seus traços só alarga as fronteiras de sua pintura que se torna mais leve e original.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A história das obras de Rockwell se confunde com sua própria história. Há um desenvolvimento gradual de sua arte em consonância com sua maturidade e visão de mundo. Creio que um dos grandes méritos de Rockwell, além de sua inegável originalidade e talento, foi nos falar de modo tão intenso sobre a simplicidade da vida. Se fosse pintor, provavelmente Walt Whitman pintaria neste estilo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-5023035153627476916?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/5023035153627476916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/artes-visuais_08.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/5023035153627476916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/5023035153627476916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/artes-visuais_08.html' title='Artes Visuais'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Zj8FGLKFWoM/Te9682Ew4QI/AAAAAAAAAVg/4Nyznf5OoSQ/s72-c/a+barbearia+de+Shuffleton%252C+1950.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-7868470491549517724</id><published>2011-06-08T06:35:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T06:35:14.030-07:00</updated><title type='text'>Filmes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rafB5Abo4Ek/Te96U3PmG5I/AAAAAAAAAVc/ccn1WOMTSK4/s1600/article-0-016BCD5700000578-849_468x386.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="263" src="http://3.bp.blogspot.com/-rafB5Abo4Ek/Te96U3PmG5I/AAAAAAAAAVc/ccn1WOMTSK4/s320/article-0-016BCD5700000578-849_468x386.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;Chemical Wedding&lt;/b&gt; de Julian Doyle&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar do roteiro frouxo de Julian Doyle e Bruce Dickinson (isso mesmo, o vocalista da banda Iron Maiden), o filme &lt;i&gt;Chemical Wedding&lt;/i&gt; – ou Casamento Alquímico, referência ao manuscrito rosacruz do século XVII – vale por sua figura central: Aleister Crowley.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Crowley nasceu na Inglaterra e ficou conhecido por trazer no início do século XX um novo sistema da magia que ele chamava de Magick e uma nova concepção espiritual e moral, denominada em grego de Thelema, ou seja, Vontade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O principal livro de Crowley, &lt;i&gt;O Livro da Lei&lt;/i&gt;, que ele diz ter sido ditado por uma inteligência extraterrestre, Aiwass, traz como máxima aquela mesma proposição já conhecida de Santo Agostinho: “Faze tudo o que tu queres há de ser o todo da Lei. Amor é a lei. Amor sob Vontade”. Crowley se diz o profeta do novo Aeon de Hórus ou a Era de Aquário e traz um sistema de realização pessoal totalmente inovador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Baseando-se na religiosidade egípcia (conhecimento adquirido com a Maçonaria, a Golden Dawn e a O.T.O.), no sistema de magia enochiano fundado por John Dee e Edward Kelly, Crowley trouxe mais beleza e atitude para o universo das ciências ocultas. Grande enxadrista e poeta inspirado, seus livros traduzem essa mecânica entre a exatidão e o êxtase poético.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considerado o pior homem do mundo pela corte inglesa – sendo notícia constante dos jornais da época – ele buscava realizar o casamento alquímico (união com o Santo Anjo da Guarda segundo a tradição hebraica presente no manuscrito de Abramelin, o Mago, que tratava de magia sagrada inspirada nas lições de Abraão, o Judeu e que, em verdade, nada mais pode ser do que uma estória muito bem arquitetada pelo líder da Golden Dawn, MacGregor Mathers, que afirma ter traduzido para o inglês um original em francês encontrado na Biblioteca do Arsenal em Londres, apesar da Biblioteca afirmar que nunca houve semelhante exemplar entre seus livros), mas com um detalhe oriundo das escolas orientais: a Magia Sexual ou Tantra Yoga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, quando nos deparamos com os livros de Crowley de conteúdo ético – como &lt;i&gt;The Message of Master Therion, Liber Librae, Liber Oz, The Law of Liberty&lt;/i&gt;, por exemplo – percebemos a forte presença de Nietzsche. De fato, em sua missa gnóstica (&lt;i&gt;Ecclesiae Gnosticae Catholicae Canon Missae&lt;/i&gt;) várias personalidades são homenageadas, inclusive o velho Nietzsche. Alguém prestaria um grande serviço escrevendo sobre a influência de Nietzsche na obra de Crowley.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seja como for, o filme reúne diversas informações sobre a vida de Crowley e num tom ora sarcástico e ácido ora hilário e despojado, consegue, ao menos e a despeito das bobagens de ficção científica que colocaram na trama, focar nossa curiosidade na vida e na obra desta figura extremamente original. Recomendo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3193261986471048919-7868470491549517724?l=arsdiluvian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/feeds/7868470491549517724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/filmes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7868470491549517724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3193261986471048919/posts/default/7868470491549517724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arsdiluvian.blogspot.com/2011/06/filmes.html' title='Filmes'/><author><name>J. C. Marçal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15386033700732851848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KfNfv1YWRRA/S-OGgtwb58I/AAAAAAAAAAM/bqDFBhbgHJU/S220/photo.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-rafB5Abo4Ek/Te96U3PmG5I/AAAAAAAAAVc/ccn1WOMTSK4/s72-c/article-0-016BCD5700000578-849_468x386.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3193261986471048919.post-8560906447275438234</id><published>2011-06-08T06:29:00.001-07:00</published><updated>2011-06-08T06:29:22.944-07:00</updated><title type='text'>Citações</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCarlos%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:Calibri;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:Calibri;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-language:EN-US;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Oh Grécia, espelho e corpo três vezes mártires, imaginar-te é restabelecer-te.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;René Char&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;In: Hino em voz baixa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A língua grega é mais do que a língua do começo: é o abrigo da origem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Marlene Zarader&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: jus
